<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797</id><updated>2012-02-16T14:46:49.099-02:00</updated><category term='bibliografia'/><category term='Teoria das Representações Sociais'/><category term='Jose Carlos Ribeiro'/><category term='midias eletronicas'/><category term='Charles Edgley'/><category term='BLUMER'/><category term='cronograma'/><category term='interatividade'/><category term='metodologia'/><category term='Interação'/><category term='Teatralidade'/><category term='Psicologia Social'/><category term='BAUWENS'/><category term='cibercultura contexto contemporâneo'/><category term='Kavoori_Arceneaux'/><category term='Dramaturgia'/><category term='Self'/><category term='Serge Moscovici'/><category term='SANTAELA'/><category term='sobre'/><category term='Dennis Brisset'/><category term='comportamento social'/><category term='Goffman'/><category term='Interacionismo Simbólico'/><category term='MEYROWITZ'/><category term='Interação Mediada'/><category term='P2P'/><category term='Chats'/><title type='text'>COM545 - Mídia e Cibercultura</title><subtitle type='html'>Disciplina do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas - POSCOM/UFBA</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-5603239077835345807</id><published>2009-07-07T15:07:00.004-03:00</published><updated>2009-07-07T15:16:18.736-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria das Representações Sociais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Serge Moscovici'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicologia Social'/><title type='text'>Módulo 4 - Referencial teórico-metodológico: Teoria das representações sociais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Texto Guia: MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2007 (p. 29 a 109).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O texto apresenta a idéia de Serge Moscovici a respeito do fenômeno das representações sociais, mostra conceitos fundamentais para a compreensão do fenômeno das representações e também para compreensão de sua teoria. Moscovici, nesse texto, estrutura sua linha argumentativa em sete partes: da primeira até a terceira parte, ele destrincha as principais idéias e pontos argumentativos a respeito do que chamou do fenômeno das representações sociais (o pensamento como ambiente, natureza das representações, universos consensuais e reificados); na quarta e quinta partes, aponta os elementos constituintes da teoria das representações (ancoragem, objetivação e causalidades); por fim, na sexta e sétima partes, Moscovici coloca pontuações dos aspectos metodológicos e considerações finais a respeito do fenômeno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, antes de abordar de uma maneira integrada o conteúdo do texto, acredito que seja pertinente levar em consideração aspectos contextuais que vão ajudar a esclarecer alguns elementos presentes na estrutura argumentativa do texto de Moscovici. Para isso, vamos tomar como referência a Psicologia e Psicologia Social enquanto ciência nas décadas de 1960 e 1970, já que foi nesta época que surgiu o nome de Serge Moscovici, no cenário de uma psicologia social européia que apontava um maior reconhecimento da dimensão social no estudo do comportamento dos indivíduos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fato é que depois de um crescimento na década de 60, a psicologia social, em torno de 1970, foi afetada por uma mudança de paradigma. Aliás, essa mudança de paradigma parece ter afetado todas as ciências sociais, inclusive a Psicologia de um modo geral. Iniciou-se assim, uma crise paradigmática que afetou bases teóricas, metodológicas e epistemológicas no âmbito da filosofia da ciência e como conseqüência teve a diminuição da influência do positivismo lógico. Desse modo, novos paradigmas surgiram e/ ou tiveram um maior desenvolvimento, como por exemplo, o caso do interacionismo simbólico (uma das correntes da psicologia social sociológica) e um dos assuntos estudados no módulo 2 desta disciplina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa crise indicou fragilidades em modelos experimentais considerados como modelos hegemônicos na época para Psicologia enquanto ciência. Assim, tanto o modelo behaviorista - baseado no esquema: estímulo -&gt; resposta (E-&gt;R), no qual o indivíduo é considerado um respondente das condições ambientais em que está inserido e comportamentos são respostas a situações consideradas reforçadoras ou não reforçadoras; como o modelo cognitivista - baseado no esquema: estímulo-&gt; cognição -&gt; resposta (E-&gt;O-&gt;R) com uma concepção “mentalista” individual, de um indivíduo que processa informações como resultado de uma atividade individual cognitiva, começaram a ser questionados dando espaço para outros modelos baseados em novas concepções e novos métodos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, apesar de a psicologia social parecer relativamente alheia à influência das correntes behaviorista e cognitiva da psicologia, pois desde seus primórdios a psicologia social teve como enfoque a concepção de um indivíduo social. Mas por ainda não romper totalmente com a lógica positivista, diante dos fatos, ficou mais legitimada a renunciar conceitos vinculados a uma concepção científica natural e a idéia da experimentação como método de pesquisa mais adequado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, se fortalece uma psicologia social que já apresentava duas tendências de pensamento: 1- psicologia social psicológica, tradição norte-americana, baseada em um modelo cognitivo social mais centrado a aspectos individuais; 2 – psicologia social sociológica, tradição européia, reinvidicava uma identidade própria e diferenciada da psicologia social, apesar de não transpor totalmente os limites da psicologia social tradicional, defendia a realização de pesquisas mais relevantes do ponto de vista social. Essa corrente de tradição européia da psicologia tem Serge Moscovici (1928) como um dos pesquisadores mais representativos já que a teoria das representações sociais desenvolvida por ele teve grande impacto na psicologia social como um todo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O início da teoria das representações sociais desenvolvida por Moscovici em 1961 está na investigação realizada sobre a difusão da psicanálise na população francesa em 1950. A pesquisa tinha como objetivo principal analisar o conteúdo das notícias publicadas na imprensa e nos resultados obtidos em um levantamento realizado a partir de uma grande amostra da população francesa, conhecer como os conceitos gerados na teoria psicanalítica eram utilizados no dia-a-dia por diferentes grupos sociais franceses (p286). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Atualmente Serge Mosvovici é diretor do Laboratoires Européen de Psychologie Sociale (Laboratório Europeu da Psicologia Social, que ele co-fundou em 1975 em Paris; é membro do Europen Avademy of Sciences and Arts, da Légion d’honneur e do Russian Academy of Sciences (http:// &lt;a href="http://www.serge-moscovici.fr/"&gt;www.serge-moscovici.fr/&lt;/a&gt;). Agora que já foi feita uma breve recapitulação e contextualização sobre a psicologia social e Moscovici, acredito que teremos um melhor embasamento para apresentar e discutir as principais idéias do texto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O texto é iniciado com a argumentação do pensamento considerado como ambiente, nota-se aí, ao meu entender, influencia do aspecto da linguagem científica natural utilizada pelo behaviorismo na época. Moscovici acredita que existe a necessidade do homem compreender o mundo de alguma forma, como também um medo instintivo do homem de poderes que não pode controlar e uma tentativa de poder compensar essa impotência imaginativamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, Moscovici apresenta dois tipos de pensamento que fundamentam a compreensão do mundo para o homem: 1- pensamento primitivo, ciência e senso comum que tem como característica a crença no poder ilimitado da mente, conformar a realidade, penetrá-la, ativá-la, determinar o curso dos acontecimentos; 2- pensamento científico moderno que tem como característica poder ilimitado dos objetos, conformar o pensamento, determinar completamente sua evolução e de ser interiorizado na e pela mente. Em resumo teríamos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pensamento Primitivo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;  Age sobre a realidade&lt;br /&gt;  Objeto emerge como réplica do pensamento&lt;br /&gt;  Desejos se tornam realidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pensamento Científico Moderno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;  Reage à realidade&lt;br /&gt;  Pensamento é uma réplica do objeto&lt;br /&gt;  Pensar para transformar a realidade em nossos desejos, despersonalizá-los&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segundo Moscovici, as duas atitudes são simétricas e têm a mesma causa já apresentada no parágrafo anterior: o medo instintivo do homem de poderes que ele não pode controlar e sua tentativa de poder compensar essa impotência imaginativamente. Porém existe uma diferença básica entre a mente primitiva e a mente científica, a primeira se amedronta diante das forças da natureza enquanto a segunda se amedronta diante do poder do pensamento. De fato, o que esses dois tipos de articulação do pensamento representam é um aspecto real da relação entre nossos mundos externo e interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a psicologia social é uma manifestação do pensamento cientifico, quando estuda o sistema cognitivo pressupõe: 1-indivíduos normais reagem a fenômenos, pessoas ou acontecimentos do mesmo modo que os cientistas ou estatísticos, e compreender consiste em processar informações; 2- percebe-se o mundo tal como é e todas nossas percepções, idéias e atribuições são repostas a estímulos do ambiente físico ou quase físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, Moscovici afirma: “o que nos distingue é a capacidade de avaliar seres e objetos corretamente, de compreender a realidade completamente; o que distingue o meio ambiente é a sua autonomia, sua independência com respeito a nós e a nossas necessidades e desejos” (p.30). Porém no dia a dia, alguns fatos comuns parecem contradizer aos dois pressupostos apresentados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) a observação familiar – conseguimos ver o que está diante de nossos olhos? Ex. os velhos pelos novos e os novos pelos velhos&lt;br /&gt;B) alguns fatos aceitáveis sem discussão, repentinamente transformam-se em ilusões (aparência X realidade)&lt;br /&gt;C) reações aos acontecimentos – repostas aos estímulos estão relacionadas a determinada definição comum aos membros que pertencem uma determinada comunidade  Ex. acidente na estrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses fenômenos estão relacionados com aspecto que Moscovici chamou natureza convencional e prescritiva das representações. Se levarmos em consideração a argumentação de Moscovici de o pensamento ser considerado como um ambiente, as representações possuem precisamente duas funções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A)    Convenção dos objetos, pessoas e acontecimentos – daí o aspecto da natureza convencional (ex. A Terra é redonda, comunismo-&gt; cor vermelha), mesmo quando uma pessoa ou objeto não se adequam exatamente ao modelo. Essas convenções possibilitam conhecer o que representa o quê ( exs. Duchamp; os criminosos de guerra), por isso Moscovici ressalta que nenhuma mente está livre dos efeitos de condicionamentos anteriores que lhe são impostos por suas representações, linguagem ou cultura. Desse modo, o ato de pensar é realizado através de uma linguagem, os pensamentos são organizados de acordo com um sistema que está condicionado, por representações e cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como não podemos nos libertar das convenções e estamos presos a alguns preconceitos o que nos resta, segundo Moscovici, é reconhecer que as representações constituem um tipo de realidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;B) as representações são prescritivas – impõe-se com uma força irresistível, a força como uma combinação de uma estrutura que está presente antes mesmo do ato de pensar e de uma tradição que decreta o que de ser pensado Exs. Jargões psicanalíticos e uso de termologias “louco” “neurótico. O poder e a claridade peculiares das representações deriva do sucesso com que elas controlam a realidade de hoje e da continuidade que isso pressupõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Moscovici, essas representações são entidades sociais com vida própria, comunicando-se entre elas, opondo-se mutuamente e mudando em harmonia com o curso de vida. Nossas inter-relações e nosso pensamento coletivo que estão implicados nisso e transformados. Ex. Caso APA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir o raciocínio em relação a natureza das representações Moscovici afirma que o que se percebe e se imagina, essas criaturas do pensamento, que são as representações, terminam em se constituir em um ambiente real, concreto. O que é invisível é inevitavelmente mais difícil de superar do que o visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que seriam essas representações? Moscovici acredita que toda interação humana envolve algum tipo de representação, por isso para ele as representações são acontecimentos em que elas estão psicologicamente representadas em cada um dos participantes. Tenta-se dar significado as informações que se recebe, isso está ligado a um controle das representações de não possuir outro sentido, além do que elas dão a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém existe uma natureza da mudança na qual as representações sociais se tornam capazes de influenciar o comportamento do indivíduo participante de uma coletividade, pois como são criadas no pensamento individual e aparecem quase como objetos materiais (produtos de ações e comunicações) possuem vida própria circulam se encontram se atraem e se repelem e dão oportunidade ao nascimento de novas representações enquanto velhas representações morrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, sendo compartilhada por todos e reforçadas por sua tradição, ela constitui uma realidade social. Quanto mais sua origem é esquecida e sua natureza convencional é ignorada mais fossilizada ela se torna, ideal gradualmente materializado. Para Moscovici a tarefa principal da psicologia social é estudar as representações, propriedades, origens e seus impactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que seria uma sociedade pensante? Moscovi acredita que quando estudamos representações sociais nós estudamos o ser humano – que faz perguntas e repostas que pensa e não apenas enquanto ele processa informação e se comporta, de fato o que Moscovici quer observar e compreender através do estudo é: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A)     das circunstâncias em que os grupos se comunicam, tomam decisões e procuram tanto revelar, como esconder algo (as mentes não são caixas pretas dentro de uma caixa preta maior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) das suas representações e crenças (presença de uma ideologia dominante? Reproduzir e ser reproduzido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao propor isso ele quer compreender a realidade através das inter-relações sociais, comunicação social e não apenas pelo contato com o mundo externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, os acontecimentos são como alimento para o pensamento, nesse caso a visão da psicologia social vai se apresentar como um contraponto a visão de Durkheim e da sociologia, que tem como proposta entender o dinamismo interno, com a proposta de Moscovici de entender como um fenômeno o que antes era visto como conceito:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A)    As representações sociais devem ser vistas como uma maneira específica de compreender e comunicar o que nós já sabemos&lt;br /&gt;B)    Durkheim, fiel a tradição aristotélica e Kantiana possui uma concepção estática dessas representações – algo parecido com a dos estóicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que, nesse momento, um dos pontos interessantes a ser colocado para discussão da disciplina – mídia e cibercultura- é a nova configuração das representações sociais com a cibercultura? Moscovici em algum momento do texto fez analogia a um homem sentado na frente da televisão, podemos fazer uma releitura e fazer uma nova analogia desse homem sentado em frente ao seu notebook ou usando o seu celular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao texto, que lugar teria essas representações em uma sociedade pensante? Para falar sobre esse tópico, Moscovici discute os conceitos das ciências sagradas e profanas que consequentemente vai resultar na discussão dos universos consensuais e universo reificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, segundo Moscovici, existe uma esfera sagrada – digna de respeito e veneração e mantida longe das atividades intencionais humanas e uma esfera profana que cabe executar atividades triviais e utilitaristas. Essas esferas pertenceriam a mundos separados e opostos que em diferentes graus, determinam, dentro de cada cultura e de cada indivíduo, as esferas de suas forças próprias e alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém dentro de um contexto social o que nós podemos mudar e o que nos muda? Na articulação dessas verdades existem espaços entre o que pertence a nossa obra (opus proprium) e o que é obra alheia (opus alienum). Para Moscovici essa discussão foi abandonada e substituída, segundo o autor, por outra discussão mais básica: universos consensuais (sociedade é uma criação visível, contínua, permeada com sentido e finalidade, voz humana) e universos reificados (sociedade é vista como um sistema de diferentes papéis e classes, os membros são desiguais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existirão verdades que transitará entre o “nós” e o “eles”. No meu entendimento, um acontecimento é compreendido a partir de diferentes perspectivas, por exemplo, uma tempestade tem uma compreensão a partir de explicações fundamentadas cientificamente que um geógrafo fornece para um repórter de um telejornal (universo reificado), diferentes indivíduos vão se apropriar das informações a respeito do fato - tempestade – e significar e re-significar a medida que forem interagindo com diferentes grupos ( universo consensual). È assim que um objeto, a priori, não familiar vai se tornando familiar. Esse objeto pode ser um acontecimento, um fato, um assunto ou uma pessoa e o mecanismo é feito num processo dinâmico de significação e re-significação, a partir das interações do cotidiano com pessoas que pertencem a diferentes grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para desenvolver o tópico o familiar e o não familiar, o autor parte de dois pressupostos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A)     as representações sociais devem ser vistas como uma “atmosfera”, em relação ao indivíduo ou ao grupo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B) as representações são, sob certos aspectos, específicas de nossa sociedade&lt;br /&gt;“...a finalidade de todas as representações é tornar familiar algo não familiar, ou a própria não familiaridade.” (p.54)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para complementar a idéia, apresenta três hipóteses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- desiderabilidade – pessoa ou grupo procura criar imagens, construir sentenças para revelar ou ocultar intenções; imagens e sentenças distorções subjetivas de uma realidade objetiva;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-desequilíbrio- todas as ideologias, concepções de mundo como meio para solucionar tensões psíquicas ou emocionais, compensações imaginárias, que teriam finalidade de restaurar um grau de estabilidade interna;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Controle- os grupos criam representações para filtrar informação que provém do meio ambiente e dessa maneira controlam o comportamento individual&lt;br /&gt;O familiar pode ser considerado algo compartilhado, comum a todos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O não familiar para Moscovici significa a presença real de algo ausente, a “exatidão relativa” de um objeto; ato da re-apresentação meio de transferir o que perturba, o que ameaça um universo, do exterior para o interior, do longínquo para o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que o autor apresentou sua argumentação no sentido de considerar as representações sociais não apenas como uma conceituação teórica, mas como um fenômeno, ele apresenta dois componentes geradores desse processo: ancoragem e objetivação. Inicia argumentando que os mundos reificados aumentam com a proliferação das ciências e muitas vezes o que já se acreditou ser verdade um dia, hoje pode não ser mais. Para Moscovici, a ancoragem – forma categorias, cristalizar novas idéias, classificar dar nomes a alguma coisa, por isso a teoria das representações sociais basicamente traz duas conseqüências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-      exclui a idéia de pensamento ou percepção que não possua ancoragem&lt;br /&gt;2-      E o objetivo principal dessa “categorização” é facilitar a interpretação de características, compreensão de intenções e motivos subjacentes às ações de pessoas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já a objetivação, resumidamente, une a idéia de não-familiaridade com realidade, torna-se verdadeira a essência da realidade – física e acessível – toda representação torna real – Lewin. A dinâmica: A imagem – a palavra – a representação como réplica da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses aspectos teórico constituintes das representações como a busca da  compreensão do mundo para organizar comportamento e atitudes, existe um outro fenômeno que segundo Moscovici também pertence a natureza humana é  a busca do “porquê”, devido a necessidade de decodificar todos os signos que existem em nosso ambiente social... “não existe fumaça sem fogo”. Moscovici classificou como explicações bi-causais e mono-causais. Para ele, o pensamento é bi-causal e não mono-causal, ou seja, estabelece uma relação de causa e efeito e uma relação de fins e meios por isso existe uma causalidade primária (finalidade) e uma causalidade secundária (causa e efeito). Além disso, existe a causalidade social que está relacionada a teoria das atribuições e inferências que os indivíduos fazem e também da transição de uma para a outra, por exemplo, a reposta para pergunta: - Por que um determinado homem ou uma mulher não tem trabalho? Vai depender do ponto de vista de quem fala, isso porque envolve aspectos de atribuição de acordo com a perspectiva individual que cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, Moscovici encerra sua linha argumentativa para os aspectos teóricos sobre as representações sociais e inicia sua fala em relação aos aspectos metodológicos. O autor aponta a relevância desses pressupostos teóricos para pesquisa e apresenta um levantamento das primeiras pesquisas realizadas em representações sociais, afirma que seja qual for o objetivo específicos dessas pesquisas elas devem compartilhar de quatro princípios metodológicos, já que agrupa alguns temas metodológicos comuns e ligações com outras ciências sociais que para ele são: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A) Obter o material de amostras de conversações normalmente usadas na sociedade – levando em consideração que a conversação está no centro de universos consensuais&lt;br /&gt;B) Considerar as representações sociais como meios de re-criar a realidade – o que cria é um referencial uma entidade ao qual se refere que é distinto de qualquer outra coisa e corresponde à representação de alguém sobre ela&lt;br /&gt;C) Que o caráter das representações sociais é revelado especialmente em tempos de crise e insurreição – por conta do caráter de mudança no qual as pessoas ficam mais propensas a falar; os indivíduos são motivados por um desejo de entender um mundo cada vez não familiar e perturbado, as memórias coletivas são excitadas e o comportamento se torna mais espontâneo&lt;br /&gt;D) Que as pessoas que elaboram tais representações sejam vistas como algo parecido a “professores” amadores e os grupos que formam como equivalentes modernos daquelas sociedades de professores amadores que existiam há mais ou menos um século&lt;br /&gt;Moscovici conclui essa parte metodológica enfatizando os ganhos que o estudo do fenômeno das representações sociais trouxe: considerando que explica como uma teoria passa para outra de um nível cognitivo ao outro, tornando-se uma representação social sem desconsiderar fundamentos políticos e religiosos, além de especificar como uma representação molda a realidade criando novos tipos sociais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro ponto também é o estudo do problema dos meios de comunicação de massa e seu papel no estabelecimento do senso comum, apresentando suas principais fases:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A) fase científica da sua elaboração – a partir de uma teoria, por uma disciplina científica (ex. biologia);&lt;br /&gt;B) fase representativa em que ela se difunde dentro de uma sociedade e suas imagens conceitos e vocabulários são difundidos e adaptados;&lt;br /&gt;C) fase ideológica em que a representação é apropriada por um partido, uma escola de pensamento ou um órgão do estado. Toda ideologia possui pelo menos dois elementos: um conteúdo (derivado da base) e uma forma (que provém de cima), dá acesso ao senso comum uma aura científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moscovici faz uma releitura do behaviorismo colocando em face a psicologia social e a sua mais nova contribuição a teoria das representações sociais, que desse modo seriam variáveis independentes e dessa forma as representações determinam tanto o caráter do estímulo como a resposta que ele incita, propondo um novo modelo no qual as representações determinam tanto o caráter do estímulo, como a resposta que ele incita. Moscovici apresenta também algumas situações da teoria das representações sociais como fenômeno no laboratório, no meu entender, mais um aspecto para aproximar das ciências naturais, apesar de a princípio ter outra proposta mais ligada a observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Moscovici encerra o texto considerando quatro principais implicações do estudo das representações: 1-os aspectos simbólicos presentes nas interações e o mundo dos universos consensuais em que nós habitamos; 2- o uso de métodos observacionais e 3-descritivos na medida em que se propõe a compreender as especificidades dos fenômenos, levando em consideração o contexto histórico – 4-tempo – em que o indivíduo está inserido e que vai influenciar em todo seu desenvolvimento desde a primeira infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a teoria das representações sociais tenha bastante contribuição para a pesquisa e embasamento teórico de todos os colegas, considerando as quatro implicações apontadas por Moscovici no encerramento do texto e adequando para a realidade da mídia e cibercultura na atualidade, o que está em jogo diante desse novo contexto? De fato, os aspectos do conteúdo do texto foram apresentados de maneira bastante resumida, mas acredito que foram apresentados os pontos centrais do texto na resenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-5603239077835345807?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/5603239077835345807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/07/modulo-4-referencial-teorico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/5603239077835345807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/5603239077835345807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/07/modulo-4-referencial-teorico.html' title='Módulo 4 - Referencial teórico-metodológico: Teoria das representações sociais'/><author><name>Louise Sobral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07602577120515457216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-2606374886348994096</id><published>2009-06-22T16:30:00.002-03:00</published><updated>2009-06-22T16:46:14.326-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jose Carlos Ribeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chats'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interação Mediada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatralidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dramaturgia'/><title type='text'>Modulo 3 - Referencial Teórico-Metodológico: Teoria Dramatúrgica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um olhar sobre a sociabilidade no ciberespaço: aspectos sócio-comunicativos dos contatos interpessoais efetivados em uma plataforma interacional on-line&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;José Carlos Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gerenciamento de Aparências e de Informações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controle da Apresentação&lt;br /&gt;“Um dos aspectos mais interessantes no processo de criação de identidades virtuais na plataforma dos web-chats parece ser o controle da apresentação das características reveladas na estratégia de aproximação e de contato com outros usuários. Nesta conjuntura peculiar, a possibilidade de escolha dos atributos de personalidade e aparência que comporão o personagem permite um gerenciamento maior do que aquele normalmente exercido no mundo off-line”. (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerenciamento do Anonimato&lt;br /&gt;Tendo sempre em mãos a possibilidade de “sair” e de “entrar” no ambiente interacional virtual com outro nickname a qualquer momento, o participante vivencia o privilégio de gerenciar, de forma mais efetiva, o grau de revelação e de permanência das informações referentes às características físicas e de personalidade da identidade construída para aquele ambiente. (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Temos de conviver com aquela aparência que temos” (REID, 1995).&lt;br /&gt;Graus de Distanciamento da Representação&lt;br /&gt;Representação Transparente&lt;br /&gt;Representação Translúcida&lt;br /&gt;Representação Opaca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goffman (1996), em sua análise sobre os processos interacionais FTF, afirma que ao se efetuar o controle do que é percebido e mostrado aos interlocutores por ocasião dos encontros sociais, o indivíduo necessariamente promove e vivencia uma regulação nos contatos efetivados. (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articulando esta premissa com a realidade verificada no ambiente on-line dos web-chats, percebemos claramente uma ampliação do mecanismo de controle apontado pelo autor, haja vista a presença de uma maior facilidade nos procedimentos de permuta e de gerenciamento das características representacionais. (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Imagens Idealizadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A facilidade de propagar atributos físico-corporais que não contenham obrigatoriamente correspondência na realidade no mundo off-line, bem como a de exercitar de uma “forma melhorada” os aspectos da própria personalidade que não tenham espaços de expressão na dinâmica das interações FTF, por pressões sociais ou por falta de oportunidades adequadas, parecem ser possíveis razões que levam o usuário a criar uma imagem idealizada de si. (4)&lt;br /&gt;Interessante notar que, efetuando um breve passeio nos ambientes interacionais on-line dos web-chats, qualquer usuário (experiente ou novato) pode constatar que as descrições pessoais geralmente revelam uma imagem estereotipada de perfeição (seja ela feita de maneira intencional ou não) (4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa cultura, essa composição de procedimentos parece estar relacionada ao desejo e à necessidade de aceitação social do personagem virtual por parte do interlocutor. (5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática de construção de imagens idealizadas nas plataformas interacionais on-line pode ser vista, através de um ângulo de percepção mais abrangente, como um possível vetor de agregação de pessoas que circulam neste espaço, uma vez que as aparências produzidas serviriam como referenciais conhecidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em outras palavras, a figura, o ideal e a imagem idealizados favorecem o contexto, integram o indivíduo num sistema de comunicação e de inter-relações que é causa e efeito de toda sociedade”. (MAFFESOLI, 1996)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, esses modelos sugerem o trânsito de tipos ideais, matrizes que se aceitam e se reconhecem como pertencentes a um grupo seleto de personagens desejáveis. O que, por sua vez, pode derivar em uma situação de efeito peculiar: a possibilidade da identidade on-line – arquitetada para interagir no ambiente virtual – ter uma aceitação social mais receptiva, devido à série de atributos construídos de acordo com os padrões valorizados socialmente, do que a identidade vivenciada no mundo off-line. E aí, em situações mais extremas, a questão pode vir a se tornar problemática para o usuário, pois poderá afetar direta ou indiretamente alguns aspectos de sua personalidade, ou mesmo desencadear uma série de distúrbios psicológicos (fragilização da auto-estima, dissociação de personalidade etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Preenchimento dos Vazios Informacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à falta de pistas mais precisas, comumente obtidas através de informações não-verbais presentes nas interações FTF, os usuários deste mundo on-line procuram “preencher esses vazios informacionais” através de um complexo mecanismo de associação das informações e dados efetivamente passados (de forma implícita ou explícita) com as próprias necessidades psicológicas de contatos com pessoas que possuam estas ou aquelas características específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MacKinnon (1995) aponta em seus comentários que o tipo de linguagem adotado na escrita das informações ajuda na formatação do personagem interlocutor, uma vez que pode revelar aspectos denotativos da possibilidade de vinculação dele com algum grupo social conhecido no mundo off-line.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do conjunto de circunstâncias exposto até então, podemos suspeitar que o interlocutor teria, através da ótica do usuário, um papel coadjuvante no processo, um papel de pouca relevância ou mesmo passivo, uma vez que estaria apenas ajudando na construção das fantasias particulares de cada usuário. Entretanto, considerando que o interlocutor também possui as mesmas possibilidades e encontra-se em iguais circunstâncias, podemos pensar que há, em certa medida, a presença de uma troca de incentivos informacionais mais equilibrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Regiões Representacionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos que tais manifestações de expressividade transmitidas (ou dadas) se revelam através da descrição pessoal efetuada de forma escrita e intencional pelo usuário (sexo, idade, características raciais, altura, aparência etc.); enquanto que as demonstrações de expressividade emitidas (ou não dadas de forma intencional) são disponibilizadas através de características mais sutis e contextuais (o estilo e a estrutura da narrativa, o vocabulário empregado etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(regiões) Uma vez que não estando fisicamente presente para o outro, o usuário pode, sem comprometer a impressão (transmitida e emitida) propiciada pela vivência do papel representado (na região de fachada), efetivar alguns comportamentos não-verbais que possivelmente seriam considerados pelos interlocutores como sendo incompatíveis com os esperados para aquela situação social específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como acontece na “região de fundo”, a “região do mundo off-line” também pode ser identificada como sendo o local onde o sujeito prepara o seu personagem, efetuando as adaptações necessárias ao papel e à “fachada pessoal” que deseja exercitar no espaço interativo situado na “região do mundo on-line”, ou fazendo-se uso da analogia, na “região de fachada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um espaço público comum, “de fachada”, onde os usuários apresentam aos demais participantes as características construídas para aquela situação contextual específica. Havendo uma migração da troca interacional travada entre dois interlocutores para um espaço privado (por exemplo, entre “A” e “B”, conforme ilustrado na figura 21), eles passam a vivenciar uma dupla localização, estando situados, por um lado, em uma “região de fundo” em relação à presença dos demais participantes e, por outro, em uma “região de fachada” em relação à situação contextual externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do ambiente da plataforma interacional on-line dos web-chats, a preocupação indicada pelo autor, sobre os possíveis sentimentos advindos da punição social, parece se apresentar de forma mais amena, haja vista a ausência de dificuldades em “entrar” novamente no cenário contextual, após uma eventual troca de nickname, sem que os demais participantes tenham a possibilidade de efetuar previamente uma relação entre este “novo” usuário e o “antigo” que porventura tenha sido descoberto ou surpreendido em um papel falseado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-2606374886348994096?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/2606374886348994096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/06/modulo-3-referencial-teorico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2606374886348994096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2606374886348994096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/06/modulo-3-referencial-teorico.html' title='Modulo 3 - Referencial Teórico-Metodológico: Teoria Dramatúrgica'/><author><name>Thiago Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11028862083217219076</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KU9XlYOlqeE/TPT0huxxmoI/AAAAAAAAAXM/-EuZl-WlDJ8/S220/me.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-4117537503301627932</id><published>2009-06-19T21:32:00.002-03:00</published><updated>2009-06-19T21:47:34.101-03:00</updated><title type='text'>Módulo 4 - Referencial teórico-metodológico: Teoria das representações sociais</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;Representações Sociais: O conceito e o estado atual da teoria&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;Celso Pereira de Sá&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;div&gt;Nesse artigo, Celso Pereira busca dar uma apanhado geral de como se encontra a pesquisa atual nas Representações Sociais. Segundo o autor, o termo designa tato um conjunto de fenômenos quanto o conceito que os engloba e a teoria construída para explicá-los; seria, para ele, uma psicossociologia do conhecimento, na qual Moscovici (1976) queria “redefinir os problemas e os conceitos da psicologia social a partir desse fenômeno. Daí residiria a importância da teoria aqui tratada, por conseguir considerar tanto os comportamentos individuais quanto os fatos sociais – sendo os contextos sociais influenciando os comportamentos, estados e processos individuais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segundo o autor, Moscovici se opôs a uma perspectiva individualista da psicologia ao buscar uma contrapartida conceitual nas representações coletivas, propostas por Durkheim. Nesta, as representações que a sociedade exprime são fatos sociais, coisas, reais por elas mesmas; são o produto de uma imensa cooperação que se estende não apenas no espaço, mas no tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para Moscovici, as representações sociais deveriam ser reduzidas a uma modalidade específica de conhecimento que tem por função a elaboração de comportamentos e a comunicação entre indivíduos na vida cotidiana – diferenciando-se assim do conceito proposto por Durkheim devido à “plasticidade, mobilidade e circulação das representações contemporâneas emergentes” (p. 23). Caberia ao novo conceito penetrar nas representações para descobrir a sua estrutura e seus mecanismos internos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Partindo desse pressuposto, o conhecimento mobilizado na comunicação informal, na vida cotidiana, é analisado sobre os seguintes assuntos e objetos sociais: as disciplinas acadêmicas; a saúde e a doença; as questões ecológicas; a política e a economia; as cidades e suas características; as “classes” de pessoas; a tecnologia e o domínio da natureza; e as desigualdades sociais e educacionais. Seriam estes assuntos que, nas relações interpessoais diárias, demonstram atenção, interesse e curiosidade das pessoas, “demandam sua compreensão e forçam seus pronunciamentos” (p. 25).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tais representações fazem uma articulação ou combinação de diferentes questões ou objetos – na qual interagem informações e julgamentos valorativos colhidos nas mais variadas fontes e experiências pessoais e grupais. Por isso, esses conjuntos de conceitos, afirmações e explicações que são as representações sociais são consideradas teorias do senso comum, constituídas em um ambiente onde se desenvolve a vida cotidiana. Por isso, são questões com relevância imediata para os indivíduos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daí os grupos ou segmentos socioculturais podem variar quanto ao grau de consistência da informação sobre um determinado assunto, quanto a estrutura de observação, unidade e hierarquização desse conhecimento em um campo de representação, quanto à atitude ou orientação global em relação ao objeto representado. Tudo isso se dá em um processo cognitivo social – fruto de uma sociedade pensante, diz Moscovici, em que indivíduos, mediante episódios cotidianos de interação social, “produzem e comunicam incessantamente suas próprias representações e soluções específicas para as questões que se colocam a si mesmos” (1998, p. 16).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Moscovici considera duas classes distintas de universos de pensamento: os universos consensuais, as atividades intelectuais de interação social cotidiana pelas quais são produzidas as Representações Sociais, em que cada indivíduo é livre para se comportar como um amador ou observador curioso; e os universos reificados – onde se produzem e circulam as ciências e o pensamento erudito em geral, com seu rigor lógico, metodologia, teorização, em que o grau de participação é determinado pelo nível de qualificação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse processo de transferência e transformação de conhecimentos, é importante o papel desempenhado pelos divulgadores científicos de todos os tipos: jornalistas, cientistas, professores, animadores culturais, marqueteiros e pela crescente ampliação e sofisticação dos meios de comunicação. A representação destes, segundo Herzlich (1977, p. 307), estará a desempenhar um papel “na formação das comunicações e condutas sociais”. Portanto, Celso Pereira utiliza da definição de Jodelet (1989, p. 36) sobre as Representações Sociais “Uma forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, com um objetivo prático e que concorre para a construção de uma realidade comum a um coletivo”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para realizar uma representação, será necessário reconstituir, retocar e modificar o texto de um dado objeto. E a estrutura de cada representação tem duas faces dissociáveis: a figurativa e a simbólica, entendendo, segundo Moscovici, fazer compreender em toda figura um sentido e em todo sentido uma figura. Celso Pereira diz que foi partindo dessa estruturação que Moscovici caracterizou processos formadores de representações; como objetivar, dar materialidade a um objeto abstrato; e ancorar, fornecer um contexto inteligível ao objeto, classificando-o e denominando-o. Essa classificação se dá mediante a escolha de um dos paradigmas ou protótipos estocados na memória, com o qual compara-se o objeto a ser representado e decide-se se o mesmo pode ou não ser incluído na classe em questão. Na denominação, tira-se de um anonimato para dotar o objeto de uma genealogia e incluí-lo num complexo de palavras específicas, a fim de localizá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse processo de objetivação, ainda, é classificado por Jodelet (1984) em três fases: seleção e descontextualização de elementos da teoria; formação de um núcleo figurativo, a partir de elementos selecionados; e a naturalização dos elementos do referido núcleo, cujas figuras, elementos do pensamento, tornam-se elementos da realidade referentes para o conceito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outra proposição teórica é a transformação do não familiar em familiar, pois “a dinâmica dos relacionamentos é uma dinâmica de familiarização, onde objetos, indivíduos e eventos são percebidos e compreendidos em relação a encontros ou paradigmas prévios” (MOSCOVICI, 1984, p. 24). O fato disto ocorrer sob o peso da tradição, da memória, do passado, não significa que não se esteja criando e acrescentando novos elementos à realidade consensual. Ainda assim, o estranho atrai, intriga, e perturba as pessoas e as comunidades, provocando nelas o medo da perda dos referenciais habituais, do sendo da continuidade e de compreensão mútua. Tornando-se familiar, diz Celso Pereira, o estranho “é tornado ao mesmo tempo menos extraordinário e mais interessante”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos esses processos apresentados ocorrem cotidianamente, porque “desde que nós pressupomos que as palavras não falam sobre nada, somos compelidos a ligá-las a alguma coisa, a encontrar equivalentes não-verbais” (MOSCOVICI, 1984, p. 38).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;___________________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;Representações Sociais: Um domínio em expansão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;Denise Jodelet&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Nesse artigo, a autora introduz a teoria das Representações Sociais no livro em que organiza. Coube a ela sistematizar o desenvolvimento da pesquisa nesse campo e identificar os pressupostos teóricos utilizados pela pesquisa. Trata-se de um domínio de pesquisa dotado de instrumentos conceituais e metodológicos próprios, que interessa a várias disciplinas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segundo Jodelet, a necessidade de estarmos informados com o mundo à nossa volta faz com que precisemos saber como nos comportar, dominá-lo física e intelectualmente, identificar e resolver os problemas que se apresentam – por isso, são criadas as representações. Ao partilhar o mundo com os outros, as representações servem de apoio para compreendê-lo, administrá-lo ou enfrentá-lo. A observação dessas representações sociais ocorre naturalmente em múltiplas ocasiões: nos discursos, nas palavras veiculadas em mensagens e imagens da mídia, em condutas e em organizações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um exemplo que trata, de início, são as representações sociais feitas, na década de 1980, sobre a AIDS, em que, pela falta de informação clara sobre a doença, pessoas elaboraram teorias apoiadas nos dados de que dispunham, relativos aos portadores e aos vetores do mal. Apoiados em valores variáveis, duas concepções surgiram, segundo os grupos sociais de onde tiram suas significações: uma de tipo moral e social – a AIDS como uma doença-punição que se abate sobre a licença sexual, causando com isso um estigma social que provocou ostracismo e rejeição – e outra de tipo biológico – o contágio poderia ocorrer também por meio de outros líquidos corporais além do esperma, particularmente a saliva e o suor. Jodelet comenta que “elaboradas com o que se apresenta, estas representações se inscrevem nos quadros de pensamento preexistentes e enveredam por uma moral social – faça-se ou não amalgama entre perigos físico e moral” (p. 20).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São diversos elementos que contribuem para a análise: informativos, cognitivos, ideológicos, normativos, crenças, valores, atitudes, opiniões, imagens etc., sendo organizados sob a aparência de um saber que diz algo sobre o estado da realidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Moscovici foi quem primeiro formulou a teoria, sendo uma forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, com um objetivo prático, e que contribui para a construção de uma realidade comum a um conjunto social; trata-se de uma forma diferenciada do conhecimento científico – sem por isso ser menos importante para a elucidação dos processos cognitivos e das interações sociais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Representar ou se representar seria um ato de pensamento pelo qual um sujeito se reporta a um objeto. Intervém em processos variados, tais como a difusão e a assimilação dos conhecimentos, o desenvolvimento individual e coletivo, a definição das identidades pessoais e sociais, a expressão dos grupos e as transformações sociais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao observar o campo de pesquisa das representações, são percebidas três particularidades marcantes: vitalidade, transversalidade e complexidade. A primeira pode ser explicada pela sucessão de obstáculos de tipo epistemológico que impediram o desdobramento da noção. Na segunda, percebe-se o florescimento da pesquisa situada na interface do psicológico e do social, sendo interessante para todas as ciências humanas – encontrada especificamente na sociologia, nas diferentes linhas da psicologia, na antropologia, na reflexão dos teóricos da linguagem e na história; o que confere ao tratamento psicossociológico da representação um estatuto transverso, interpelando e articulando diversos campos da pesquisa. Por fim, percebe-se a complexidade ao estudar as representações sociais articulando-se elementos afetivos, mentais e sociais e integrando a consideração de relações sociais que afetam as representações e a realidade material, social e ideativa sobre a qual eles têm de intervir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa multiplicidade de perspectivas forma territórios autônomos, em função da ênfase dada a aspectos específicos dos fenômenos representativos – resultando assim em um espaço de estudo, segundo Jodelet, multidimensional. A autora, em seguida, relaciona o esquema de base que caracteriza toda a representação como forma de saber ligando um sujeito a um objeto. É este: (1) a representação social é sempre representação de alguma coisa (objeto) e de alguém (sujeito); (2) tem com seu objeto uma relação de simbolização (substituindo-o) e de interpretação (conferindo-lhe significações); (3) todo estudo de representação passará por uma análise das características ligadas ao fato de que ela é uma forma de conhecimento; (4) e qualificar esse saber prático se refere à experiência a partir da qual ele é produzido, aos contextos e condições em que ele o é e ao fato de que a representação serve para agir sobre o mundo e o outro, o que desemboca em suas funções e eficácias sociais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daí, três ordens de problemáticas são apresentadas: condições de produção e de circulação; processos e estados; estatuto epistemológico das representações sociais. Assim, de acordo com Jodelet, se chega a um postulado fundamental no estudo das representações sociais: “o da inter-relação, da correspondência, entre as formas de organização e comunicação sociais e as modalidades do pensamento social, considerando sob o ângulo de suas categorias, de suas operações e de sua lógica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nessa formulação das representações sociais, a comunicação social tem um importante papel nas trocas e interações que concorrem para a criação de um universo consensual. Serve, de acordo com Jodelet, de válvula para liberar os sentimentos suscitados por situações coletivas ansiógenas ou mal toleradas. As pesquisas que abordam as representações como formas de expressão cultural remetem aos processos de difusão, quer se trate de códigos sociais, que servem para interpretar as experiências dos indivíduos em sociedade, quer se trate de valores e modelos que servem para definir um estatuto social.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa incidência da comunicação é examinada por Moscovici em três níveis: (1) ao nível da emergência das representações cujas condições afetam os aspectos cognitivos; (2) ao nível dos processos de formação das representações, a objetivação e a ancoragem que explicam a interdependência entre a atividade cognitiva e suas condições sociais no exercício, nos planos da organização dos conteúdos, das significações e da utilidade que lhe são conferidas; (3) ao nível das dimensões das representações relacionadas à edificação da conduta – opinião, atitude e estereótipo – sobre os quais intervêm os sistemas de comunicação midiáticos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Partindo desse pressuposto, a comunicação realizada é decorrente à dimensão extensiva no seio de um grupo ou sociedade que realiza partilhas sociais. Como diz Veyne, as conotações sociais do conhecimento não se prendem tanto à sua distribuição entre vários indivíduos, e sim à questão de que “o pensamento de cada um deles é, de diversas maneiras, marcado pelo fato de os outros pensarem da mesma forma sobre algo” (1974, p. 74). A partilha social se refere a um mecanismo de determinações ligadas à estrutura e às relações sociais, em que os indivíduos se aderem a formas de pensamento de determinada classe, do meio ou do grupo a que se pertence, por causa da solidariedade e da afiliação sociais. Diz Jodelet: “Partilhar uma idéia ou uma linguagem é também afirmar um vínculo social e uma identidade” (p. 34).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compreende-se que a representação preencha certas funções na manutenção da identidade social e do equilíbrio sociocognitivo a ela ligados. Quando a novidade é inevitável, à ação de evitá-la segue-se um trabalho de ancoragem, com o objetivo de torná-la familiar e transformá-la para integrá-la no universo do pensamento preexistente; trata-se de um trabalho essencial da representação e capaz de se referir a todo elemento estranho ou desconhecido no ambiente social ou ideal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São três tipos de efeito ao nível dos conteúdos representativos: distorções, suplementações e subtrações. No primeiro caso, todos os atributos do objeto estão presentes, porém acentuados ou atenuados, de modo específico. A suplementação consiste em conferir atributos e conotações que não lhe são próprias ao objeto representado; resulta de um acréscimo de significações devido ao investimento do sujeito naquilo e a seu imaginário. A subtração corresponde à supressão de atributos do objeto; resulta do efeito repressivo das normas sociais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O estudo das representações é feito através de suportes como linguagem, discurso, documentos, eventos intra-individuais. Essa abordagem social das representações trata de uma maneira diretamente observável. Nesse modo de apreender o conteúdo das representações, duas orientações destacam-se: no primeiro, os constituintes das representações – informações, imagens, crenças, valores, opiniões etc.; no segundo caso, são abordados, do ponto de vista semântico, conjunto de significações identificados com a ajuda de diferentes métodos de associação de palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esses estudos se reportam aos processos que presidem a gênese das representações. Para tanto, a objetivação e a ancoragem são métodos utilizados para a análise do conteúdo empírico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por fim, a autora conclui dizendo o atual estado da pesquisa. Segundo ela, vem ampliando há vinte anos, com um multiplicação dos objetos de representação tomados como temas de pesquisa; abordagens metodológicas que se vão diversificando e fazem um recorte de setores de estudo específicos; problemáticas que visam a delimitar melhor certos aspectos dos fenômenos representativos; a emergência de teorias parciais que explicam estados e processos definidos; paradigmas que se propõem a elucidas, sob certos ângulos, a dinâmica representacional.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-4117537503301627932?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/4117537503301627932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/06/modulo-4-referencial-teorico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/4117537503301627932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/4117537503301627932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/06/modulo-4-referencial-teorico.html' title='Módulo 4 - Referencial teórico-metodológico: Teoria das representações sociais'/><author><name>Vitor Braga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00815069020807375273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-8244737311286452586</id><published>2009-05-23T04:21:00.004-03:00</published><updated>2009-05-23T05:01:53.662-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Goffman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Edgley'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Self'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatralidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dramaturgia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dennis Brisset'/><title type='text'>Módulo 3 - Teoria dramatúrgica (Referecial teórico - Texto 2)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LIFE AS THEATER - 22 de maio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Dennis Brisset e Charles Edgley)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;O Princípio Dramatúrgico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A definição mais objetiva de Dramaturgia é “o estudo de como os seres humanos constroem significados em suas vidas”. Seu foco está em “conectar a ação ao seu sentido, e não o comportamento aos seus determinantes”. O significado, no sentido dramatúrgico, emerge de um consenso comportamental entre os seres humanos. É uma conseqüência (não um antecedente) de pelo menos duas pessoas comportando-se da mesma maneira, ou de maneira similar. O significado tem dois elementos básicos: por um lado, é um resultado comportamental da atividade humana (o resultado do que as pessoas fazem); por outro lado, é a característica principal do que tem sido chamado de “ato social”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse da Dramaturgia é com os atos sociais e os significados emergentes.  O que é crucial para a visão dramatúrgica da vida social é que o significado não é um legado de arranjos culturais, de socialização ou institucionais, nem a realização de potenciais psicológicos ou biológicos. O significado é uma contínua e problemática construção da interação humana, que é repleta de mudanças, novidades e ambigüidades. (Pg. 02)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dramaturgia enfatiza a dimensão expressiva / impressiva da atividade humana. O Princípio fundamental da Dramaturgia é o de que os significados das ações das pessoas devem ser encontrados na maneira como elas se expressam nas interações com outros que também se expressam. (...) De fato, as situações não se definem por si, elas precisam ser construídas por comunicação simbólica. Portanto, a vida social deve ser expressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ubiqüidade desta expressividade reforça a visão de que o comportamento humano é dramático. O que é marcante no ser humano é a sua capacidade de engajar-se em atividades expressivas. Os humanos e suas ações não são vistos como o produto de forças (sejam sociais, culturais, psicológicas ou espirituais); os humanos, pelas suas expressividades, podem negociar seus sentidos nas situações com outros, que também possuem a mesma habilidade. (Pg. 03)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Consciência Dramatúrgica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Princípio dramatúrgico é uma coisa, a consciência deste Princípio por um determinado indivíduo é outra coisa. Certamente, com o decorrer dos eventos ordinários da vida cotidiana, os seres humanos podem tornar-se não apenas expressivos, mas conscientes desta expressividade. A consciência deste Princípio pode ser usada para organizar as experiências do indivíduo, comunicar-se de maneira mais efetiva com as outras pessoas, manipular ou enganar os outros, ou  ainda para uma apresentação mais favorável. (Pg. 05)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência dramatúrgica é variável. (...) Algumas vezes as pessoas preocupam-se bastante com o que os outros pensam, e às vezes não dão a mínima importância a isto. Por alguma razão, alguns dos outros são mais importantes para o ator. Ao mesmo tempo, algumas audiências são bastante receptivas, outras são mais críticas e desafiadoras. Parece que o nível de consciência por parte do ator, de si mesmo e de suas ações, é estabelecido em grande medida pelo grau de envolvimento com a audiência, e também pelo grau de receptividade desta audiência.  (Pg. 06)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A relação entre o Princípio dramatúrgico e a consciência dramatúrgica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se considera a questão da consciência na Dramaturgia, para muitos autores, a imagem dramatúrgica do homem é de alguém que está constantemente empregando esta consciência para influenciar as impressões que os outros podem ter. (Pg. 06)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, se por um lado, algumas pessoas, em alguns momentos, tentam manipular as impressões dos outros, isto não é necessariamente uma conseqüência da consciência dramatúrgica. Este controle que o individuo tenta exercer sobre os outros pode ser negociável e até conciliatório. Nem todas as apresentações são forjadas, e as pessoas podem estar mais interessadas em revelar do que em esconder. Jogos de trapaças, cinismo e deslealdade são todos elementos dramatúrgicos, certamente, mas amor, verdade, sinceridade e autenticidade também são.  (Pg. 07)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O problema básico da Psicologia Social e a resolução dramatúrgica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema básico da psicologia social, a tensão entre o eu e a sociedade, foi sempre levado em consideração na relação entre os aspectos individualizantes e os aspectos socializantes da natureza humana. A psicologia social dramatúrgica, com a sua ênfase na dimensão impressiva / expressiva do comportamento humano, parece ser a perspectiva que evita de maneira mais consistente as implicações polarizadas, e que melhor incorpora tantos os aspectos individuais quanto os sociais na sua versão do comportamento humano. (Pg. 10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão dramatúrgica coloca simplesmente que a vida humana é simultaneamente individualizante e socializante, na medida em que as pessoas e as realidades que elas constroem têm conseqüências expressivas. Ser uma criatura individual ou social não é uma escolha que nós temos. Para ter uma identidade, precisamos nos unir a uns e nos separarmos de outros, entrar e sair de relações sociais, ao mesmo tempo. (Pg. 10)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Drama do Self&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diferencial da perspectiva dramatúrgica emerge na análise da individualidade humana. A Dramaturgia foca no sentido de individualidade que as pessoas adquirem pela interação com os outros, trata-se de um fenômeno compartilhado e interativo. Esta é uma ruptura radical com a maioria das visões do Self. Tem sido tradicional na literatura da psicologia social empregar dois conceitos na discussão da natureza da individualidade: personalidade e Self. A Dramaturgia prefere o conceito de Self.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende-se a acreditar que a personalidade de um indivíduo é soma de todas as suas experiências e de tudo aquilo que ele pode chamar de seu. Nesta visão, a personalidade de um indivíduo seria uma propriedade que é carregada de situação em situação, uma entidade psicológica que independe da interação com os outros. A concepção dramatúrgica é diferente, e vê a individualidade como um fenômeno social e não psicológico.  (Pg. 14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dramaturgia insiste que “sem a apresentação do Eu, um Eu não é possível”. Isso significa que a individualidade é um fenômeno interativo compartilhado, que emerge somente no contato com os outros. Assim, o Self de um indivíduo emerge, é mantido e é perdido somente por um processo de validação consensual. O Self tem um caráter social, e não é uma propriedade pessoal, é concedido pelas pessoas com quem o individuo deseja compartilhar. (Pg. 15)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A natureza performática e mutante do Self&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que o ser humano interage, Self’s são criados e compartilhados. Como outros significados, eles surgem, são sustentados por um período, e depois podem tornar-se irrelevantes diante de novas possibilidades. Dada a dimensão expressiva dos humanos, os Selfs não podem ser simplesmente descolados da interação. O Self emerge no decorrer da performance com outros. Significado é gerado, quer o ator queira, quer não. Além disso, na medida em que a pessoa adquire um Self no processo de atuação nos vários dramas da vida, com outros que estão fazendo a mesma coisa, este Self muda com o tempo. (Pg. 18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, nenhuma performance, independentemente do quão eficiente ela seja, dura pra sempre. E mesmo que o indivíduo tente fazer a performance durar para sempre, a visão da audiência muda, e assim muda também o sentido da performance. O Self é um objeto que precisa de outros objetos para vir a ser. Se os objetos mudam, muda também o Self. Ter mais de um Self é uma necessidade performática. Por outro lado, na maioria das situações, para além da mudança, um sentido de continuidade deve ser estabelecido. (Pg. 18)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Críticas à Dramaturgia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dramaturgia como uma forma de investigação não-sistemática e frágil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira critica é a de que a Dramaturgia não é uma teoria adequada do comportamento humano. Pois ela não possui as propriedades da teoria formal. Não está ligada a outras teorias, não produz hipóteses testáveis. Em suma, não é uma teoria.  (Pg. 23)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a Dramaturgia é o estudo de ordem interacional, e a interação interpessoal não é apenas mais uma especialidade, é todo o material empírico real que existe para a sociologia. Ao invés de ser antagônica à psicologia e à sociologia, a Dramaturgia é o estudo de como a psicologia de um indivíduo é realizada, e de como a sociedade e a cultura de um indivíduo são vividas. Se há um problema com o modo de pensar dramatúrgico, ele pode estar na tolerância para virtualmente qualquer persuasão teórica ou material empírico. (Pg. 24)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra crítica constante à Dramaturgia é a de que ela não produz afirmações universais sobre o comportamento humano. Os críticos apontam para um viés cultural ou até situacional do pensamento dramatúrgico, que serviria para o comportamento verificado na cultura ocidental. Assim, a generalização da teoria seria possível apenas para certos contextos, e não aplicável a outras culturas, tempos ou lugares. (Pg. 24)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não é verdadeiro que a Dramaturgia está vinculada a uma cultura específica. O Princípio dramatúrgico de que as ações das pessoas são expressivas parece estar amplamente documentado na literatura antropológica.  (Pg. 25)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há ainda críticas à metodologia dramatúrgica.  (Pg. 25)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trivialização de arranjos estruturais, organizacionais e institucionais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Dramaturgia tem sido acusada de subestimar o impacto de unidades sociais maiores, como as instituições, sobre o comportamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na verdade, a Dramaturgia reconhece que a estrutura social proporciona o contexto e as oportunidades para a interação entre pessoas. (...) Entretanto, ao invés de duelar com estas limitações estruturais, a Dramaturgia foca no que as pessoas fazem nos contextos que estão disponíveis para elas. Não foca nos porquês das existências destes contextos, mas nas possibilidades interacionais que surgem nestes contextos. É nas ações das pessoas que as características estruturais da vida social emergem, tornam-se reconhecidas e são utilizadas.  (Pg. 27)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A vida não é realmente um teatro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crítica predominante à Dramaturgia resulta de uma confusão com a própria metáfora teatral. Muitos críticos entendem a metáfora literalmente e depois a invalidam, insistindo que a vida cotidiana é diferente de um teatro, e portanto o imaginário e a linguagem teatrais não podem descrever adequadamente ou explicar o comportamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de haver claras diferenças entre o dia a dia e o mundo dos palcos, a própria consciência dos atores do palco não é necessariamente diferente da consciência de alguns atores do cotidiano. Assim como o palco é uma delimitação de tempo e de personagem, muitos episódios rotineiros também são. São os rituais dramáticos e expressivos da vida, sejam eles teatrais ou não, que constituem o foco da Dramaturgia. A vida não é nem igual ao teatro, nem diferente do teatro, é parecida com o teatro. A Dramaturgia é a descrição do comportamento de seres humanos que usam meios teatrais para construir um mundo, o qual, em muitos aspectos, é levado tão a sério, que jamais seria comparado a um “teatro”.  (Pg. 31)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Legado de Goffman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aparência é real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós podemos aprender muito sobre um livro, pela sua capa. Fazemos isto todos os dias. A aparência nunca é destruída pela realidade, apenas substituída por outras aparências. Como foi colocado por Mead, “a vida social é vivida majoritariamente na imaginação”. Goffman reforça que “as imaginações que as pessoas têm umas sobre as outras são os sólidos fatos da sociedade”. O argumento de Goffman dissolve a própria distinção entre a mera aparência e a realidade fundamental na vida social. Para o autor, a vida consiste em vários níveis de compreensão e consciência, e não em camadas  que escondem uma essência fundamental, que deve ser revelada por um trabalho científico.  (Pg. 37)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-8244737311286452586?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/8244737311286452586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/05/modulo-3-teoria-dramaturgica-referecial_23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/8244737311286452586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/8244737311286452586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/05/modulo-3-teoria-dramaturgica-referecial_23.html' title='Módulo 3 - Teoria dramatúrgica (Referecial teórico - Texto 2)'/><author><name>CrápulaMor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10075492492309341932</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-1595858570917755334</id><published>2009-05-17T10:33:00.002-03:00</published><updated>2009-05-17T10:39:20.892-03:00</updated><title type='text'>Módulo 3 - Teoria dramatúrgica (Referecial teórico)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A representação do eu na vida cotidiana  -  Erving Goffman&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Presentation of Self in Everyday Life, publicação de 1959 e considerada a obra clássica de Goffman, o autor propõem, em linhas gerais, que os indivíduos desenvolvem uma vida próximo aos dramas  encenados em um palco de teatro. Assim, a vida social pode ser entendida como um conjunto de representações em que os indivíduos em contato (face a face) constroem os sentidos de sua existência diariamente e constantemente. The Presentation of Self in Everyday Life surgiu primeiramente como uma versão de sua dissertação, que seria um estudo de campo em uma comunidade das Ilhas Shetland, um pequeno assentamento rural na costa escocesa. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida, para Goffman, consiste de vários níveis de compreensão e consciência. Desta forma, O teatro de performances não está na cabeça das pessoas, está em seus atos públicos.  Para entender a obra de Goffman alguns conceitos são fundamentais, a saber:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estereotipia e Cenário:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Se o indivíduo lhes for desconhecido, os observadores podem obter, a partir de sua conduta e aparência, indicações que lhes permitam utilizar a experiência anterior que tenham tido com indivíduos aproximadamente parecidos com este que está diante deles ou, o que é mais importante, aplicar-lhes estereótipos não comprovados.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comunicação verbal e não verbal:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“A primeira abrange os símbolos verbais, ou seus substitutos, que ele usa propositadamente e tão só para veicular a informação que ele e os outros sabem estar ligada a esses símbolos. Esta é a comunicação no sentido tradicional e estrito. A segunda inclui uma ampla gama de ações, que os outros podem considerar sintomáticas do ator, deduzindo-se que a ação foi levada a efeito por outras razões diferentes da informação assim transmitida.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atuação:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Assim, quando uma pessoa chega à presença de outra, existe, em geral, alguma razão que a leva a atuar de forma a transmitir a elas a impressão que lhe interessa transmitir. Às vezes, agirá de maneira completamente calculada, expressando-se de determinada forma somente para dar aos outros o tipo de impressão que irá provavelmente levá-lo a uma resposta específica que lhe interessa obter.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Outras vezes, o indivíduo estará agindo calculadamente, mas terá, em termos relativos, pouca consciência de estar procedendo assim.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Ocasionalmente, expressar-se-á intencionalmente e conscientemente de determinada forma, mas, principalmente, porque a tradição de seu grupo ou posição social requer este tipo de expressão, e não por causa de qualquer resposta particular.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Papel social:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“...podemos dizer que um papel social envolverá um ou mais movimentos, e que cada um destes pode ser representado pelo ator numa série de oportunidades para o mesmo tipo de público ou para um público formado pelas mesmas pessoas.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sociedade:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“A sociedade está organizada tendo por base o princípio de que qualquer individuo que possua certas características sociais tem o direito moral de esperar que os outros o valorizem e o tratem de maneira adequada.”“Conseqüentemente, quando um indivíduo projeta uma definição da situação e com isso pretende, implícita ou explicitamente, ser uma pessoa de determinado tipo, automaticamente exerce uma exigência moral sobre os outros, obrigando-os a valorizá-lo e a tratá-lo de acordo com o que as pessoas de seu tipo têm o direito de esperar.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A interação face a face:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“...a interação pode ser definida, em linhas gerais, como a influência recíproca dos indivíduos sobre as ações uns dos outros, quando em presença física imediata.”&lt;br /&gt;“Uma interação pode ser definida como toda interação que ocorre em qualquer ocasião, quando, num conjunto de indivíduos, uns se encontram na presença imediata de outros.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fachada:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Será conveniente denominar de fachada à parte do desempenho do indivíduo que funciona regularmente de forma geral e fixa com o fim de definir a situação para os que observam a representação.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Fachada, portando, é o equipamento expressivo de tipo padronizado intencional ou inconsciente empregado pelo indivíduo durante sua representação.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cenário:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O cenário tende a permanecer na mesma posição, geograficamente falando, de modo que aqueles que usem determinado cenário como parte de sua representação não possam começar a atuação até que se tenham colocado no lugar adequado e devam terminar a representação ao deixá-lo.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Somente em circunstâncias excepcionais o cenário acompanha os atores. Vemos isto num enterro, numa parada cívica e nos cortejos irreais com que se fazem reis e rainhas.”&lt;br /&gt;Idealização:“A noção de que uma representação apresenta uma concepção idealizada da situação é, sem dúvida, muito comum.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Assim, quando o indivíduo se apresenta diante dos outros, seu desempenho tenderá a incorporar e exemplificar os valores oficialmente reconhecidos pela sociedade e até realmente mais do que o comportamento do indivíduo como um todo.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Platéia: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Graças à segregação do auditório o indivíduo garante que aqueles diante dos quais desempenha um  de seus papeis não serão as mesmas pessoas para as quais representará um outro papel num ambiente diferente.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“...os atores tendem a alimentar a impressão de que o atual desempenho de sua rotina e seu relacionamento com a platéia habitual têm um caráter especial e único. A natureza rotineira da representação é escondida (o próprio ator não percebe até que ponto sua representação é realmente rotineira) e os aspectos espontâneos da situação são reforçados.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conclusão:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“”Quando o indivíduo passa a uma nova posição na sociedade e consegue um novo papel a desempenhar, provavelmente não será informado, com todos os detalhes, sobre o modo como deverá se conduzir, nem os fatos de nova situação o pressionarão suficientemente desde o início para determinar-lhe a conduta, sem que tenha posteriormente de refletir sobre ela.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Comumente, receberá apenas algumas deixas, insinuações e instruções cênicas, pois se pressupõe que tenha em seu repertório uma grande quantidade de pontas de representação que serão exigidas no ambiente.”&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-1595858570917755334?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/1595858570917755334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/05/modulo-3-teoria-dramaturgica-referecial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/1595858570917755334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/1595858570917755334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/05/modulo-3-teoria-dramaturgica-referecial.html' title='Módulo 3 - Teoria dramatúrgica (Referecial teórico)'/><author><name>Leonardo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-8904579665326546763</id><published>2009-05-14T22:08:00.001-03:00</published><updated>2009-05-14T22:11:00.033-03:00</updated><title type='text'>Interação social e novas mídias: elementos para uma análise da interação mediada</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Por Hermílio Santos&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Considerações Iniciais&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;           A Exposição Mundial 2000 (Expo 2000) em Hannover, Alemanha, teve como tema “Seres humanos, natureza e tecnologia”. Os pavilhões temáticos e dos países foram organizados com o objetivo de explorar o tema, tentando apresentar o estado da arte, bem como identificar algumas características futuras da vida humana.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Pelo menos dois aspectos comuns puderam ser identificados na maioria dos pavilhões: a estrutura dos pavilhões e, relacionado a isso, a maneira como as mensagens eram transmitidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Com pouquíssimas exceções, a maioria dos pavilhões estava estruturada de forma a que os visitantes não pudessem escolher qual caminho eles gostariam de seguir: uma entrada e uma saída estavam claramente demarcadas. Ninguém tinha a per missão de quebrar esta estrutura, porque assim era a maneira como os indivíduos deveriam receber a “mensagem” do pavilhão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Uma outra característica comum a muitos pavilhões da Expo 2000 era o uso de mídias eletrônicas como suporte para as mensagens. Vídeos eram responsáveis por transmitir as mensagens para um grande público. A postura individual não raramente era de passividade diante de imagens coloridas, e, possivelmente, talvez fosse essa a postura esperada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O tipo de mídia era, de alguma forma, coerente com a organização física dos pavilhões. Assim como os pavilhões, as mídias selecionadas permitiam unicamente uma comunicação de mão única, com muito pouco espaço para aquilo que denominamos interatividade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Objetivos do Artigo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Ilustrar como ocorre grande parte da comunicação no mundo contemporâneo, apesar da existência de meios de comunicação mais interativos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A questão, portanto, não é tanto quanto à escolha da tecnologia “correta”, mas muito mais de atitude em relação à interação social.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Questões a serem confrontadas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ul style="margin-top:0cm" type="disc"&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;De que forma as novas mídias são encaradas como      parte da interação humana?&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;Quais as conseqüências de interfaces interativas      para a interação social?&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;E, finalmente, de que forma as mídias são capazes      de reforçar a habilidade dos indivíduos de interagirem socialmente?&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Problemas levantados&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Mesmo que tais instrumentos passem a ser utilizados com maior freqüência, suas possibilidades e limitações para a interação dificilmente podem ser concebidas sem levar em consideração a interação face a face, apesar das nuanças que marcam cada forma interativa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Pensar a interação tendo como ponto de partida máquinas e tecnologias, sem levar em conta os sujeitos que verdadeiramente interagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Hipótese&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Será investigada a hipótese de as mídias eletrônicas fornecerem novos elementos para a interação social e que, por esta razão, caberia investigar quais seriam precisamente esses fatores a influenciar a interação e sua relação com eventuais transformações no processo interativo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Mais precisamente, nossa discussão procurará investigar se, e de que forma, as novas mídias representam um instrumento capaz de otimizar a interação social, tornando a comunicação mais ágil e flexível, mas acima de tudo preservando a singularidade da comunicação daqueles envolvidos no processo de interação mediada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Em torno da interação social&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Herbert Blumer identifica duas formas de interação social, a chamada “interação não-simbólica” e a outra precisamente “interação simbólica” (Blumer, 1969:8).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A interação não-simbólica ocorre quando se reage diretamente à ação de um outro sem que se interprete tal ação; por exemplo através de reflexos do corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Ao contrário, a interação simbólica implica interpretação dos atos. Este segundo tipo de interação é bastante mais complexo e constitui o fundamento para a abordagem do interacionismo simbólico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O interacionismo simbólico está fundado em três premissas (Blumer, 1969:2-5).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;primeira&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; delas é que seres humanos&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;agem em relação ao mundo baseados no sentido de elementos tais como objetos físicos (árvore ou cadeira), outras pessoas (mãe ou mo to ris ta de táxi), categorias de seres humanos (amigos e inimigos), instituições (escola ou governo), ideais (in de pendência individual e honestidade) e as sim por diante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;segunda&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;é de que a resposta do interacionismo simbólico é que o sentido é produzido através do processo de interação social.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Um sistema social é caracterizado pela interação do ego (I) com o alter (me), mutuamente orientados. A complementaridade ou reciprocidade é possível em razão das condições prévias da existência de uma comunicação através de um “sistema comum de símbolos” ou “cultura comum” (Parsons, 1962). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;De acordo com Mead (1972), o ego é a resposta, incerta, que um indivíduo dá às atitudes de outros em relação a ele quando este assume uma atitude em relação aos outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O alter é o grupo organizado de atitudes das respostas dos outros que o indivíduo assume enquanto suas. A fusão de ambos, ego e alter, articula a constituição do self, o sujeito de ações em um sistema social.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Neste sentido, o assumir papéis é um processo fundamental na constituição do self, e marcado por três fases: a) a fase preparatória, a fase da repetição; b) a fase do brincar (play), na qual o indivíduo aprende como assumir papéis e c) a fase do jogo (game), quando o indivíduo é confrontado com o outro generalizado, ou seja, quando o indivíduo atua de acordo com as expectativas das ações dos outros que tomam parte no jogo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;terceira&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; premissa sustenta que os sentidos são manipulados e modificados por um processo interpretativo adotado pela pessoa em relação aos elementos com os quais a pessoa entra em contato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O processo interpretativo compreende duas fases distintas:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;1ª)&lt;/b&gt; A pessoa que age estabelece a si mesma os elementos com os quais tem relação, isto é, a pessoa deve especificar os elementos que gozam de sentido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;2ª)&lt;/b&gt; A pós o processo de auto-comunicação, a interpretação implica uma manipulação de sentidos, na qual o agente seleciona, reagrupa e transforma os sentidos de acordo com o ponto de vista da situação na qual ele está confrontado e que está relacionado com suas ações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Em torno da interação mediada&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O autor inicia enfatizando os conceitos de Thompson:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A &lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;interação face-a-face&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; acontece num contexto que o autor denomina co-presença, isto é, os interagentes estão presentes e partilham um mesmo sistema referencial de espaço e tempo. Outra característica desta modalidade é a multiplicidade de deixas simbólicas para transmitir mensagens e também interpretar as que cada um recebe do outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Interação quase mediada&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é aquela realiza da através dos meios de comunicação de massa (livros, jornais, rádio, televisão, etc.).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Interações mediadas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; “implicam o uso de um meio técnico (papel, fios elétricos, ondas eletromagnéticas, etc.) que possibilita a transmissão de&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;informação e conteúdo simbólico para indivíduos situados remotamente no espaço, no tempo, ou em ambos”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="573" style="width:429.7pt;mso-cellspacing:0cm;mso-padding-alt:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;height:38.25pt"&gt;   &lt;td width="126" style="width:94.5pt;border:solid black 4.5pt;background:#FFFFE7;   padding:0cm 0cm 0cm 0cm;height:38.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;Características   interativas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="145" valign="top" style="width:109.05pt;border:solid black 4.5pt;   background:#FFFFE7;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;height:38.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;Interação   face-a-face&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="143" valign="top" style="width:106.95pt;border:solid black 4.5pt;   background:#FFFFE7;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;height:38.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;Interação   mediada&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="159" valign="top" style="width:119.2pt;border:solid black 4.5pt;   background:#FFFFE7;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;height:38.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;Quase-interação   mediada&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:1;height:83.25pt"&gt;   &lt;td width="126" valign="top" style="width:94.5pt;border:solid black 4.5pt;   padding:0cm 0cm 0cm 0cm;height:83.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;Espaço-tempo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="145" style="width:109.05pt;border:solid black 4.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;   height:83.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Contexto de   co-presença; sistema referencial espaço-temporal comum&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="143" style="width:106.95pt;border:solid black 4.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;   height:83.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Separação dos   contextos; disponibilidade estendida no tempo e no espaço&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="159" style="width:119.2pt;border:solid black 4.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;   height:83.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Separação dos   contextos; disponibilidade estendida no tempo e no espaço&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:2;height:38.25pt"&gt;   &lt;td width="126" valign="top" style="width:94.5pt;border:solid black 4.5pt;   padding:0cm 0cm 0cm 0cm;height:38.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;Presenças   simbólicas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="145" valign="top" style="width:109.05pt;border:solid black 4.5pt;   padding:0cm 0cm 0cm 0cm;height:38.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Multiplicidade   simbólica&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="143" style="width:106.95pt;border:solid black 4.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;   height:38.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Limitação simbólica&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="159" style="width:119.2pt;border:solid black 4.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;   height:38.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Limitação simbólica&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:3;mso-yfti-lastrow:yes;height:68.25pt"&gt;   &lt;td width="126" valign="top" style="width:94.5pt;border:solid black 4.5pt;   padding:0cm 0cm 0cm 0cm;height:68.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;Orientação   /&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;característica&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="145" style="width:109.05pt;border:solid black 4.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;   height:68.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Orientada para   receptores específicos / Dialógica&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="143" style="width:106.95pt;border:solid black 4.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;   height:68.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Orientada para   receptores específicos / Dialógica&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="159" style="width:119.2pt;border:solid black 4.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm;   height:68.25pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;Orientada para   número indefinido de receptores / Monológica&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;As tecnologias não trazem já embutidas nelas as novas formas de comportamento, sendo estas o desdobramento incessante e dinâmico da interação tanto dos indivíduos com as tecnologias e máquinas quanto da interação entre os próprios indivíduos mediada pelas tecnologias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Com isso se quer apenas salientar o fato de que não apenas as tecnologias são historicamente distintas, provocando reações e combinações diferentes de comportamento, mas que são igualmente diversos os contextos socioculturais em que tecnologias similares são introduzidas, o que tende a suscitar novas e diferenciadas formas de interação social, de acordo com o meio ambiente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Uma outra importante questão suscitada pelo uso intensivo de mídias interativas é precisamente o processo de formação da identidade dos envolvidos na interação mediada, encarada como um elemento fundamental também na constituição das comunidades virtuais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O cuidado com sua própria identidade, sua própria reputação, é um importante elemento na formação de qualquer comunidade, já que exerce entre outras funções o papel de elemento motivador ao pertencimento à determinada comunidade (Donath, 2000: 29-31).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Conclusões do autor&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Primeiro, parece imprescindível a elaboração de uma análise mais consistente da interação social mediada por novas mídias interativas, teórica e empiricamente mais fundamentada, para que aqueles envolvidos no processo de interação mediada, assim como aqueles que propiciam tal mediação, estejam mais aptos a superar parte desses impasses.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Em segundo lugar, é preciso decifrar as condições de possibilidade para a existência da interação social no ciberespaço. Ademais, o estabelecimento dessas condições nos permitirá identificar empiricamente os elementos comuns e divergentes entre a interação quase-mediada e interação mediada .&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-8904579665326546763?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/8904579665326546763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/05/interacao-social-e-novas-midias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/8904579665326546763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/8904579665326546763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/05/interacao-social-e-novas-midias.html' title='Interação social e novas mídias: elementos para uma análise da interação mediada'/><author><name>Renata Baldanza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877450093543936884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-2419513102791522720</id><published>2009-04-24T14:56:00.002-03:00</published><updated>2009-04-24T15:07:52.625-03:00</updated><title type='text'>Interacionismo simbólico - usos e limites de sua aplicabilidade nos contextos sociais virtuais/digitais</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Beyond the diluted community concept: a symbolic interactionist perspective on online social relations (24/04)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Autor: Jan Fernback&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;            O autor inicia suas reflexões salientando que o estudo ‘agarra-se’ com o conceito de comunidade no ciberespaço e vislumbra sugerir formas alternativas de caracterizar as relações sociais online. Baseado em entrevistas e uma reflexão teórica da comunidade online, ele considera que a metáfora da "comunidade" no ciberespaço é uma união de conveniência, sem real responsabilidade.&lt;br /&gt;            Este estudo sugere uma abordagem ‘interacionista simbólica’ para o exame das relações sociais que está livre de controvérsia e bagagem estrutural-funcional do termo "comunidade". O autor sugere que a comunidade é um processo evolutivo, e este compromisso é verdadeiramente o desejado ‘ideal social’ na interação social, quer seja online ou offline.&lt;br /&gt;            Fernback salienta que desde o final do século 19, sociólogos, antropólogos, cientistas políticos e profetas culturais têm mantido a busca da questão social da comunidade no discurso popular. Este discurso verifica a natureza da comunidade e seu valor na cultura pública.&lt;br /&gt;            Para o autor, o dinamismo é o foco deste artigo, que analisa o conceito de comunidade no ciberespaço e sugere formas alternativas de caracterizar as relações sociais online a fim de evitar que os caprichos da "comunidade". A idéia de cibercomunidade (comunidades virtuais) é incontornável – ‘deixar para trás os nossos corpos, e nossos preconceitos e limitações associadas a essas entidades, para interagir apenas como mentes em um ambiente livre’. Este estudo portanto, analisará alguns pressupostos teóricos sobre a comunidade, contextualizando o conceito de ‘cybercommunity’ ou também apresentado como cibercomunidade, e algumas conclusões a partir de dados coletados a partir de entrevistas com os participantes de fóruns online, bem como sugerir outras conceituações de interação social online como um meio de progressos paradigmáticos em relação a narrativa sobre cibercomunidade.&lt;br /&gt;            No tópico ‘o que os estudo sobre comunidades online revelam’, Fernback expõe o pensamento de alguns autores destacando que estudos prévios das comunidades online incidem sobre as possibilidades de territorialização - a Internet como um novo espaço social. Entre os autores, ele destaca:&lt;br /&gt;- Benedikt (1991) afirma que o espaço virtual é materialmente análogo ao espaço físico em que tem propriedades físicas e geográficas.&lt;br /&gt;- Rheingold (1993) afirma que comunidades virtuais realizam a solidificação de funções tradicionais da comunidade pré-industrial.&lt;br /&gt;- Baym (1995) encontra em linha com os grupos' ricamente desenvolvido culturas "a transformar a Internet em um novo espaço comunal.&lt;br /&gt;- Whittle (1997) o verdadeiro poder das comunidades virtuais cabe dentro da nossa capacidade de criar e desenvolver as comunidades, não apenas para escolhê-las.&lt;br /&gt;- Miller (1996) concorda, argumentando que, apesar de avanços nas tecnologias da comunicação serem muitas vezes culpado pela destruição da comunidade, tecnologias online podem ser usadas para restaurar e reforçar o impulso da humanidade de criar e sustentar comunidades.&lt;br /&gt;- Jones (1995) observa que qualquer definição de comunidade online deve englobar elementos espaciais e sociais. Assim, Jones apóia uma concepção robusta de comunidade que conecta matéria / espaço com a transmissão de valores sociais e sistemas de crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globalmente, em nações desenvolvidas, os novos meios possuem um grande papel nestas transformações. Mas o corpo de investigação sobre a comunidade online não tem feito o suficiente para problematizar sobre comunidade: O homem tem uma necessidade intrínseca de forma associativa de grupos? Como pode ser uma associação comunal disfuncional? Comunidade tem sido ‘essencializadas’ e teorizadas na medida em que tornam-se quase sem sentido? A próxima seção considera hipóteses sobre a comunidade em novas mídias estudos, afirma o autor.&lt;br /&gt;            Na seção ‘Questões da comunidade na era digital’, o autor faz referências a autores bastante conhecidos como Castells e Jankowski entre outros, salientando como tais autores percebem o termo comunidade. Em seguida, ressalta que os estudos sobre comunidades online estão inevitavelmente ligados ao desenvolvimento da Internet entre outros fenômenos culturais. Deste modo, uma crítica da natureza das comunidades assume maior importância cultural. Afirma ainda que a distinção entre o "real" e o "virtual" tornou-se muito menos útil como a internet e está firmemente enraizada no dia a dia da existência cultural.&lt;br /&gt;            Em seguida, debate sobre o termo ‘glocalização’. De acordo com Pew, ‘glocalização’ é evidente no ciberespaço - as pessoas estão expandindo seus planos sociais, e ao mesmo tempo, vinculam-se mais profundamente às suas comunidades locais. Originalmente usado como um termo comercialização no Japão, o termo 'glocalização’ tem em sua raiz o desejo de normalizar o ‘reino do global’ para o familiar ‘terreno do local’ (Robertson, 1992). Apropriado por Wellman (2002), o termo significa que todos os aspectos da esfera social têm se deslocado do tradicional conceito de comunidade homogênea para redes ‘glocalizadas’ (onde famílias estão conectadas globalmente e localmente através de redes ligadas) e mais em direção às 'redes individuais’, em que os indivíduos tornam-se associados e desatentos à fronteira espacial. Deste modo, a ‘glocalização’ é o resultado de uma forte conexão local com interações de amplo alcance global.&lt;br /&gt;            Fernback ressalta que o estudo aqui apresentado é orientado por um quadro ‘simbólico-interacionista’ para investigar a natureza das relações sociais formadas nos grupos na rede. Este paradigma, afirma o autor, fornece um valioso instrumento para a compreensão de como as representações simbólicas das comunidades online em influenciam as noções dos participantes sobre interações comunais. Destaca ainda os estudos de Blumer e suas premissas.&lt;br /&gt;            Para compreender os sentidos de "comunidade em rede” para os participantes nos espaços sociais virtuais, 30 pessoas com experiência grupos online foram entrevistados em profundidade. O objetivo das entrevistas foi o de documentar a experiência de interação social online para que os participantes compreendam como se caracteriza a natureza dessas interações. Para investigar os significados que estas pessoas provêm de sua interação online em grupos, uma abordagem qualitativa alicerçada numa perspectiva interacionista simbólica foi empregada (segundo Blumer, 1969). Para avaliar a percepção das realidades da interação social online, os membros dessas comunidades devem ser questionados para determinar a relevância deste tipo de atividade social em suas vidas. Estratégias interpretativas recolhidas principalmente a partir de estudos antropológicos foram aplicadas para elucidar conclusões.&lt;br /&gt;            Os indivíduos foram convidados a partir de grupos online escolhidos aleatoriamente. Os grupos tratavam dos seguintes temas: filosofia oriental, filosofia política, pós-graduação em ciências humanas, política, saúde geral, e questões homossexuais. Após participar destes grupos por um período de seis meses, o autor solicitou, via e-mail, respostas a um questionário aberto por tempo indeterminado. Alguns entrevistados concordaram em ser entrevistadas offline, em pessoa.&lt;br /&gt;            As questões da entrevista foram organizadas em quatro seções: (1) informações sobre o uso de grupos online; (2) Em que medida os indivíduos consideram suas interações sociais virtuais como sendo cibercomunidade; (3) Quais sentidos são recolhidos por eles a partir de interação em comunidades virtuais, e (4) temas como experiências online e offline foram integrados.&lt;br /&gt;            Fernback constata que o mais importante achado deste estudo é que os participantes de grupos online possuem entendimentos incongruentes do personagem em rede que realiza relações sociais. As suas opiniões sobre a natureza das interações comunais online estão enraizadas em significados que se constroem sobre o valor da comunidade e das suas interações com os outros, em suas esferas sociais online e offline. Dois temas identificáveis emergiram das entrevistas, conforme relatado nas seguintes seções:&lt;br /&gt;Comunicação online e vida pública: quando questionados sobre a caracterização de sua interação social online e sobre a descrição do impacto da interação nos grupos online (se houver) na vida pública, a maioria dos inquiridos demonstrou atitudes ambivalentes sobre suas experiências sociais online.&lt;br /&gt;O significado de atividade online como estereótipo: quando questionados sobre a descrição "dos seus sentimentos e opiniões sobre o fenômeno da interação de grupos online" e sobre a equiparação da "qualidade de suas experiências sociais offline e online", a maioria dos inquiridos atribuiu uma efêmera qualidade para os seus relacionamentos comunais online. Alguns, no entanto, consideraram a interação social online e offline como ‘indistinguíveis’.&lt;br /&gt;            A partir desses dois parâmetros, o autor discute alguns pontos. Para ele, noções tradicionais da comunidade não são verdadeiramente manifestadas no ciberespaço para estes participantes. Eles questionam se a comunidades virtuais têm o suficiente para verdadeiramente desenvolver costumes, lendas folclóricas, legados e orgulho nestes espaços. Mesmo a comunicação íntima online ainda está sendo mediada pelo computador pelo fato de que os comunicadores têm mais probabilidade de conhecerem estranhos. Tanto a alegria como a opressão dessa intimidade mediada por computador são temperados pela falta de contato humano. A metáfora da comunidade virtual colocada sobre as relações sociais é insuficiente e inadequada.&lt;br /&gt;            Mas essa metáfora é uma união de conveniência, sem verdadeira responsabilidade, afirma Fernback. Muitos entrevistados citaram a ‘opressividade’ como uma preocupação em suas comunidades virtuais, e um inquirido ressalta que se sentiu tão sufocado pelo seu grupo, que ele finalmente o deixou. Elementos de continuidade e sustentação da interação tendem a ser raras em grupos online. Com base nestas preocupações, poderá suspeitar de que um cidadão de cibercomunidade não iria tolerar alguns comportamentos como o banimento.&lt;br /&gt;            A partir dos resultados, o autor aponta algumas ‘alternativas para a construção de comunidades virtuais’. Segundo Fernback, o conceito de comunidade como uma ‘panacéia social’ tem sido enfraquecido. Como uma instituição, a comunidade não tem limites ou verificações; é eternamente procurada e persistentemente incentivada.&lt;br /&gt;            Para ele, o que é útil no estudo das relações sociais online inclui as abordagens diferenciadas e multifacetadas de estudiosos descarregadas pelo rótulo de comunidade. Análise de redes é útil para a compreensão de como os usuários de redes de computadores forjam relações individuais que são propositais e de menor carga de valor.&lt;br /&gt;            Outro ponto abordado pelo autor é que as comunidades nem sempre são formadas concisamente por consenso ou intimidade. Trata-se de compreender que os indivíduos estão unidos por uma necessidade para perpetuar a sociedade e a cultura. Isso obriga os seres humanos a precisarem trabalhar em conjunto e se comunicarem em um processo contínuo de manutenção social ou mudança social. Este processo nem sempre é eficiente ou palpável, que pode ser caótica e possuir oposição.&lt;br /&gt;            Em suas conclusões, destaca que Robins (1999) sugere que a própria comunidade virtual é uma visão socialmente regressiva da ‘tecnocultura’ desejando um mundo que não existe. Ele argumenta contra a "obsessiva" caracterização da distância geográfica como tirânica. Robins implica que a comunidade online oferece uma visão anti-social e anti-política do mundo.&lt;br /&gt;            Considerando o potencial opressivo da comunidade, para além do seu potencial de estabilização social, Fernback afirma que temos de avançar para além da nostalgia da comunidade ideal. Para ele, a academia deve pensar em ir além da comunidade como um produto ou um fim em si próprio. Temos de pensar em ir além da comunidade como uma estratégia de marketing online. Temos de avançar para além da metáfora da comunidade online como o paradigma de relações sociais. Em última análise, este estudo sugere uma abordagem simbólico-interacionista para o exame das relações sociais online que está livre da controvérsia e de bagagem estrutural-funcional. De acordo com esta perspectiva, a comunidade é uma construção mutável, determinada pelos atores sociais que criam significado nisso. Esta abordagem reconheceria que as estruturas sociais em rede são influenciadas pelas relações institucionais, o poder, o nacionalismo, informação mundial e dos fluxos de capitais, crise de estratégias de gestão e de outros processos que constroem as  nossas práticas "comunais".&lt;br /&gt;            Para o autor, se os estudiosos continuarem a pintar a internet com o ‘pincel largo’ da comunidade, eles diluirão o potencial da investigação para compreender como comunidades online são constituídas, como elas funcionam, como elas são integradas na vida social offline, ou o que elas fornecem. Ultrapassar a comunidade como um paradigma de estudos online equivale a avançar para além dos efeitos dos estudos de comunicação de massa. É um reconhecimento do rico resultado do passado e futuro, bem como um compromisso para outras avenidas frutuosas de pesquisas deste fenômeno social.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The cyberself: the self-ing project goes online, symbolic interaction in the digital age (24/04)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Autor: Laura Robinson&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;            Neste artigo, Laura Robinson inicia suas ponderações destacando no tópico ‘Muito antes de comunicação mediada por computador (CMC), interação simbólica’, que embora o ‘eu’ seja consagrado, não é delimitado mas constantemente renegociado. No entanto, tal como as perspectivas interacionistas simbólicas tentaram derrubar conceitos do ‘eu’ estático delimitado como um todo, perspectivas pós-modernas ameaçaram a concepção de interação simbólica para um ‘eu’ maior, criado e mantido através da interação.&lt;br /&gt;            A autora examina estes dois quadros concorrentes à luz das definições dos ‘cyberself’ online e o processo de auto-construção. Ela acredita que na criação de ‘eus’ online, os usuários não procuram transcender os aspectos mais fundamentais dos seus ‘eus’ offline. Em vez disso, os usuários colocarão na essência dos corpos, personas, e personalidades enquadradas de acordo com as mesmas categorias que existem no mundo offline.&lt;br /&gt;            Para Robinson, o quadro do interacionismo simbólico é fundamental para a compreensão do processo de construção do ‘cyberself’ porque o ‘cyberself’ é formado e negociado da mesma forma que o ‘eu’ offline. Online, o 'eu' e o 'mim' ainda informar-se mutuamente, ainda que em um suporte diferente, utilizando diferentes expressões "fixado" e "fixado desligado" (Mead, 1934; Goffman, 1959). Por último, estas interações digitais continuam a exigir uma análise Goffmaniana para compreender a interação tanto 'no palco' como ' nos bastidores'.&lt;br /&gt;            Assim sendo, a autora faz um panorama do conceito de interacionismo simbólico, e destaca, embasando-se em Holstein e Gubrium (2000) e, que ao afirmar que o self é empírico, o interacionismo simbólico contesta a popular idéia de que existe o self delimitado fora da interação social como um todo, que é distintivo e fixado em contraste com outros.&lt;br /&gt;            Também destaca os pressupostos de Cooley e sua noção ‘looking-glass’ (auto-espelho) que define a auto-reflexão como a gerada pelo ‘outro generalizado’, que é conjugada com o acórdão do ‘outro generalizado’. Em outras palavras, o nosso senso de self é realmente a nossa percepção da avaliação da sociedade sobre nós. Neste processo, através da imaginação que nós percebemos em outro pensamento da mente algumas das nossos aparências, maneiras, objetivos, ações, natureza, amigos, e assim por diante, e que são afetados por ela várias vezes.&lt;br /&gt;            O conceito de looking-glass baseia-se num triplo processo. Em primeiro lugar, o self imagina como ele aparece para os outros. Em segundo lugar, o self então imagina a sentença dos outros. Finalmente, o self desenvolve uma resposta emocional a esse julgamento.&lt;br /&gt;            Por sua vez, Mead (1934) vê o self como o produto deste processo em que "uma não resposta que ele dirige ao outro e, quando a sua própria resposta se torna uma parte de sua conduta, onde não só ele se ouve, mas responde a si próprio”. Portanto, para Mead, o "eu" é a representação da ordem social ou do "outro generalizado".&lt;br /&gt;            Goffman ainda transforma os conceitos de Mead e Cooley em sua prorrogada metáfora do self em dramaturgia. Goffman estuda o self através de atividade mundana 'para descobrir o processo de auto-construção que ele descreve como uma produção dramática’. Nos estudos dramatúrgicos de Goffman, o self gera os seus empreendimentos interacionais estrategicamente e os realiza de uma forma calculada para projetar uma imagem que os outros interagentes encontrarão credibilidade. Em suas performances, o self se esforça para transmitir uma identidade consistente com as expectativas formadas pelo público e com a situação, ou estágio, que enquadra a interação.&lt;br /&gt;            No tópico ‘construindo o ciberself: o projeto da constituição do ‘eu’ online’, a autora traz alguns conceitos e pensamentos que irão reforçar seus argumentos e fazer alguns links das teorias anteriores com o ciberespaço. Assim sendo, inicia com os pressupostos de Hill. O autor em questão examina a ‘promotional-hype’ ou segundo seu texto, ‘promoção de ambientes virtuais’, que prevê que os espaços virtuais o self não pode discriminar entre outros reais e o self são projeções exteriorizadas.&lt;br /&gt;            Complementando, Turkle fala a a partir dos resultados de suas pesquisas sobre usuários de MUDs, que os ‘múltiplos selfs’ liberta das obrigações corpóreas que engendram o mundo offline, tanto que esses ‘multiplos selfs’ podem estar simultaneamente presentes em numerosos espaços virtuais. Para Turkle (1997), no ciberespaço tem-se a oportunidade de expressar os vários e talvez desconhecidos aspectos da personalidade, através dos MUDs (Multi-User Dungeons). Turkle (1997), pondera ainda que, no mundo mediado pelos computadores, o eu é múltiplo, fluido e consubstanciado nas interações com a rede de máquinas. Para ela, “o computador situa-se na linha de fronteira. É uma mente, mas não é bem uma mente. É inanimado, porém interativo. Não pensa, mas não é alheio ao pensamento. [...] o computador transporta-nos para além do nosso mundo de sonhos e animais e permite-nos contemplar uma vida mental que existe na ausência de corpos (TURKLE, 1997, p. 31)”. Baseado em entrevistas com usuários dos MUD (MUDders), Turkle considera que a construção do cyberself oferece uma "ardósia fresca ' para MUDders online criarem novas identidades.&lt;br /&gt;            Robinson observa ao final do tópico que como tecnologias de saturação, ambientes online deixam a seleção do self para o usuário. A partir de uma perspectiva pós-moderna, essas tecnologias apresentam a oportunidade de auto-contrução para um self efêmero, sem compromisso com uma ‘masterself’ (self mestre) que abriga um 'eu' ou um 'mim'.&lt;br /&gt;            A partir daí, Robinson se envereda nas discussões do tópico ‘representação e a criação de ciberpersonas’ e enfatiza ainda mais a questão dos MUDs e citando Wertheim, aponta que os MUDders saciam suas fantasias sem temer as repercussões que iriam acontecer no mundo offline, porque o comportamento e expressão aceitáveis no ambiente MUD supera a distância do mundo offline. Nas entrevistas com usuários de MUD, Turkle salienta que muitos jogadores MUD testemunham a realidade de seus selfs virtuais e descrevem os selfs online como sendo "mais reais" do que os que possuem no mundo offline.&lt;br /&gt;            No tópico ‘reconstituição do cibercorpo’, Robinson destaca que em MUDS, quando os usuários descrevem os seus corpos virtuais, eles muitas vezes exageram os próprios marcadores de gênero, raça, e a juventude que lhes falta no mundo da fisicalidade corpórea (Chen, 1998). Personagens masculinos são construídos como corpos musculosos, enquanto os personagens femininos são descritas como brandas, e tais cibercorpos tendem sempre a aparecer, seja o masculino ou feminino, para um grau exagerado (Clark, 1995). A simulação da ‘corporalidade’ do corpo indica que os criadores de corpos virtuais desejam preservar o corpo de alguma forma, para não transcenderem à ele (O'Brien, 1999).&lt;br /&gt;            Em seguida, cita Wertheim, apontando que a autora critica a perspectiva pós-moderna de cyberself, afirmando que independentemente do seu valor real, não é simplesmente uma experiência de mudança de identidade. Posso jogar com qualquer número de personalidades online sem sofrer fragmentação dos meus 'arquivados' selfs. 'Eu' - isto é, o meu 'eu' - pode jogar qualquer número de diferentes pessoas online e offline, mas isso não significa que se tornam fragmentados. Portanto, argumenta Wertheim, ambientes online não oferecem opções do indivíduo ausentar-se do mundo offline.&lt;br /&gt;            A autora finaliza este tópico enfatizando que em termos Goffmanianos, as pessoas dão múltiplas performances para diferentes públicos, pois ao invés de libertar-nos das nossas identidades sociais offline, o ciberespaço proporciona condições para codificá-las.&lt;br /&gt;            Já em ‘a ilusória tentação de abordagens pós-modernas’, a autora afirma que que a maior falha fundamental nas interpretações pós-modernas de construção do cyberself reside na tentativa de generalizar a partir de estudos iniciais de MUDS, a construção de cyberself em geral. Outra ponderação sobre as generalizações neste sentido, reside no fato de que interpretações pós-modernas de construção do cyberself já não são válidas, e não podem ser aplicadas à população da internet em geral porque são baseadas precocemente nos usuários que investidos de MUDS. Hoje, a população de usuários é muito diferente, e já não é mais dominada pela cor branca, e pelo sexo masculino.&lt;br /&gt;            As identidades online são suscetíveis de serem extensões de identidades offline porque "para a maioria das pessoas, o aumento da utilização internet, amplia e complementa o que eles fazem offline" (Rainie, 2004). Assim, finaliza Robinson, a percepção do usuário na Internet como alguém separado e alienado da sociedade atual' já não é credível.&lt;br /&gt;            Quando inicia suas reflexões sobre ‘interacionismo simbólico e construção do cyberself’, Robinson destaca que dada a mudança de populações de usuários e tipos de atividades na Internet, para a maioria dos usuários on-line, self é uma extensão do ‘masterself’ offline. Com isto em mente, a autora regressa ao interacionismo simbólico novamente para explicar auto-construção online e sinalização de identidades.&lt;br /&gt;            O cyberself é o emergente produto da interação social em que o self comanda a capacidade de ser tanto o sujeito quanto o objeto de interação. Desta forma, a construção do cyberself cria o par virtual ‘eu / mim'. Online, a página inicial permite que o 'eu' apresente o self ao ‘ciberoutro’; na verdade, a própria construção da homepage pressupõe a expectativa do virtual "outro generalizado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Estes links movem usuários entre interações textuais e espaços de construção identitária. Em outros fóruns, como as discussões políticas de grupos, os usuários empregam links ou referências à homepages profissionais para dar credibilidade às suas próprias afirmações. Nestes aspectos, a homepage continua a ser uma expressão do 'eu', que antecipa a reação do ‘ciberoutro’, criando, assim, o 'mim'.&lt;br /&gt;            Além disso, nos weblogs ou blogs, bem como diários on-line, espaços virtuais ampliam a concepção da página inicial como espaço interacional. Blogs permitem a mesma apresentação do 'eu' como fazem as homepages, mas eles esperam também os outros para interagir com o 'eu', no mesmo espaço virtual. O blogueiro apresenta o 'eu' através de construção de páginas e mantêm um diálogo com os outros ‘eus’ pelas reações e comentários nos posts.&lt;br /&gt;            A partir daí, a autora se envereda na discussão sobre a temática ‘sinalizando a identidade no mundo mediado por computador’. Destaca então que na interação social face-a-face, os indivíduos empenham-se uns com os outros por meio de qualquer das suas modalidades sensoriais. No entanto, na rede, não há sinais interacionais físicos como tal. Atualmente, a maior parte da comunicação mediada por computador ocorre através de intercâmbios com base em texto. Usuários online empregam texto para enviar e receber sinais que mimetizam as estruturas das expressões "given" e "given off" no mundo offline.&lt;br /&gt;            Robinson exemplifica que o e-mail fornece ambas as expressões "given" e "given off”. Por exemplo, em um fórum empresarial, um usuário pode postar o seu ‘cargo’ como uma expressão "given". No entanto, se o usuário não usa o email da instituição com o nome, este pode não  enviar a expressão adequada "given off”. Ao usar um e-mail associado à identidade institucional reivindicada pela expressão "given", a expressão "given off” iguala e valida a expressão "given". E-mail de uma conta gratuita, como o Yahoo, pode sinalizar a possibilidade de engano de identidade, porque não existe nenhuma prova de filiação ou de identidade offline. Em suma, o 'given' diz respeito às suas ações voluntárias que apontam suas características e o 'given off' são as demais formas de expressão e outros, que deixam transparecer sua identidade ou seu estado, sem necessariamente ser algo voluntário.&lt;br /&gt;            Em seguida, a autora retorna à Goffman ressaltando que em termos de interação cibernética, podemos chamar seu argumento de metáfora da dramaturgia. Para Goffman, cada vez que um usuário posta em um fórum ou chat, ele realiza uma performance. Goffman define um desempenho como ‘toda a atividade de uma pessoa, que ocorre durante um período marcado pela sua presença contínua antes de um conjunto particular de observadores’. Para ser bem sucedido, o desempenho é ‘moldado e modificado para se ajustar ao entendimento e às expectativas da sociedade em que é apresentado’. Além disso, o ator opta por 'renunciar ou dissimular a ação que é incompatível com estas normas’.&lt;br /&gt;            Para Halbert, para que os usuários mantenham com sucesso os seus membros em uma comunidade, que deve realizar auto-identidades que não violem o contexto da interação da comunidade, que pode ser lido através dos nomes na tela, biografia dos membros, introduções e os contextos em que se realizam conversas.&lt;br /&gt;            Às vezes, performances falham. Isto é especialmente verdadeiro quando ‘não associados’, às vezes chamado ‘trolls’, tentam usar esses sinais para imitar os hábitos linguísticos dos membros reais. A ciberaudiencia é rápida para sinalizar a tensão durante a sinalização de identidades corretas e identidades enganosas. Porque dissimulando ciberperformances, podemos falsificar assinaturas em rede sem gastar muito tempo ou esforço, e a maioria dos membros não irá invocá-los como indicadores confiáveis de identidade. Em vez disso, o público inspeciona linguagem e vocabulário tal como expressões "given off”.&lt;br /&gt;            A autora também ressaltam a sinalização textual bem como as expressões como "LOL" que sintetizam as características físicas em texto. Em mensagens instantâneas (IM) e e-mail, os emoctions oferecem uma infinidade de símbolos que, como o "LOL", reduzem sinais visuais interacionais em um ícone visual embutido no texto.&lt;br /&gt;            A autora finaliza suas ponderações apontando que os estudos que vislumbram identidade e interação social na internet ainda focam públicos específicos (do gênero masculino, e que a partir dos MUDs buscam no mundo online, satisfazer seus ‘eus’ que de algum modo não são satisfatórios no mundo offline.  Porém, lembra que esses usuários já não constituem a maioria da população na internet. Assim, destaca Robinson, no ciberespaço perpetua a mesma auto-construção interativa que existe no mundo offline.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-2419513102791522720?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/2419513102791522720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/interacionismo-simbolico-usos-e-limites.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2419513102791522720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2419513102791522720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/interacionismo-simbolico-usos-e-limites.html' title='Interacionismo simbólico - usos e limites de sua aplicabilidade nos contextos sociais virtuais/digitais'/><author><name>Renata Baldanza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06877450093543936884</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-2488377283339255838</id><published>2009-04-18T00:10:00.006-03:00</published><updated>2009-05-21T11:03:00.289-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interacionismo Simbólico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metodologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BLUMER'/><title type='text'>Symbolic Interactionism - Perspective and Method - Por Herbert Blumer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo I - The Methodological Position of Symbolic Interactionism&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro capítulo do livro de Herbert Blumer se ocupa em esclarecer tanto no que consiste a proposta metodológica do Interacionismo Simbólico quanto em mostrar que há uma compleição metodológica por trás da proposta teórica. O autor inicia o texto apontando várias similaridades entre o trabalho de vários autores, entre eles William James, John Dewey e George Herbert Mead, o qual, segundo Blumer, foi o mais eficiente na delimitação das idéias que estruturam o Interacionismo Simbólico. O artigo se estrutura, então, em primeiro mostrar as características da teoria, depois as posições e princípios metodológicos que guiam a corrente de pensamento.&lt;br /&gt;O autor identifica três premissas básicas na qual age o Interacionismo Simbólico: (i) a de que os seres humanos agem para com as coisas de acordo com os significados que elas têm para eles. Essas ‘coisas’ podem ser efetivamente tudo que um ser humano pode notar em seu mundo – estruturas físicas, outros seres humanos, categorias de pessoas, instituições e encontros no dia-a-dia. A premissa seguinte é a de que (ii) tal significado deriva da interação social estabelecida entre as pessoas. Por fim, a de que esses (iii) significados são lidados com e modificados através de um processo interpretativo utilizado pela pessoa que está lidando com as ‘coisas’ que ela encontra. Tal perspectiva era, na época em que o texto foi publicado, contrária à maioria da literatura que concerne ao tema – para a qual o significado era uma coisa pré-definida e então deixada de lado com desimportante – ou somente uma ligação neutra entre os fatores responsáveis pelo comportamento humano e esse comportamento como sendo produto de tais fatores.&lt;br /&gt;O autor faz uma harmonização entre conceitos da psicologia e da sociologia através da teoria apresentada, apresentando o modo pelo qual as duas disciplinas lidam com fatores comuns às interações sociais, de onde cada campo apenas aderiria a explicações independentes umas das outras para explicar o comportamento humano. Para Blumer, duas correntes teóricas dividem a posição sobre o problema: a (i) primeira que afirma que as ‘coisas’ possuem significados intrínsecos, sendo uma parte natural de sua composição; e a segunda (ii) que o significado é simplesmente a expressão de elementos psicológicos que entram em contato com a percepção da coisa – o que limitaria o processo de produção de sentido porque estaria sujeito apenas aos elementos existentes no momento do contato. O autor afirma que o Interacionismo Simbólico vê o significado como proveniente de outra fonte – ele surgiria da interação de outras pessoas com relação àquela coisa – os significados seriam produtos sociais como criações formadas através da interação das pessoas. Essa perspectiva contemplaria a existência de um processo de interpretação pelo qual se daria o sentido de forma muito mais dinâmica. Esse processo de interpretação ocorreria conforme dois passos: no primeiro o ator indicaria para si mesmo as coisas com as quais ele desejaria interagir, e no segundo, em conseqüência desse processo de comunicação consigo mesmo, a interpretação se localizaria como sendo um processo de lidar com significados. O processo de interpretação, para Blumer, seria formativo.&lt;br /&gt;Blumer aponta a existência de um número de idéias básicas – imagens raiz – que se refeririam e transpareceriam as naturezas dos seguintes tópicos: grupos humanos, ou sociedades, interação social, objetos, o ser humano como ator, a ação humana e a interconexão entre essas linhas de ação.&lt;br /&gt;Ele explica cada ponto de forma detalhada:&lt;br /&gt;- Natureza da Sociedade Humana: se referiria ao fato de os grupos de pessoas serem considerados indivíduos que estão sempre entrando em co-ação. Para Blumer, grupos de pessoas ou sociedades só existem ‘em ação’. Dessa ação, resultariam tanto a cultura (derivada das coisas que as pessoas fazem quanto a estrutura social (relativa aos relacionamentos derivados de como as pessoas agem com relação umas às outras.&lt;br /&gt;- Natureza da Interação Social: uma sociedade é composta por indivíduos interagindo entre si. As atividades de um membro ocorreriam em resposta – ou em relação – às atividades de outro. Blumer aponta que a Interação Social é uma interação entre atores – e não entre fatores associados a esses atores. A diferença com relação à abordagem do Interacionismo Simbólico é que ele reconhece a interação social como que forma o comportamento humano, ao invés de ser apenas um veículo para tal. Mead identifica, aqui, duas formas de interação social: uma não-simbólica (conversação de gestos), associada a movimentos reflexivos; e outra simbólica (o uso de símbolos significantes), associada a uma característica interpretativa, a um processo de formação de sentido. Mead vê uma carga grande de significado na idéia de apresentação de gestos, porque a interpretação de um gesto percorre as três dimensões da natureza do significado – o gesto significa algo pra quem o produz, algo para quem o vê/recebe e a ação conjunta, a articulação entre as duas ações.&lt;br /&gt;- Natureza dos Objetos: para o IS, os mundos nos quais os seres humanos podem existir são compostos de objetos – objetos esses que são os produtos da interação simbólica. Os objetos podem ser: (a) físicos; (b) sociais e (c) abstratos. A natureza de um objeto depende estritamente de quem interage com ele. Objetos não possuem status sólidos – eles variam com as indicações e definições que as pessoas fazem sobre eles.&lt;br /&gt;- O Ser Humano como Organismo Ator: o ser humano é visto como um organismo que não responde somente aos outros no nível não-simbólico – ele faz indicações e interpreta o que os outros comunicam. Um ponto importante aqui é a objetivação do ser. Como outros objetos, o objeto ‘self’ emerge do processo de interação social com as outras pessoas, na tentativa de diferenciação. Tais objetos ‘self’ seriam formados pelo processo de assunção de papéis – numa exteriorização de nossa consciência – projeção de nós mesmos, visão de nós mesmos, num processo de auto-interação (que seria proveniente dessa característica).&lt;br /&gt;- Natureza da Ação Humana: A natureza da ação humana é reconhecer que a atividade dos seres humanos consiste em lidar com um fluxo de situações com as quais precisamos interagir – e tal interação é composta pela base interpretativa e sua relação com o que a pessoa percebe.&lt;br /&gt;- Interligação de Ações: Talvez o mais complexo dos pontos discutidos por Mead, a interligação entre ações humanas consiste em organizações sociais de produção de diferentes atos de diversos participantes. Tais ações às vezes geram padrões – que existem de forma preponderante e recorrente em sociedades já estabelecidas. Blumer faz dois comentários distintos com relação ao presente esquema: o primeiro dizendo respeito ao fato de que a expressão das formas pré-estabelecidas de ações conjuntas não dita a extensão da vida em sociedade; e o segundo afirmando que precisamos reconhecer que mesmo no caso de ações conjuntas pré-estabelecidas e repetitivas, cada instância da ação conjunta precisa ser formada de forma inédita. Tais ações sempre estão relacionadas a ações prévias de seus participantes (numa lógica de intertexto).&lt;br /&gt;Blumer, então, começa sua incursão pela problemática relativa à metodologia relacionada ao interacionismo simbólico. Para o autor, o interacionismo simbólico constitui uma abordagem científica empírica que precisa de um mundo empírico existente – que serve de como lugar de observação, estudo e análise. Ele determina, nesse ponto, que o conceito de realidade está absolutamente concatenado à existência desse mundo, no que se refere ao trabalho empírico, e só pode ser procurado e verificado quando em contato para com o mundo. Para o autor, a ciência empírica busca resolver seus problemas deslocando imagens do mundo empírico sob estudo e testando-as através do extenso escrutínio da problemática do mundo empírico. Tal afirmação leva ao fato de que a metodologia se refere, ou guia, os princípios que sobrescrevem o processo de estudo do caráter não-corruptível do mundo empírico.&lt;br /&gt;Para o autor, uma metodologia funciona da seguinte forma: ela (1) abraça o problema científico inteiramente – e não somente uma pequena parcela dele; (2) cada parte desse problema, assim como ato científico completo, precisam se encaixar no mundo empírico, de modo que tais métodos possam ser testados e finalmente (3) o mundo empírico sob estudo – e não um modelo qualquer de questionamento científico – precisa prover as respostas decisivas para o teste.&lt;br /&gt;Para isso, o pesquisador precisa de: (a) um esquema do mundo empírico sob estudo; (b) ter dúvidas sobre o mundo empírico estudado e converter tais dúvidas em problemas científicos; (c) Determinar os dados a serem procurados e os meios que podem ser empregados em consegui-los; (d) Determinar as relações entre os dados e por fim (e) Interpretar o que foi achado. Há ainda uma outra categoria que diz respeito a todo o processo, a idéia do (f) Uso de Conceitos – modos de categorização que são usados como guia para que dados vão ser coletados, procurados.&lt;br /&gt;O autor critica duramente ainda os métodos quantitativos, principalmente de acordo com a quantificação de variáveis que, para ele, não podem ser quantificadas. Isso está explícito, em especial, na idéia dos procedimentos operacionais. Há ainda uma crítica quanto ao que é ensinado para os jovens pesquisadores – que apenas aderem a uma base protocolar de desenho de pesquisa, e que Blumer defende que não garante que o mundo empírico esteja sendo respeitado.&lt;br /&gt;Blumer se debruça sobre a idéia de ‘testar uma hipótese’ como sendo uma das bases para estabelecer a base do trabalho empírico. Ele mostra que uma hipótese precisa (a) conter genuinamente o modelo do qual ela é deduzida e (b) ser testada e encontrar tanto casos positivos (que a confirmem), quanto casos negativos. O autor resume: “aderir a um protocolo científico e tentar replicar resultados testando hipóteses não garante a validação empírica genuína que as ciências sociais requerem”. O autor ainda traça uma crítica aos pesquisadores que se utilizam de tais protocolos operacionais para tentar explicar um mundo do qual eles não participam.&lt;br /&gt;Finalmente, Blumer aponta dois caminhos metodológicos pelos quais os usuários da metodologia do Interacionismo Simbólico podem enveredar: o primeiro diz respeito à dinâmica da (1) Exploração, pela qual um estudioso pode encontrar tanto um relacionamento de compreensão daquela esfera social quanto desenvolver suas argüições para com o problema. A dinamicidade de alguns ambientes é especialmente vivida nessa dinâmica. A segunda dinâmica é a da (2) Inspeção, que consiste em examinar de forma intensiva o conteúdo empírico e de forma criativa abordar suas questões – o que Blumer sugere como indo na contramão do que é feito nas ciências psicossociais – tal método descende do método usado por Darwin em sua teoria da evolução das espécies.&lt;br /&gt;O autor, ainda falando sobre metodologia, delineia os principais problemas que um cientista social usando o Interacionismo Simbólico pode encontrar: (1) transferir sua visão como sendo a visão do grupo estudado; (2) como as linhas de comportamento das pessoas são traçadas de acordo com os lugares onde elas vivem, há um problema sério de validade nas aproximações de grande escala – além de não se ter exatamente uma dimensão do aspecto social do referido grupo (geralmente se minimizando ou simplificando-o). (3) como as ações sociais são o campo central do estudo, elas precisam ser bem delineadas - e seu processo de desenvolvimento deve ser acompanhado na íntegra.&lt;br /&gt;Por fim, na sua breve conclusão, o autor, imperativo, pede para que se tenha um maior respeito com questões de metodologia associadas ao Interacionismo Simbólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo II - Sociological Implications of the Thought of George Herbert Mead&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo capítulo reflete, como o título afirma, a visão de Blumer de acordo com o pensamento de Mead. O artigo se debruça sobre muitos temas que já foram vistos no capítulo anterior, contudo. O autor inicia combatendo a idéia de que os significados estão imbuídos no mundo ao redor, e que a consciência e as mentes dos seres humanos já viriam com uma pré-visualização da realidade. O autor então, envereda por analisar os 5 pontos que Mead aponta em seu trabalho e que foram de valor inestimável para construir o campo do Interacionismo Simbólico.&lt;br /&gt;(1)    O Self – Mead interpreta o homem como sendo um ator que pode tanto interagir com os outros quanto consigo mesmo – essa visão era extremamente diferenciada das abordagens psicossociais de seu tempo.&lt;br /&gt;(2)    A Ação – A ação é desenvolvida num processo dinâmico para com o mundo – ao invés de meramente ser uma estrutura psicológica previamente existente ativada por fatores incidentes àquela estrutura.&lt;br /&gt;(3)    Interação Social – Aqui a contribuição principal do autor foi fazer uma diferenciação entre Interação Simbólica e Não Simbólica – no que diz respeito à Interação Não-Símbólica, a idéia é a de que podemos interpretar gestos que são puramente reflexivos e nos comportar de acordo com isso, não contendo simbologia. A interação simbólica estaria permeada por símbolos, sendo, então, interpretada. Aqui tem-se que apontar que a produção de sentido é um processo formativo – diferente da insistência das ciências da psicologia em tratar tal interação somente como um fator externo, um meio neutro.&lt;br /&gt;(4)    Objetos – Qualquer coisa, eventualmente, num mundo empírico. Podem ser físicos, sociais ou abstratos. Sua natureza é construída com base em sua significação, em seu sentido – e sua significação depende de quem se refere a eles. Todos os objetos são produções sociais, de modo que eles assim são formados e assim são transformados pela interação social e seu processo de interpretação.&lt;br /&gt;(5)    Ações Conjuntas – São linhas de comportamento e interações entre os homens que coexistem no mesmo mundo – são o foco principal do estudo do interacionismo simbólico, por serem o mais fértil veículo para as transformações interpretativas causadas pelo processo de interação. Blumer aponta que a sociedade tem sua essência num eterno processo de interação, onde cada ação deve ser tratada como ação conjunta – e nunca separada. O autor ainda afirma que cada ação conjunta precisa ser vista como tendo uma história, um contexto, e que essa orientação histórica é, geralmente, ordinária, no sentido de que é desenvolvida e se torna recorrente nos participantes que tomam partido nela. Por fim, o autor adiciona um índice de imprevisibilidade, afirmando que mesmo que elas sejam ‘ordinárias’, no sentido citado, elas ainda podem estar abertas a muitas possibilidades e incerteza.&lt;br /&gt;O autor encerra o capítulo afirmando que escolheu não se concentrar sobre todas as implicações sociológicas do trabalho de Mead, mas apenas aquelas que ele considera de maior fecundidade científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-2488377283339255838?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/2488377283339255838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/symbolic-interactionism-perspective-and.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2488377283339255838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2488377283339255838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/symbolic-interactionism-perspective-and.html' title='Symbolic Interactionism - Perspective and Method - Por Herbert Blumer'/><author><name>Thiago Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11028862083217219076</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KU9XlYOlqeE/TPT0huxxmoI/AAAAAAAAAXM/-EuZl-WlDJ8/S220/me.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-2966047144037085043</id><published>2009-04-18T00:10:00.004-03:00</published><updated>2009-04-18T00:15:24.054-03:00</updated><title type='text'>Symbolic Interactionism - Perspective and Method - Por Herbert Blumer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Capítulo I - The Methodological Position of Symbolic Interactionism&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O primeiro capítulo do livro de Herbert Blumer se ocupa em esclarecer tanto no que consiste a proposta metodológica do Interacionismo Simbólico quanto em mostrar que há uma compleição metodológica por trás da proposta teórica. O autor inicia o texto apontando várias similaridades entre o trabalho de vários autores, entre eles William James, John Dewey e George Herbert Mead, o qual, segundo Blumer, foi o mais eficiente na delimitação das idéias que estruturam o Interacionismo Simbólico. O artigo se estrutura, então, em primeiro mostrar as características da teoria, depois as posições e princípios metodológicos que guiam a corrente de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor identifica três premissas básicas na qual age o Interacionismo Simbólico: (i) a de que os seres humanos agem para com as coisas de acordo com os significados que elas têm para eles. Essas ‘coisas’ podem ser efetivamente tudo que um ser humano pode notar em seu mundo – estruturas físicas, outros seres humanos, categorias de pessoas, instituições e encontros no dia-a-dia. A premissa seguinte é a de que (ii) tal significado deriva da interação social estabelecida entre as pessoas. Por fim, a de que esses (iii) significados são lidados com e modificados através de um processo interpretativo utilizado pela pessoa que está lidando com as ‘coisas’ que ela encontra. Tal perspectiva era, na época em que o texto foi publicado, contrária à maioria da literatura que concerne ao tema – para a qual o significado era uma coisa pré-definida e então deixada de lado com desimportante – ou somente uma ligação neutra entre os fatores responsáveis pelo comportamento humano e esse comportamento como sendo produto de tais fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor faz uma harmonização entre conceitos da psicologia e da sociologia através da teoria apresentada, apresentando o modo pelo qual as duas disciplinas lidam com fatores comuns às interações sociais, de onde cada campo apenas aderiria a explicações independentes umas das outras para explicar o comportamento humano. Para Blumer, duas correntes teóricas dividem a posição sobre o problema: a (i) primeira que afirma que as ‘coisas’ possuem significados intrínsecos, sendo uma parte natural de sua composição; e a segunda (ii) que o significado é simplesmente a expressão de elementos psicológicos que entram em contato com a percepção da coisa – o que limitaria o processo de produção de sentido porque estaria sujeito apenas aos elementos existentes no momento do contato. O autor afirma que o Interacionismo Simbólico vê o significado como proveniente de outra fonte – ele surgiria da interação de outras pessoas com relação àquela coisa – os significados seriam produtos sociais como criações formadas através da interação das pessoas. Essa perspectiva contemplaria a existência de um processo de interpretação pelo qual se daria o sentido de forma muito mais dinâmica. Esse processo de interpretação ocorreria conforme dois passos: no primeiro o ator indicaria para si mesmo as coisas com as quais ele desejaria interagir, e no segundo, em conseqüência desse processo de comunicação consigo mesmo, a interpretação se localizaria como sendo um processo de lidar com significados. O processo de interpretação, para Blumer, seria formativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blumer aponta a existência de um número de idéias básicas – imagens raiz – que se refeririam e transpareceriam as naturezas dos seguintes tópicos: grupos humanos, ou sociedades, interação social, objetos, o ser humano como ator, a ação humana e a interconexão entre essas linhas de ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele explica cada ponto de forma detalhada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Natureza da Sociedade Humana: se referiria ao fato de os grupos de pessoas serem considerados indivíduos que estão sempre entrando em co-ação. Para Blumer, grupos de pessoas ou sociedades só existem ‘em ação’. Dessa ação, resultariam tanto a cultura (derivada das coisas que as pessoas fazem quanto a estrutura social (relativa aos relacionamentos derivados de como as pessoas agem com relação umas às outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Natureza da Interação Social: uma sociedade é composta por indivíduos interagindo entre si. As atividades de um membro ocorreriam em resposta – ou em relação – às atividades de outro. Blumer aponta que a Interação Social é uma interação entre atores – e não entre fatores associados a esses atores. A diferença com relação à abordagem do Interacionismo Simbólico é que ele reconhece a interação social como que forma o comportamento humano, ao invés de ser apenas um veículo para tal. Mead identifica, aqui, duas formas de interação social: uma não-simbólica (conversação de gestos), associada a movimentos reflexivos; e outra simbólica (o uso de símbolos significantes), associada a uma característica interpretativa, a um processo de formação de sentido. Mead vê uma carga grande de significado na idéia de apresentação de gestos, porque a interpretação de um gesto percorre as três dimensões da natureza do significado – o gesto significa algo pra quem o produz, algo para quem o vê/recebe e a ação conjunta, a articulação entre as duas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Natureza dos Objetos: para o IS, os mundos nos quais os seres humanos podem existir são compostos de objetos – objetos esses que são os produtos da interação simbólica. Os objetos podem ser: (a) físicos; (b) sociais e (c) abstratos. A natureza de um objeto depende estritamente de quem interage com ele. Objetos não possuem status sólidos – eles variam com as indicações e definições que as pessoas fazem sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Ser Humano como Organismo Ator: o ser humano é visto como um organismo que não responde somente aos outros no nível não-simbólico – ele faz indicações e interpreta o que os outros comunicam. Um ponto importante aqui é a objetivação do ser. Como outros objetos, o objeto ‘self’ emerge do processo de interação social com as outras pessoas, na tentativa de diferenciação. Tais objetos ‘self’ seriam formados pelo processo de assunção de papéis – numa exteriorização de nossa consciência – projeção de nós mesmos, visão de nós mesmos, num processo de auto-interação (que seria proveniente dessa característica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Natureza da Ação Humana: A natureza da ação humana é reconhecer que a atividade dos seres humanos consiste em lidar com um fluxo de situações com as quais precisamos interagir – e tal interação é composta pela base interpretativa e sua relação com o que a pessoa percebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Interligação de Ações: Talvez o mais complexo dos pontos discutidos por Mead, a interligação entre ações humanas consiste em organizações sociais de produção de diferentes atos de diversos participantes. Tais ações às vezes geram padrões – que existem de forma preponderante e recorrente em sociedades já estabelecidas. Blumer faz dois comentários distintos com relação ao presente esquema: o primeiro dizendo respeito ao fato de que a expressão das formas pré-estabelecidas de ações conjuntas não dita a extensão da vida em sociedade; e o segundo afirmando que precisamos reconhecer que mesmo no caso de ações conjuntas pré-estabelecidas e repetitivas, cada instância da ação conjunta precisa ser formada de forma inédita. Tais ações sempre estão relacionadas a ações prévias de seus participantes (numa lógica de intertexto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blumer, então, começa sua incursão pela problemática relativa à metodologia relacionada ao interacionismo simbólico. Para o autor, o interacionismo simbólico constitui uma abordagem científica empírica que precisa de um mundo empírico existente – que serve de como lugar de observação, estudo e análise. Ele determina, nesse ponto, que o conceito de realidade está absolutamente concatenado à existência desse mundo, no que se refere ao trabalho empírico, e só pode ser procurado e verificado quando em contato para com o mundo. Para o autor, a ciência empírica busca resolver seus problemas deslocando imagens do mundo empírico sob estudo e testando-as através do extenso escrutínio da problemática do mundo empírico. Tal afirmação leva ao fato de que a metodologia se refere, ou guia, os princípios que sobrescrevem o processo de estudo do caráter não-corruptível do mundo empírico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o autor, uma metodologia funciona da seguinte forma: ela (1) abraça o problema científico inteiramente – e não somente uma pequena parcela dele; (2) cada parte desse problema, assim como ato científico completo, precisam se encaixar no mundo empírico, de modo que tais métodos possam ser testados e finalmente (3) o mundo empírico sob estudo – e não um modelo qualquer de questionamento científico – precisa prover as respostas decisivas para o teste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, o pesquisador precisa de: (a) um esquema do mundo empírico sob estudo; (b) ter dúvidas sobre o mundo empírico estudado e converter tais dúvidas em problemas científicos; (c) Determinar os dados a serem procurados e os meios que podem ser empregados em consegui-los; (d) Determinar as relações entre os dados e por fim (e) Interpretar o que foi achado. Há ainda uma outra categoria que diz respeito a todo o processo, a idéia do (f) Uso de Conceitos – modos de categorização que são usados como guia para que dados vão ser coletados, procurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor critica duramente ainda os métodos quantitativos, principalmente de acordo com a quantificação de variáveis que, para ele, não podem ser quantificadas. Isso está explícito, em especial, na idéia dos procedimentos operacionais. Há ainda uma crítica quanto ao que é ensinado para os jovens pesquisadores – que apenas aderem a uma base protocolar de desenho de pesquisa, e que Blumer defende que não garante que o mundo empírico esteja sendo respeitado.&lt;br /&gt;Blumer se debruça sobre a idéia de ‘testar uma hipótese’ como sendo uma das bases para estabelecer a base do trabalho empírico. Ele mostra que uma hipótese precisa (a) conter genuinamente o modelo do qual ela é deduzida e (b) ser testada e encontrar tanto casos positivos (que a confirmem), quanto casos negativos. O autor resume: “aderir a um protocolo científico e tentar replicar resultados testando hipóteses não garante a validação empírica genuína que as ciências sociais requerem”. O autor ainda traça uma crítica aos pesquisadores que se utilizam de tais protocolos operacionais para tentar explicar um mundo do qual eles não participam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, Blumer aponta dois caminhos metodológicos pelos quais os usuários da metodologia do Interacionismo Simbólico podem enveredar: o primeiro diz respeito à dinâmica da (1) Exploração, pela qual um estudioso pode encontrar tanto um relacionamento de compreensão daquela esfera social quanto desenvolver suas argüições para com o problema. A dinamicidade de alguns ambientes é especialmente vivida nessa dinâmica. A segunda dinâmica é a da (2) Inspeção, que consiste em examinar de forma intensiva o conteúdo empírico e de forma criativa abordar suas questões – o que Blumer sugere como indo na contramão do que é feito nas ciências psicossociais – tal método descende do método usado por Darwin em sua teoria da evolução das espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor, ainda falando sobre metodologia, delineia os principais problemas que um cientista social usando o Interacionismo Simbólico pode encontrar: (1) transferir sua visão como sendo a visão do grupo estudado; (2) como as linhas de comportamento das pessoas são traçadas de acordo com os lugares onde elas vivem, há um problema sério de validade nas aproximações de grande escala – além de não se ter exatamente uma dimensão do aspecto social do referido grupo (geralmente se minimizando ou simplificando-o). (3) como as ações sociais são o campo central do estudo, elas precisam ser bem delineadas - e seu processo de desenvolvimento deve ser acompanhado na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, na sua breve conclusão, o autor, imperativo, pede para que se tenha um maior respeito com questões de metodologia associadas ao Interacionismo Simbólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo II - Sociological Implications of the Thought of George Herbert Mead&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O segundo capítulo reflete, como o título afirma, a visão de Blumer de acordo com o pensamento de Mead. O artigo se debruça sobre muitos temas que já foram vistos no capítulo anterior, contudo. O autor inicia combatendo a idéia de que os significados estão imbuídos no mundo ao redor, e que a consciência e as mentes dos seres humanos já viriam com uma pré-visualização da realidade. O autor então, envereda por analisar os 5 pontos que Mead aponta em seu trabalho e que foram de valor inestimável para construir o campo do Interacionismo Simbólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)    O Self – Mead interpreta o homem como sendo um ator que pode tanto interagir com os outros quanto consigo mesmo – essa visão era extremamente diferenciada das abordagens psicossociais de seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2)    A Ação – A ação é desenvolvida num processo dinâmico para com o mundo – ao invés de meramente ser uma estrutura psicológica previamente existente ativada por fatores incidentes àquela estrutura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3)    Interação Social – Aqui a contribuição principal do autor foi fazer uma diferenciação entre Interação Simbólica e Não Simbólica – no que diz respeito à Interação Não-Símbólica, a idéia é a de que podemos interpretar gestos que são puramente reflexivos e nos comportar de acordo com isso, não contendo simbologia. A interação simbólica estaria permeada por símbolos, sendo, então, interpretada. Aqui tem-se que apontar que a produção de sentido é um processo formativo – diferente da insistência das ciências da psicologia em tratar tal interação somente como um fator externo, um meio neutro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4)    Objetos – Qualquer coisa, eventualmente, num mundo empírico. Podem ser físicos, sociais ou abstratos. Sua natureza é construída com base em sua significação, em seu sentido – e sua significação depende de quem se refere a eles. Todos os objetos são produções sociais, de modo que eles assim são formados e assim são transformados pela interação social e seu processo de interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5)    Ações Conjuntas – São linhas de comportamento e interações entre os homens que coexistem no mesmo mundo – são o foco principal do estudo do interacionismo simbólico, por serem o mais fértil veículo para as transformações interpretativas causadas pelo processo de interação. Blumer aponta que a sociedade tem sua essência num eterno processo de interação, onde cada ação deve ser tratada como ação conjunta – e nunca separada. O autor ainda afirma que cada ação conjunta precisa ser vista como tendo uma história, um contexto, e que essa orientação histórica é, geralmente, ordinária, no sentido de que é desenvolvida e se torna recorrente nos participantes que tomam partido nela. Por fim, o autor adiciona um índice de imprevisibilidade, afirmando que mesmo que elas sejam ‘ordinárias’, no sentido citado, elas ainda podem estar abertas a muitas possibilidades e incerteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor encerra o capítulo afirmando que escolheu não se concentrar sobre todas as implicações sociológicas do trabalho de Mead, mas apenas aquelas que ele considera de maior fecundidade científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-2966047144037085043?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/2966047144037085043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/symbolic-interactionism-perspective-and_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2966047144037085043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2966047144037085043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/symbolic-interactionism-perspective-and_18.html' title='Symbolic Interactionism - Perspective and Method - Por Herbert Blumer'/><author><name>Thiago Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11028862083217219076</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KU9XlYOlqeE/TPT0huxxmoI/AAAAAAAAAXM/-EuZl-WlDJ8/S220/me.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-2496351770870650281</id><published>2009-04-15T10:45:00.009-03:00</published><updated>2010-11-21T22:39:58.531-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P2P'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BAUWENS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento social'/><title type='text'>Contexto contemporâneo: Comportamento Social e P2P</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;P2P e a evolução humana&lt;br /&gt;(BAUWENS&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Data de apresentação: 20/03/09&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;P2P: equipotência, relações dinâmicas, livre cooperação, autoridade aceita diante da experiência, produção de bem comum.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Implica em troca de comportamento e visões de mundo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Permite que qualquer um possa blogar/ter voz, como em chats, mensageiros instantaneos, telefone IP, etc.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;P2P chave das tecnologias que suportam o atual sistema econômico, político e social&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;"Companies have used these technologies to integrate their processes with those of partners, suppliers, consumers, and each other, using a combination of intranets, extranets, and the public internet, and it has become the absolutely essential tool for international communication and business, and to enable the cooperative, internationally coordinated projects carried out by teams."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Emergência decorrente da descentralização e  redundância&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Visa eficiência e produtividade&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Material produzido sendo apropriado por sistema de capital. Controle informacional.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A tecnologia reflete a nova forma de ser social e quebra limites de tempo e espaço.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Processos P2P sempre existiram mas só agora, devido a tecnologia, pode ter uma emergência massiva. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-2496351770870650281?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/2496351770870650281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/contexto-contemporaneo-midias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2496351770870650281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2496351770870650281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/contexto-contemporaneo-midias.html' title='Contexto contemporâneo: Comportamento Social e P2P'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-5441728309800120419</id><published>2009-04-15T10:45:00.004-03:00</published><updated>2009-04-15T10:53:27.208-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SANTAELA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='midias eletronicas'/><title type='text'>Contexto contemporâneo: Navegar no Ciberespaço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Navegar no ciberespaço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(SANTAELA&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Data de apresentação: 20/03/09&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Interação: democrática, participação dos cidadão, conteúdo selecionável pelo usuário, bidirecionalidade. S: ação, intertrabalho, sinergia, simbiose, agenciamento, cooperação, conversar e entender outras pessoas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Diferentes graus e modalidades de interação&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tecnologia permite a intensificação da interferência do receptor, aumentando seu participação e dinamicidade do processo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Negociação – importante para o entendimento (conversação)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A mediação altera o processo e possibilita mudanças na identidade&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Interação síncrona e assíncrona &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Possibilidade de restaurar, alterar, modificar e transfomar.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dialogismo Bakhtiniano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Heteroglossia  - interação entre dois fundamentos da comunicação. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Diálogo como “luta de signos”, &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Linguagem dando sentido aos humanos via movimento, diálogo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Contexto tem importância espacial e temporal&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dialogismo Peirceano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Signo determinado por algum objeto e a idéia na mente do interpretante&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ação do signo ou semiose – processo pelo qual a verdade é revelada, o interpretante em relação ao processo objeto-signo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Modelo: signo é o mediador; conhecimento é mediado, pensamento é dialógico.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ação do signo não é individual e sim social&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pontos comuns&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;B: linguagem é social (extraposição de perguntas e respostas)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;P: ação do signo é social (rede humana de diálogos)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Linguagem é um fluxo constante como o potencializado no ciberespaço&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mídia interativa se assemelha a externalizações e objetivações das operações da mente&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Externalizam a essência do dialogismo&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-5441728309800120419?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/5441728309800120419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/contexto-contemporaneo-navegar-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/5441728309800120419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/5441728309800120419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/contexto-contemporaneo-navegar-no.html' title='Contexto contemporâneo: Navegar no Ciberespaço'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-3392082224724122119</id><published>2009-04-14T18:47:00.004-03:00</published><updated>2009-05-21T11:06:10.374-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sobre'/><title type='text'>Padronização das postagens</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Título do post:&lt;/span&gt; nome do módulo;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conteúdo:&lt;/span&gt; um texto por postagem, título do texto no início do post em neglito; data da apresentação.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tags:&lt;/span&gt; autores e palavras chaves.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-3392082224724122119?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/3392082224724122119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/padronizacao-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/3392082224724122119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/3392082224724122119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/padronizacao-das-postagens.html' title='Padronização das postagens'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-7599845898522576151</id><published>2009-04-08T13:58:00.000-03:00</published><updated>2009-04-08T14:00:03.620-03:00</updated><title type='text'>Fichamento 4</title><content type='html'>Mídia e Cibercultura&lt;br /&gt;03/04/09&lt;br /&gt;Thais Vivas Mariano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fichamento 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor chamou atenção para o fato de que, em todos os textos, há 2 palavras chaves: ordem e regularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociologia, Anthony Giddens&lt;br /&gt;Capítulo 4: Interação Social e Vida Cotidiana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Interação social é o processo pelo qual agimos e reagimos em relação àqueles que estão ao nosso redor.&lt;br /&gt;- Diferentes nações: globalização, experiências exóticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estudo da Vida Cotidiana&lt;br /&gt;-desatenção civil (Goffman). Comportamento que esperamos do outro em muitas situações. Cada indivíduo reconhece a presença do outro, mas evita qualquer gesto considerado invasivo.&lt;br /&gt;- Estudar formas aparentemente sem importância de interação social é instigante por 3 motivos.&lt;br /&gt;1) as rotinas diárias dão estrutura e forma ao que fazemos;&lt;br /&gt;2)o estudo do cotidiano mostra como agimos criativamente para moldar a realidade (perspectiva interacionista simbólica);&lt;br /&gt;3) lança luz para sistemas sociais maiores e as instituições.&lt;br /&gt;-“Todos os sistemas sociais de larga escala, com efeito, dependem de padrões de interação social que empregamos diariamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macrossociologia e microssociologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a macro e a micro estão intimamente ligadas.&lt;br /&gt;- macro: as maneiras como as pessoas vivem suas vidas cotidianas são muito influenciadas pela estrutura institucional mais abrangente.&lt;br /&gt;- micro: necessários para iluminar padrões institucionais abrangentes.&lt;br /&gt;- a interação em microcontextos afeta processos sociais maiores e os macrossistemas afetam casos mais restritos da vida social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicação não-verbal&lt;br /&gt;-expressões faciais, gestos, movimentos corporais.&lt;br /&gt;- é ilusório pensar que comunicação não-verbal é o mesmo que linguagem corporal. Usamos as pistas não-verbais para limitar ou expandir o que dizemos com palavras.&lt;br /&gt;- exemplo de associação entre macro e micro: relações de gênero entre homens e mulheres. Assédio masculino às mulheres.&lt;br /&gt;- eliminar as questões macro é entender parcialmente as interações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosto, gestos e emoção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ekman: visão de que a expressão facial da emoção e sua interpretação são inatas nos seres humanos. Eibl-Eibesfeldt e seu estudo com crianças surdas e cegas.&lt;br /&gt;- Giddens defende que, embora a expressão facial pareça ser inata, há uma interferência da cultura e de fatores individuais na forma exata das expressões faciais.&lt;br /&gt;- os gestos e a postura corporal também são usados para completar afirmações e transmitir idéias.&lt;br /&gt;- um olho treinado pode detectar mentiras pela observação de sinais não-verbais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “imagem” e a auto-estima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a palavra “imagem” pode se referir à estima na qual um indivíduo é tido pelos outros. Nós administramos nosso comportamento para manter a boa imagem.&lt;br /&gt;- nos comportamos, mesmo que inconscientemente, com controle das expressões faciais, da postura corporal, dos gestos ao interagirmos com os outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gênero e comunicação não-verbal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-concepções de gênero e de papéis de gênero são influenciados por fatores sociais e largamente relacionados a questões de poder e posição na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regras sociais e diálogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-estudo das conversas. Influência de Goffman.&lt;br /&gt;- Garfinkel: fundador da etnometodologia (estudo dos métodos que as pessoas usam para dar sentido ao que os outros fazem e, em particular, ao que dizem).&lt;br /&gt;- uso das palavras no contexto cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concepções compartilhadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- as pressuposições culturais compartilhadas, embora não-verbais, são fundamentais para o próprio tecido social. Delas depende a estabilidade e o sentido da nossa vida social cotidiana.&lt;br /&gt;-os experimentos de Garfinkel com voluntários. As pessoas se irritavam quando as pressuposições não-verbais não eram usadas.&lt;br /&gt;- Giddens diz que sua quebra acarreta sérios resultados, mas não chega a dizer quais são eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vandalismo interacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-as conversas mantêm nossas vidas em um estado estável e coerente. Quando as convenções tácitas do dialogo são quebradas, nos sentimos confusos, ameaçados e inseguros.&lt;br /&gt;- nos diálogos, os interlocutores cooperam. Tensões surgem quando um deles é não-cooperativo. Ex.: os estudantes voluntários de Garfinkel foram não-cooperativos.&lt;br /&gt;-Duneier e Molotch: uso da técnica da análise da conversação. Este método analisa todas as facetas (até interjeições e pausas).&lt;br /&gt;-homens negros, viciados e sem-teto em diálogo com mulheres brancas. Algo dá errado.&lt;br /&gt;- os autores usam o termo vandalismo interacional para descrever casos em que um subordinado quebra as bases tácitas de interação cotidiana, de valor para com os mais poderosos.&lt;br /&gt;- nas interações um com o outro ou com comerciantes os homens de rua entram em conformidade com as formas de discurso cotidianas, usam as convenções.&lt;br /&gt;- o vandalismo interacional deixa as vítimas atordoadas.&lt;br /&gt;- o vandalismo interacional é outro exemplo de ligações entre o nível micro e o nível macro. Está intimamente atrelado às estruturas de classe, status, gênero e raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formas de falar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-etnometodologia tem muitos críticos.&lt;br /&gt;- Giddens diz que, entretanto, o estudo do diálogo cotidiano mostrou a complexidade do domínio da linguagem pelas pessoas. Prova disso é que ainda não se conseguiu programar computadores para fazer o que nós humanos fazemos tão bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas exclamativas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- interjeições não são involuntárias porque as pessoas não costumam fazer a exclamação quando estão sozinhas.&lt;br /&gt;-Goffman: alerta controlado. Demonstramos continuamente aos outros nossa competência nas rotinas da vida cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lapsos da fala&lt;br /&gt;- lapsos de fala nunca são realmente acidentais. São motivados por sentimento que são reprimidos em nossa mente consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosto, corpo e discurso na interação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Goffman: interação focalizada (quando indivíduos prestam atenção ao que os outros dizem ou fazem). &lt;br /&gt;-encontro precisa de inícios, o que indica que a desatenção civil está sendo descartada.&lt;br /&gt;-Goffman distingue entre as expressões que os indivíduos afirmam e as que eles deixam sugeridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcadores&lt;br /&gt;- Marcadores para Giddens. Parênteses para Goffman.&lt;br /&gt;- operam a distinção entre cada episódio da interação focalizada e o episódio anterior e à interação não-focalizada que ocorre no plano de fundo.&lt;br /&gt;- ocasiões formais: uso de mecanismos reconhecidos para sinalizar o início e o fim de um encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gestão de impressão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-uso de noções de teatro para analisar a interação social.&lt;br /&gt;-as pessoas são sensíveis à maneira como são vistas pelos outros e usam muitas formas de gestão de impressão para compelir os outros a reagirem a elas da maneira que desejam.&lt;br /&gt;- isto normalmente se dá sem atenção consciente.&lt;br /&gt;-status atribuído e status conquistado. Status mestres (têm prioridade sobre os outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regiões de frente e regiões de fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- frente: indivíduos representam papéis formais.&lt;br /&gt;-fundo: lugares onde as pessoas armam o cenário. Onde é permitida a conduta profana, trajes informais, resmungos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaço pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-existem diferenças culturais sobre espaço pessoal.&lt;br /&gt;- Hall: distancia íntima, pessoal, social, pública. Conceitos que pude perceber, serem bastante difundidos, uma vez que aparecem nos outros textos.&lt;br /&gt;- na interação comum as zonas mais disputadas são as da distância íntima e pessoal.&lt;br /&gt;- as questões de gênero também estão presentes. Exemplo do assédio sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interação no tempo e no espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toda interação é situada e tem duração especifica.&lt;br /&gt;- quando analisamos os contextos de interação social, é útil observar os deslocamentos das pessoas e reconhecer essa convergência espaço-temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor traz um quadro no qual explica o construtivismo social:&lt;br /&gt;“Aquilo que os indivíduos e a sociedade percebem e entendem como realidade é, em si mesma, uma criação da interação social dos indivíduos e dos grupos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo do relógio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a forma de medição do tempo é uma padronização global. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida social e ordenação do espaço e do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a Internet fornece outro exemplo da intima ligação entre as formas de vida social e o nosso controle de espaço e tempo.&lt;br /&gt;- rearranjamento do espaço. Alteração da experiência do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-algumas pessoas preocupam-se que os rápidos avanços na tecnologia de comunicações, como e-mail, a Internet e o comércio eletrônico, não farão senão aumentar essa tendência às interações indiretas.&lt;br /&gt;-qual será a natureza dessas interações e que novas complexidades estão delas surgindo?&lt;br /&gt;-a comunicação online parece dar mais espaço à má interpretação, à confusão e ao abuso do que as formas tradicionais de comunicação. (Locke).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- alguns discordam. Dizem que a comunicação eletrônica mascara todas essas marcas identificadoras e assegura que a atenção se concentre estritamente no conteúdo da mensagem.&lt;br /&gt;- freqüentemente, a interação eletrônica é vista como libertadora e potencializadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ninguém questiona que as novas formas de mídia estão revolucionando a maneira como as pessoas se comunicam, mas, mesmo em momentos em que é mais conveniente interagir indiretamente, os humanos ainda valorizam o contato direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Harvey e Molotch: compulsão de proximidade. A necessidade de os indivíduos se encontrarem em situações de co-presença ou de interação face a face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-as pessoas saem para ir a reuniões, segundo Boden e Molotch, porque situações de co-presença, por situações documentadas por Goffman, fornecem informação muito mais rica sobre como outras pessoas pensam e sentem-se e sobre sua sinceridade do que qualquer forma de comunicação eletrônica. (Talvez uma resposta para o questionamento que fizemos em sala).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicação na Interação Face a Face&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 1: A análise experimental da performance social&lt;br /&gt;Autores: M. Argyle e A. Kendon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na introdução, os autores dizem que o artigo se trata de algo que é chamado por Goffman de “interação focalizada”. Dizem que “interação focalizada” é o que as pessoas fazem quando estão na presença umas das outras, são situações de conversa. Tais situações são a principal preocupação dos autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Análise de habilidades sensórias em situações de interação. Dizem que devemos considerar todos os aspectos do comportamento das pessoas que podem afetar outras pessoas na interação, como proximidade física, postura, orientação, linguagem, discurso, movimentos do corpo e expressões faciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dizem que, no decorrer do texto, indicarão como estes diferentes aspectos do comportamento se relacionam. A parte final tratará da apresentação da auto-imagem, da quebra da performance social e da questão da formação em competências sociais específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estruturas teóricas- o modelo de habilidades sensórias e interação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma habilidade pode ser definida como uma atividade organizada, coordenada, em relação com outro objeto ou situação, que envolve uma cadeia sensorial, mecanismos motores e centrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A performance é adaptada a cada situação.&lt;br /&gt;- Citam Goffman quando ele diz que um indivíduo engajado em uma interação quer ter certeza de que seu tom de voz, gestos e palavras são apropriados para a ocasião.&lt;br /&gt;- Welford e Crossman traçaram 3 estágios do processo da performance humana.&lt;br /&gt;1) percepção;&lt;br /&gt;2) processo central de tradução (plano de ação governado pelo objetivo de cada um);&lt;br /&gt;3) performance (motor output).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percepção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estudantes do desempenho humano nos processos perceptivos, salientaram sua natureza seletiva e que os aspectos do input que são selecionados são determinados pelo objetivo do executante (Welford, 1958; Broadbent, 1958). Considerações similares, provavelmente, podem ser aplicadas na interação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem vai interagir busca informações sobre a manutenção de um desempenho adequado (Jones and Thibaut, 1958).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há muito trabalho sobre as informações selecionadas e seu uso no curso da atividade de interação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processo de tradução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- quando o input é selecionado e interpretado, é posto em uso.&lt;br /&gt;- Segundo Welford, processo de tradução é o modo como os itens percebidos são postos em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processos de Efeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Processos de efeito é a própria performance.&lt;br /&gt;-Welford notou que os processos de efeito são organizados em um número de níveis hierarquicamente dispostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrelacionando performances&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-estado estável = equilíbrio. Modelo do equilíbrio de Goffman.&lt;br /&gt;-Homans and Simon: ninguém tende a mudar o padrão.&lt;br /&gt;-cada interator tem um repertório de respostas sociais alternativas.&lt;br /&gt;-equilíbrio: balanço entre forças de aproximação e de forças de evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recursos permanentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Na interação focalizada os participantes estão disponíveis para uma inspeção visual mútua.&lt;br /&gt;- A posição no espaço e orientação parecem ser comportamentos distintivos que marcam a interação focalizada.&lt;br /&gt;- dentro de uma cultura ou subcultura, apenas certa gama de tipos de interação focalizada pode ser encontrada. Exemplo: encontro de estudantes. São 5 tipos: tutorial, seminário, conferência, consulta privada e sherry.&lt;br /&gt;- as regras do comportamento diferem em cada uma dessas ocasiões. Esta é uma dimensão de classificação.&lt;br /&gt;- a outra dimensão de classificação: a motivação dos participantes, a satisfação na interação social. Por exemplo, em uma sessão de psicoterapia, o psicoterapeuta é motivado por seu trabalho.&lt;br /&gt;- apresentação de alguns recursos estáticos. Hall tratou sistematicamente de alguns aspectos estáticos.&lt;br /&gt;- ele distinguiu 7: a)postura;&lt;br /&gt;                             b)orientação;&lt;br /&gt;                             c)distância física entre os participantes;&lt;br /&gt;                             d)presença ou não de contato físico;&lt;br /&gt;                             e)a forma do contato físico entre eles;&lt;br /&gt;                             f)se e como os participantes olham um para o outro;&lt;br /&gt;                             g) se sensações olfativas e térmicas operam no encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele apontou a forma como cada um destes componentes pode formar diferentes combinações e que os diferentes participantes podem usar as diferentes combinações. Deste modo, o sistema é altamente flexível.&lt;br /&gt;-Hall mostrou como os componentes podem ser coordenados em um sistema para definir 4 diferentes distância fixas: 1) intimidade, 2) casual-pessoal, 3) social-consultivo e 4) público.&lt;br /&gt;- Exemplo: no casual-pessoal, prevalecem a visão e a audição.&lt;br /&gt;- Esta idéia de Hall pode despertar uma série de questões. 1) o quanto invariável são essas relações por ele descritas? 2) se há variações, quais são as conseqüências?&lt;br /&gt;- o autor faz alguns estudos sobre cada um dos componentes. Começa a falar sobre a distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pioneiro neste estudo: Sommer. Ele notou que a distância física ode ser usada para sinalizar ao outro que se trata de uma interação mais íntima.&lt;br /&gt;- Mudanças de distância sinalizam mudanças na relação.&lt;br /&gt;- o interesse do autor é em saber como o desempenho de um indivíduo é afetado pelo interlocutor.&lt;br /&gt;- Diferentes aspectos de um desempenho individual são afetados diversamente, de acordo com sua posição no sistema de papéis do encontro.&lt;br /&gt;- O autor relata alguns estudos sobre o comprimento das ações dos indivíduos.&lt;br /&gt;- Kendon confirmou que os indivíduos eram característicos em seu padrão de ação a partir de uma conversa com o próximo. Ele disse que o comprimento das ações dos sujeitos é inversamente relacionado com o comprimento das ações de sues parceiros.&lt;br /&gt;- Variações no tempo das ações de uma pessoa foram consideradas como efeitos dramáticos no comprimento das ações do outro.&lt;br /&gt;- Conclui esta seção dizendo que, apesar de muito trabalho com interessantes resultados ter sido feito com este método de análise, um quadro teórico devidamente desenvolvido é ainda necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linguagem e discurso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- para diferentes tipos de encontro, diferentes estilos de linguagem são adotadas (Joos).&lt;br /&gt;- função da língua na interação social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orientação visual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-para onde uma pessoa está olhando ou para onde parece olhar é uma matéria de considerável significado social.&lt;br /&gt;-Goffman esclarece que a interação focalizada é iniciada por um período de contato visual, o que sinaliza que cada pessoa está pronta para interagir com a outra.&lt;br /&gt;- há vários estudos sobre como os olhares podem ser interpretados.&lt;br /&gt;-quando uma pessoa olha para outra quer colher informações sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento do corpo, expressão facial e padrões de olhares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Scheflen: encontros com psicoterapeutas. Análise das pessoas que entravam na sala. Mudanças na postura e nos padrões de movimentos.&lt;br /&gt;- não há ainda uma evidencia clara das funções destas mudanças de postura.&lt;br /&gt;-Kendon observou que quem falava olhava sem interrupção para seu interlocutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A motivação para a auto-apresentação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- há 2 fontes de motivação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)pessoas inseguras com sua auto-imagem precisam de uma continua confirmação de que elas são realmente o que pensam e gostaria de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) outros podem querer projetar uma auto-imagem primeiramente por questões profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Auto-imagem abarca a idade, imagem do corpo, sexo, ocupação, classe social.&lt;br /&gt;- há 3 prováveis origens: 1) influência da reação dos outros, 2) comparação entre si próprio e os outros, 3) a interpretação de papéis. O indivíduo seleciona o que vai prevalecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o comportamento de uma pessoa vai demonstrar o que ela pensa ser e como ela é tratada.&lt;br /&gt;- uma série de discussões interessantes. Entre elas, a questão: o que acontece quando uma auto-imagem é apresentada mas não é aceita pelos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumário e conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-este artigo sugeriu que o modelo de Welford e Broadbent pode ser aplicado ao comportamento de pessoas na interação social.&lt;br /&gt;- na interação, não se pode ignorar a interrelação entre as performances e a noção de equilíbrio.&lt;br /&gt;- importante distinguir recursos relativamente constantes na interação e recursos dinâmicos como postura, orientação, posição espacial. Estes recursos dinâmicos têm uma variedade de funções conforme o tipo de encontro.&lt;br /&gt;- a estrutura e função dos movimentos significantes para a interação estão apenas começando a ser entendidos.&lt;br /&gt;- não há dúvida do valor destes estudos. Quanto mais estes estudos se desenvolverem, melhor poderemos entender a natureza dos processos interpessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 14: E. T. Hall&lt;br /&gt;Pressupostos silenciosos na comunicação social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O paper trata brevemente da proxemics (o estudo dos modos pelos quais o homem ganha conhecimento do conteúdo da mente de outros homens através de avaliações de padrões de comportamento associados com graus variados de proximidade entre eles).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Proxemis pode ser traduzido como proxemia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque são muitas vezes aprendidos e ensinados fora da consciência, são muitas vezes tratados como inatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cita Walden, livro escrito por Thoreau. Diz que ele nomeou algumas das variáveis por meio das quais as pessoas inconscientemente definem distâncias.&lt;br /&gt;- Transcreve um trecho do livro.&lt;br /&gt;- Afirma haver paradoxos associados com o comportamento proxemic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns paradoxos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há mais nos padrões de comportamento baseados na distância interpessoal do que podemos ver.&lt;br /&gt;- a arquitetura&lt;br /&gt;- Gibson: o tratamento mais compreensível sobre como os homens percebem a realidade visual.&lt;br /&gt;- A maioria das pessoas tem somente a mais vaga noção das regras que governam o uso de seus imediatos e distantes receptores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estratégia de pesquisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma combinação de estratégias de pesquisa foram empregadas neste estudo (observação, entrevistas).&lt;br /&gt;- Paradoxo: o banal confrontado com o banal de outra pessoa.&lt;br /&gt;- Outro paradoxo: ao falar ou escrever sobre a reação de alguém que foi tocado ou soprado por um estranho, a descrição perde muito do efeito imediato.&lt;br /&gt;- a mais básica distinção entre grupos: contato e não-contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distância Fixa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 4 distâncias fixas: intimidade, casual-pessoal, social-consultivo e público. Cada distância fixa é caracterizada por fases de proximidade e de afastamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Para os norte-americanos, avaliações do espaço dependem principalmente da tátil-cinestesia, radiação de calor, oral-auditiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- mais comuns: social-consultivo e casual-pessoal.&lt;br /&gt;- social-consultivo: ninguém toca ou espera ser tocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O autor passa a fazer uma descrição muito minuciosa de cada uma dessas fases. Considerações sobre distancia entre os corpos, olhares, tom de voz, calor, cheiro, odor, expressões faciais, visão periférica, etc.&lt;br /&gt;Eis um breve resumo:&lt;br /&gt;- Close phase (fase de aproximação): 4 a 7 passos. Usada por pessoas que trabalham juntas. Há mais implicação de envolvimento do que a fase de afastamento (distant phase). Olhar alguém de cima desta distância é dominá-lo completamente. Exemplo: um homem falando com sua secretária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Distant phase: 7 a 12 passos. Para negócios. Mais formal que a close phase. Exemplo: mesas de autoridades são grandes o suficiente para evitar aproximação das pessoas.&lt;br /&gt;-Nesta distância, os detalhes da face são perdidos. Calor e odor não são percebidos.&lt;br /&gt;- O tom de voz é mais alto que o da fase de aproximação.&lt;br /&gt;- autoridades e superiores hierárquicos ficam um pouco acima. Olham para baixo ao falar com o outro.&lt;br /&gt;- uma das funções desta distância é prever a flexibilidade de participação, de modo que as pessoas podem ir e vir sem ter que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distância íntima&lt;br /&gt;- 2 sujeitos estão profundamente envolvidos um com o outro.&lt;br /&gt;Fase de afastamento: 6 a 8 polegadas.&lt;br /&gt;Fase de aproximação: Calor e odor são detectados. Visão dos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distância pública: fora do círculo de envolvimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fase de aproximação: 12 a 25 pés. Os participante não pode tocar ou passar objetos um para o outro.&lt;br /&gt;Fase de afastamento: 30 pés. Para figuras públicas importantes. Ex.: John Kennedy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significado e distância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- que significado as pessoas anexam a diferentes distâncias? O próprio conceito de proximidade evoca imagens diferentes do que distância. Há sentidos literais e figurativos para “ficar próximo”de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumário&lt;br /&gt;- a comunicação operando fora da consciência parece ser uma extraordinária forma persistente de comportamento cultural específico.&lt;br /&gt;- como o homem codifica a distância é uma função das combinações de receptores que ele usa.&lt;br /&gt;- a pesquisa da proxemic está na sua infância e sofre com algumas falhas óbvias. Portanto, este trabalho é um relatório, e não, uma declaração definitiva deste campo de estudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-7599845898522576151?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/7599845898522576151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/fichamento-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/7599845898522576151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/7599845898522576151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/04/fichamento-4.html' title='Fichamento 4'/><author><name>Thais Vivas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395011543416350114</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-1611071855095010089</id><published>2009-03-30T12:51:00.004-03:00</published><updated>2009-06-09T21:20:15.379-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kavoori_Arceneaux'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='midias eletronicas'/><title type='text'>KAVOORI, A.; ARCENEAUX, N. (eds.) The cell phone reader. Essays in social transformation. New York: Peter Lang, 2006</title><content type='html'>Fichamento de três artigos disponíveis no livro citado acima. Aula 03, módulo I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEVINSON, Paul The Little Big Blender. How the Cell  Phone Integrates the Digital e the Physical, everywhere . IN: KAVOORI, A.; ARCENEAUX, N. (eds.) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The cell phone reader. Essays in social transformation&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. New York: Peter Lang, 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ensaio introdutório sobre a evolução das mídias e as alternativas inseridas pela evolução do telefone celular que, articulado às rede, sem fio pode integrar espaço físico e digital.&lt;br /&gt;•  Aponta que toda tecnologia começa no cérebro humano, não só a respeito da criação – a mente serve de paradigma para a concepção das mídias digitais.&lt;br /&gt;• Little Big Blend –little ao tamanho do cérebro, big/blender por que  é através desta pequena porção de material que nós enxergamos, ouvimos, sentimos, pensamos, projetamos, recordamos, etc. Neste sentido, o autor que o homem projeta suas tecnologias de comunicação de acordo com a lógica do cérebro, integrando grande quantidade de serviços. Celular é o principal exemplo deste argumento.&lt;br /&gt;• Cita o trabalho McLuhan (1962), mostrando que as primeiras tecnologias são apenas extensões de nossos sentidos, não responsáveis por integrar diferentes processos (ex.escrita/visão)&lt;br /&gt;• Recorre ao argumento de McLuhan no livro a Galáxia de Gutenberg -  como a prensa de Gutenberg aumentou a difusão do texto escrito ( ainda não integrou mídias, apenas potencializou)&lt;br /&gt;• Retorna ao século XIX, mostrando como a fotografia e o telefone se articulam à nossa sensorialidade e nossa relação com o mundo. Contudo, mostram a singularidade de cada um destas tecnologias foto/visão, audição/telefone&lt;br /&gt;• Emergência dos composite media: a TV, surgida nos anos 50, é o principal exemplo d mídia que integra mais de dois elementos:&gt; visão, movimento, som (fotografia, cinema, radio – este no sentido de ser unilateral)&lt;br /&gt;• Surgimento do período digital: em 1980, com o computador pessoal. Trata-se a primeira mídia que funciona de maneira próxima ao cérebro humano (mas não consegue emula-lo, principal tarefa dos cientistas de IA)&lt;br /&gt;• Descreve a internet como “medium da mídia” - através dela, um usuário pode ler jornais, conversa por telefone ou messenger etc.&lt;br /&gt;• Ressalta também a importância da web, através da qual um usuário pode fazer inúmeras operações (nota: não aborda a diferença entre web e internet)&lt;br /&gt;• Chama a atenção do leitor para que, neste momento da década e 90, o ciberespaço é compreendido com um outro lugar, fora do mundo humano. Contudo, o momento agora é outro.  &lt;br /&gt;•  Cellphonic freedom – liberdade promovida pelo celular, vc pode usa-lo em qualquer lugar em qualquer ocasião.&lt;br /&gt;• contudo, seus custos ainda permanecem altos – little white lie.&lt;br /&gt;• celular vira um modo de expressão artística juvenil (indicar ultimo artigo)&lt;br /&gt;• Misturando mais que conversas.: celular envolve diálogos e conversas textuais (SMS).&lt;br /&gt;• Em seguida, os celulares passam a operar com câmeras, promovendo um fluxo inusitado de fotos e imagens. Cria possibilidades de registros e flagrantes, este é o principal revés apontado pelo autor&lt;br /&gt;• Mostra alguns problemas do celular, como o ID de chamadas. Compara com a sua adolescência, quando ele ligava para uma garota e se não a encontrasse, dizia que ligava mais tarde - sua identidade estaria preservada. Hoje, bastaria ela olhar para a bina e saber o dia e hora que Paul teria telefonado.&lt;br /&gt;• Outro problema é que os telefones celulares nos tornam disponíveis 24 hs por dia. E mostra que o caminho para o celular continuar nos servindo é acostumar a sociedade com pos momentos particulares, em que não devemos conversar.&lt;br /&gt;• - Remedial media: mostra como uma nova mídia remedia a anterior, no sentido de resolver alguns problemas (próximo da tese de Bolter e Glosem). Mostra como o celular remediou o telefone – ID resolve o problema das chamadas perdidas. Uma pessoa também não precisa estar em um lugar específico, problema típico dos telefones fixos.&lt;br /&gt;• Celular também resolve o problema do isolamento e confinamento promovido pela TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOUZA E SILVA, Adriana. Interfaces of Hybrid Spaces IN: KAVOORI, A.; ARCENEAUX, N. (eds.) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The cell phone reader. Essays in social transformation&lt;/span&gt;. New York: Peter Lang, 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Analisa como o dispositivo móvel pode ser apropriado socialmente, não apenas como um telefone, mas como computadores vestíveis. Mostra também como os novos serviços reconfiguram nossa subjetividade e sociabilidade e os espaços que nós habitamos – urbanos, digitais e imaginários.&lt;br /&gt;• Sustenta a hipótese de que o celular é a interface do meio digital com o espaço urbano, que nos faz habitar o que ela chama de espaços híbridos – ambientes físicos e digitais criados por usuários em mobilidade e conectados a serviços possibilitados pelas tecnologias móveis. (nota: o diferencial esta na rede, não apenas na plataforma).&lt;br /&gt;• Inicia citando o trabalho de Mark Weiser e seus colegas cientistas do XÉROX Park&lt;br /&gt;• O computador do século XXI – estamos entrando na terceira era na história dos computadores. 1 – Mainframe computador controlado por inúmeras pessoas. 2 – Personal computer – cada pessoa conectada ao seu desktop. 3 – computação ubíqua, computadores integrados ao nosso ambientes. (oposição realidade virtual)&lt;br /&gt;• - Problema 1– as interfaces típicas da segunda fase eram responsáveis por facilitar o contato do usuário com a máquina (periférico como mouse, etc. e a GUI, grafe Osíris Interfaces)&lt;br /&gt;• - Weiser tenta resolver este problema, mostrando que a forma do objeto, na computação ubíqua pode facilitar o seu uso, fazendo até mesmo o objeto desaparecer.&lt;br /&gt;• - Problema 2- o telefone não é uma tecnologia calma, uma vez que quando o telefone toca, o aparelho requer grande parte de nossa atenção – diferente de um computador, por exemplo. &lt;br /&gt;• - problema 3 – controle: criando computadores invisíveis, ficaria mais difícil observar o que as pessoas estão controlando e observando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mídias ambientes (computação senciente)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• Hiroshi Ishii e seu grupo de estudos (Tangible media Studies do MIT media Lab)- inspirados na tese de Weiser – transformar objetos físicos em interfaces para a interação em ambientes digitais&lt;br /&gt;• As interfaces são divididas em três categorias – 1, superfícies interativas entres ambientes físicos e virtuais. 2 . Objetos físicos que juntem bits e átomos. 3 – mídia ambiente, (ambientes sensíveis (luzes e portas automáticas, etc). Criando ambientes sensíveis, Ishii trás a computação do Desktop para o espaço físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Computadores vestíveis&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• Ishii aponta uma nova tendência para a computação ubíqua – trazer computadores para nossos corpos e peles -  computadores vestiveis, adaptar os computadores aos nossos corpos.&lt;br /&gt;• Inclui roupas e modelagens configuradas de acordo com a personalidade e identidade dos usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•  Pontos em comum com a tese de computação ubíqua – 1 , devem ser transparentes, não podem ser percebidos facilmente; 2 – trazer o espaço digital para o espaço físico permitindo que o usuário fique constantemente conectado, 3; alteram nossa percepção do espaço físico, 4 computadores são considerados ferramentas.&lt;br /&gt;• Haydes mostra diferentes significados que as ferramentas adquirem através dos séculos – séculos XIX, ferramentas (machado) para modelar o corpo; século XX,  o ser humano é transformado em ferramenta; século XXI as raízes são fixadas no sentido da palavra pos-humano, intervenções são feitas na forma de próteses.&lt;br /&gt;• As intervenções na forma de computadores vestíveis ganham forma nos anos 70 , com destaque para o trabalho de Steve Mann (1981)&lt;br /&gt;• Aponta 3 características fundamentais – a máquina é parte do corpo e não um artefato que pode ser carregado, o aparato é controlado pelo usuário, deve estar constantemente ligado&lt;br /&gt;• Mann afirma que estes computadores devem ser utilizados em diversos momentos da vida, não apenas para trabalho – função que cabe aos desktops. Computadores vestíveis correspondem ao lado lúdico da vida&lt;br /&gt;•  Adriana diz que a primeira característica pontuada por Mann exclui os serviços da tecnologias móveis da categoria dos computadores vestíveis.&lt;br /&gt;• Contribuem para criar um relacionamento do homem com a tecnologia, pois tais máquinas estão inseridas em nosso dia a dia.&lt;br /&gt;• Os primeiros computadores vestíveis eram pesados e difíceis de usar. A partir dos anos 90, os modelos foram diminuindo de tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dispositivos móveis: combinando mobilidade e comunicação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Os dispositivos móveis compartilham algumas características com a tese de computação ubíqua e computadores vestíveis (wireless)&lt;br /&gt;• Entretanto, os celulares não podem ser “transparentes” pois exigem atenção total do celular (nota: mas seria apenas um celular?)&lt;br /&gt;• SadiePlant (2002) – pesquisa do uso social dos celulares Motorolla. Conclui que o uso público dos telefones celulares pode criar uma tensão pois apenas a pessoa que recebe a chamada esta condições de responder&lt;br /&gt;• Estabelece 3 categorias para a recepção de chamadas em celulares em lugares públicos: 1 – flight, movimento imediato do usuário para tender chamada, 2 – suspesion, usuário para o que esta fazendo para a tender a chamada, sem se deslocar; 3 – persistence, usuário continua engajado na atividade enquanto atende o telefone.&lt;br /&gt;• Adriana entende que mobilidade pode se relacionar com ubíquidade, no sentido de que tais serviços podem ser acessados em qualquer lugar, a qualquer hora, por meio de tecnologias espalhadas no ambiente humano.&lt;br /&gt;• Mostra uma série de estatísticas que refletem os acessos à internet e o uso de tecnologias móveis. No Brasil, por exemplo, existem mais pessoas que usam o celular do que acessam a internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Coloca como principal diferença entre computação ubíqua, computadores vestíveis e tecnologias móveis a facilidade de comunicação entre as pessoas, (nota inerente ao telefone e SMS)&lt;br /&gt;• Finaliza propondo uma divisão para o significado de transparência, em relação aos telefones&lt;br /&gt;– Baseada na tese de Weiser, que o dispositivo não requer nossa atenção e está integrado ao ambiente&lt;br /&gt;– Outra com foco na funcionalidade. A operação resume-se a um dialogo entre 2 pessoas, com pouca atenção no dispositivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vestibilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Adriana propõe que os telefones celulares podem se tornar ‘vestíveis’ quando estiverem integrados aos dispositivos usados para este fim.&lt;br /&gt;• Aborda o projeto da IBM/pervasive computing (1998):Explora caminhos para a tecnologia tornar-se vestível e ubíqua, Proposta de chips infiltrados em todos os objetos,Tecnologias que oferecem um serviço com base no paradigma de Weiser&lt;br /&gt;• Encerra argumentando que os celulares são os dispositivos móveis mais populares diante de PDAs e Notebooks por causa de sua portabilidade e preço. Mostra o exemplo do Japão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imersão&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aponta o problema celulares são considerados midias não sociáveis - isolamento&lt;br /&gt;• Pessoas em transportes públicos preferem falar com outras que não estejam fisicamente presentes (Rheingold, 2002)&lt;br /&gt;• Hayles (2002)- pessoas são parte de um contexto (perímetro espacial) mas ao mesmo tempo é parte de um contexto mais distante, de quem recebe o contato (nota: território informacional?)&lt;br /&gt;• Cita o exemplo do Walkman (contexto do ambiente e do eu )-diferença com o celular: interação inesperada e entre pares&lt;br /&gt;• Discussão central: a imersão nos celulares depende da tela? Como se dá a imersão?&lt;br /&gt;• H: a imersão é cinestésica, não depende apenas da visão, mas tato, cheiro, etc.&lt;br /&gt;• No caso das tecnologias móveis, a imersão depende da reinvenção do ambiente urbano (walkman, games, et cetera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Presence&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Aponta o problema celulares são considerados midias não sociáveis - isolamento&lt;br /&gt;• Pessoas em transportes públicos preferem falar com outras que não estejam fisicamente presentes (Rheingold, 2002)&lt;br /&gt;• Hayles (2002)- pessoas são parte de um contexto (perímetro espacial) mas ao mesmo tempo é parte de um contexto mais distante, de quem recebe o contato (nota: território informacional?)&lt;br /&gt;• Cita o exemplo do Walkman (contexto do ambiente e do eu )-diferença com o celular: interação inesperada e entre pares&lt;br /&gt;• Discussão central: a imersão nos celulares depende da tela? Como se dá a imersão?&lt;br /&gt;• H: a imersão é cinestésica, não depende apenas da visão, mas tato, cheiro, etc.&lt;br /&gt;• No caso das tecnologias móveis, a imersão depende da reinvenção do ambiente urbano (walkman, games, et cetera).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sociabilidade: criando ambientes multi-usuários&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• Adriana coloca que celulares são objetos pessoais, mas de uso compartilhado. Desprende-se da condição de vestível para extensão do corpo (Nota:McLuhan)&lt;br /&gt;• Mostra as formas de chamar o celular em diversas linguas: le portable (francês), Handy (alemão), le movil (espanhol), dentre outras – todas com referência à portabilidade e mobilidade.&lt;br /&gt;• Celular pode ser considerado uma extensão do nosso corpo, representa o momento em que  a tecnologia não é mera ferramenta, mas parte de nosso corpo e nossa identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mobilidade e imaginação: contextos envolvidos&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• Adriana mostra que mobilidade e imaginação sempre caminharam juntos, deste ações com bicicletas e radios, na década de 40 até desenhos como Dick Trace.&lt;br /&gt;• Os celulares transformam a c irculação no espaço urbano, que migra de um território físico para um espaço híbrido (nota: território informacional?)&lt;br /&gt;• Os telefones celulares podem ser utilizados em diversos contextos – pergunta, onde você está?&lt;br /&gt;• Celulares reorganizam nossa percepção, pois ao contrario dos telefones fixos eles não estão relacionados ao lugar, mas ao usuário.&lt;br /&gt;• Recontextualiza a conversação, que não ocorre no espaço fisico nem no ambiente virtual, mas em um espaço híbrido (território informacional?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mobilide e espaço: público, privado e (non) sourveillance&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• O telefone fixo implicava em um ponto doméstico de linha (monitoração, vigilância)&lt;br /&gt;• Celular mudou nossa percepção de público e privado. Introduziu alguns quetionamentos acerca da privatização de locais públicos e publicação de lugares privados&lt;br /&gt;• Dentre eles, coloca que invenções como o telégrafo quebram os efeitos da comunicação face a face (nota: questão da emulação)&lt;br /&gt;• Japoneses e americanos vão até locais publicos para acessar a internet em determinadas ocasiões&lt;br /&gt;• Adriana coloca que a internet esta cada vez mais conectada ao lugar (midias locativas) - a ideia de “entrar na web” irá desaparecer.&lt;br /&gt;• O ciberespaço não é mais um mundo a parte. Redes wi-fi – download do ciberespaço para o mundo real, metáfora da internet pingando nas coisas (Lemos).&lt;br /&gt;• Cria-se um espaço hibrido (território informacional) com a convergência de redes wi-fi, espaço urbano e dispositivos moveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Desenvolvimento de interfaces móveis: emergência de redes sociais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Mundo real usado como interface&lt;br /&gt;• Telefones móveis não são apenas usados para fazer chamadas – outras finalidades, como entretenimento (nota: aliás isso acontece com diversos outros meios de comunicação, como o próprio computador e internet.&lt;br /&gt;• Localização: atividades como “ache um amigo”, transito na cidades, mapemaento, games, etc.&lt;br /&gt;• Produção e circulação de fotos e vídeos com câmeras integradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Apresentou uma base para discussão iniciada com a tese da computação ubíqua (Weiser) e computadores vestíveis&lt;br /&gt;• Constroi uma base para futuras explorações em pequisas acerca da convergência entre internet e plataformas móveis &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GORDON, Janey. The Cell phone: an artifact of popular culture and a tool of public sphere IN: KAVOORI, A.; ARCENEAUX, N. (eds.) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The cell phone reader. Enssays in social transformation&lt;/span&gt;. New York: Peter Lang, 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Analise o uso corrente do celular&lt;br /&gt;• Sustenta que o celular não é mais objeto da nossa cultura popular, mas também uma ferramenta da esfera pública. A performance do usuário não tem apenas efeitos em suas escolhas pessoais, mas também em eventos nacionais e internacionais&lt;br /&gt;• Estudo de dois casos: eleições presidenciais nas Filipinas e atentados ao World Trade Center, ambos em 2001&lt;br /&gt;• Celular tem funções específicas na cultura que não existia nos tempos da telefonia fixa.&lt;br /&gt;• Mudanças nas areas da sociologia, linguistica e política&lt;br /&gt;• 2004 (previsão) – celular ultrapassa telefonia fixa - 1,5 e 1, 2 bilhão&lt;br /&gt;• Celular cristaliza a convergência de tecnologias de comunicação&lt;br /&gt;• Interesse industrial na criação de conteúdo (gatewatching)&lt;br /&gt;• Industria cultural: usuários do celula podem baixar músicas, vídeos, fazer compras, comprar passagens et cetera.&lt;br /&gt;•  Apesar dos custos mais elevados das ligações, o público jovem cria alternativas para se comunicar – uso cultural&lt;br /&gt;• Utilidade pública – serviço de localização articulado à E911&lt;br /&gt;• Na Inglaterra, os celulares são utilizados como evidencias criminais (localização)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Um artefato da cultura popular&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• Celulares são personalizáveis&lt;br /&gt;• Subcultura dos “emoctions” – símbolos, códigos ou combinações gráficas utilizados para a representar gestos, expressões faciais e determinados objetos&lt;br /&gt;• Esfera pública (Habermas): locais do século XVIII em que as pessoas se reunião para trocar informações sem a presença de autoridades – cafés de Londres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O caso das Filipinas&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;• Em 1998, presidente Estrada chegou ao poder.&lt;br /&gt;• Em 2000, muito dos escândalos envolvendo Estrada tornaram-se públicos&lt;br /&gt;• A população teve acesso a alguns dados importantes que foram disseminadas por SMS através dos celulares (nota: houve até mesmo a criação de um ring tone)&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 de setembro - WTC&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Comenta riscos do celular interferir no radar e na comunicação entre piloto e torre de comando&lt;br /&gt;• Passageiros e tripulantes de dois dos quatro voos seqüestrados em 11/09/2001 utilizaram celulares durante o vôo para avisar torre de comando e familiares.&lt;br /&gt;• Celular também foi decisivo na articulação entre os terroristas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-1611071855095010089?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/1611071855095010089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/kavoori-arceneaux-n-eds-cell-phone.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/1611071855095010089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/1611071855095010089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/kavoori-arceneaux-n-eds-cell-phone.html' title='KAVOORI, A.; ARCENEAUX, N. (eds.) The cell phone reader. Essays in social transformation. New York: Peter Lang, 2006'/><author><name>Luiz Adolfo de Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01348346707326074990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-5589610726271987043</id><published>2009-03-28T21:08:00.004-03:00</published><updated>2009-04-15T10:59:32.527-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sobre'/><title type='text'>Resumos das pesquisas da turma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este espaço é destinado ao compartilhamento dos resumos das pesquisas ou das intenções de pesquisas dos membros das turma 2009.1. O objetivo é propiciar que todos possam opinar sobre os temas tratados na disciplina e fazer relações e sugestões aos trabalhos dos colegas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-5589610726271987043?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/5589610726271987043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/resumos-das-pesquisas-da-turma.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/5589610726271987043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/5589610726271987043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/resumos-das-pesquisas-da-turma.html' title='Resumos das pesquisas da turma'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-1911182514270765858</id><published>2009-03-22T12:30:00.007-03:00</published><updated>2009-04-15T10:56:19.578-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MEYROWITZ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='midias eletronicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento social'/><title type='text'>Contexto contemporâneo: Mídias Eletrônicas e Comportamento Social</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;No sense of place&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;The impact of eletronic Media on Social behavior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;(MEYROWITZ)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Data de apresentação: 20/03/09&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;A história história muda de acordo a audiência (entonação, seleção de fatos, expressões, gestos, destaques e omissões);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Goffman: a vida é multi-encenação com papéis diferentes em arenas sociais diferentes, dependendo da natureza da situação, do seu papel e da audiência;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;McLuhan: as mídias são extensões dos sentidos. Sua introdução na cultura troca o “balanço sensorial” e a consciência das pessoas;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fraquezas e Fortalezas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Goffman: estuda apenas as interações face-a-face;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;McLuhan: foca nos efeitos da mídia;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Diferentes tipos de interação: vida real X mídia&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Interação f-f: é mais raro a combinação  de audiências – isoladas; ao contrária das mediadas;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O autor considera que os efeitos da mídia rearranja as encenações sociais de cada papel, mudando o senso de comportamento apropriado.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sua teoria sugere que a reestruturação da arena e da performance social é atribuída à tendência atual, incluído conceitos de infância, vida adulta, masculinidade, feminilidade, de heróis-políticos a cidadãos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mídias alteram a relação geográfica e situação social&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Comportamentos de backstage x onstage – pode haver migração com a nova ordem social formada por uma configuração mista;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A autor tenta estudar esta nova situação social incluindo configurações físicas e informacionais;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mídia e Comportamento&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(estudos sobre o tema)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Tendência por add variáveis entre o estímulo e o comportamento de resposta&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Diferentes padrões de info por diferentes meios&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Cultivo (mitologia)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Agenda Setting (o que é pautado)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Uso e Gratificações  (uso seletivo)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Autor: Muito foco no conteúdo e pouco no efeito da própria mídia, que tb transforma os ambientes sociais. A teoria do meio e situacionismo oferecem parcialmente os efeitos da mídia sobre o comportamento social;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mídia como ambiente cultural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Mída baseada em tempo e baseada em espaço&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sociedade oral – fechada, interdependente; Escrita e imprensa – distancia do som, toque e resposta direta; Mídia eletrônica – muda noções de autoridade, nacionalismo e pensamento linear, “repetível”, ;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A adição de um fator a um antigo ambiente gera um novo. A mídia nova não destroe a anterior;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Efeitos são melhores aceitos qd partem de causas físicas e materiais. Mudanças informacionais são vistas como abstratas e místicas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Crítica a McLuhan por não apresentar clareza, linearidade e evidências em seus argumentos sobre a impacto do meio (perspectiva x teoria).&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Situações e Comportamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Para cada situação há regras e papéis&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Necessidade de conhecimento das situações, cujo aprendizado ajuda na adaptação à vida social. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A conceitualização de comportamento apropriado e inapropriado é feito com adição de tags como primeira data, aniversário, etc.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Categorias de comportamentos: sempre, nunca e algumas vezes acontecem.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Situações podem ser criadas e alteradas, principalmente por autoridades.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Incertezas e ambiguidades na definição da situação são indesejáveis.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estudos sobre o tema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Comportamento das pessoas diante de novas situações – experimento psicológico.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Episódios, configurações e contexto. Medias de personalidades pouco predizem o comportamento e sim os fatores da situação.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Habilidades e Competências são situacionalmente definidas. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Situações afetam vocabulário e outras variáveis linguísticas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Controle de compulsões por monitoramento das pistas que estimulam o comportamento.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Pq e como mudam as situações?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sem estudos para se saber como os comportamentos mudam com a mudança das situações&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;A percepção do nosso eu se dá a partir da relação com outras pessoas - comparação&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A verdade social é um conceito baseado em situação. Pode haver contradição a depender do papel assumido (honestidade, etc)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ao passo que atuamos em um papel ele passa a ser verdade para a audiência e para nós mesmos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Liberdade: possibilidade de rejeitar e escolher papéis.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Situacionismo é apenas uma parte da complexidade da vida social&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Uma lacuna teórica&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os modelos falam sobre ordem social mas não fazem sobreposições.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não consideram baixos níveis de alterações no sistema (variações do conteúdo dentro do meio, variações do comportamento numa situação).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Focam nos efeitos globais do ambiente&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Padrões de acesso como tema comum: a formação do conhecimento depende de quem os acessam X meios trocam os padrões de acesso&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Meio: pouco a fazer com as interações face-a-face; &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Situação: não tratam da existência do meio.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lugar social e Lugar Físico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Mídias mudam a relação com o lugares – dissociam o física do social (ou estende o social??)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Comunicação = viagem: situação a situação, status a status, lugar a lugar; Movimento físico e social (telégrafo).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mídia altera situações e identidades sociais por alterar a características do local&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Segurança e nível de comunicação &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Comunicação via mídias virtualmente se assemelham mais com interações face a face.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amigos de mídia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Interação para-social – intimidade com milhões&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Pessoas públicas são julgados por talento e personalidade&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Estranho – íntimo, mascara a comunicação direta – indireta, &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Comunicação mediada simula mas está longe de ser determinante de interações pessoais.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contexto da mensagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Contexto da Mensagem é baseada no contexto.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Transferem informações do ambiente do emissor&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sentimento de familiaridade com ambiente vistos como se já tivessem sido visitados&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mídia Eletrônica: Lidam com o lugar como um meio estranho, violam limites, trocam significados sociais, misturam configurações de comportamento.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Situação TempoXEspaço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Livros: anti sociais por isolar o leitor; EM: combinação de situações &lt;/li&gt;&lt;li&gt;TV: troca o sendo de lugar de forma inconsciente&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Acessibilidade: lugares privados → público&lt;/li&gt;&lt;li&gt;EM: trocam aspectos de identidade do grupo, socialização e hierarquia.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-1911182514270765858?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/1911182514270765858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/contexto-contemporaneo-midias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/1911182514270765858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/1911182514270765858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/contexto-contemporaneo-midias.html' title='Contexto contemporâneo: Mídias Eletrônicas e Comportamento Social'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-3538002179506429857</id><published>2009-03-15T20:22:00.005-03:00</published><updated>2009-04-15T09:00:12.829-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cibercultura contexto contemporâneo'/><title type='text'>Cibercultura - contexto contemporâneo</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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&lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 	mso-para-margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-language:EN-US;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"   lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CYBERSPACE – FIRST STEPS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"   lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;MICHAEL BENEDIKT, Cambridge, 1992&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Este texto tem o propósito de analisar o surgimento do ciberespaço a partir da sua relação com a informação, conhecimento e evolução humana através dos mitos e símbolos que são criados para a representação do indivíduo, da sociedade e de suas relações com os mundos físico e natural. Analisa quais caminhos foram percorridos ao longo da história do homem que possibilitaram a existência do ciberespaço. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Argumentos centrais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O texto “Ciberespaço - primeiros passos” trata de uma análise, primeiro geral, que o autor faz sobre o que seria o ciberespaço colocando em evidencia os conceitos de senso comum estabelecido na época em que foi escrito, 1992. É evidente que estes conceitos reportam a uma época em que o ciberespaço crescia enquanto nova possibilidade de comunicação, utópica naquela época. Na sua ambiência as culturas se encontram, onde a igualdade de possibilidades tem potencial para se manifestar. O ciberespaço era visto como um ambiente onde os egos humanos desapareceriam. É um lugar de todos e de ninguém. Um universo paralelo criado e sustentado por computadores e linhas de comunicação. Era o momento chegado da redenção, da democracia, a tão sonhada esfera da pura informação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Logo depois ele contesta seu próprio discurso, dizendo que o ciberespaço descrito não existe. Faz uma comparação ao mito de shangri-la, embora acredite que não é uma comparação tão fácil, já que de fato o ciberespaço existe e existe ali uma memória coletiva sendo construída além do mundo físico. Para fundamentar a sua contextualização faz referencia a Karl Popper*&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e sua teoria da constituição do mundo em três partes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Benedikt, baseado em Pooper, diz que o mundo é inteiro, entretanto dentre dele se dividem três mundos. O mundo 1que é o mundo da matéria, das coisas naturais e suas propriedades físicas. O mundo 2 se identifica com a subjetividade de percepção do mundo, ou seja, o mundo 1 como é percebido, visto e sentido. São as intenções, cálculos, pensamentos, memórias e mentes individuais. O mundo 3 é o mundo da objetividade e da abstração, ao mesmo tempo, da realidade, estrutura pública, da mente coletiva, da interação humana, ou seja, é o resultado da relação entre o mundo 1 e mundo 2. Para Popper seus padrões são puramente informacionais. É o mundo das leis, da linguagem, da beleza, da matemática, da religião, filosofia, instituições de todos os tipos, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O ciberespaço entra no mundo 3, onde cabe a abstração, a conexão mundial e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;segundo Benedikt, a partir da análise de Popper, o ultimo estágio do mundo 3. Essa idéia, entretanto, não é absoluta no texto, pois sugere também que o ciberespaço pode trazer de volta os elementos que compõe os mundos 1 e 2.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;                  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Para explicar tal fato, o autor divide a sua argumentação em quatro temas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O primeiro e segundo aborda a questão dos mitos, mesmos os mais antigos, e suas influencias sobre o cotidiano das pessoas até hoje. Diz que os produtos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;midiáticos estão repletos de mitos e os mais jovens são mais suscetíveis a eles, pois são mais maleáveis, daí inclusive seu maior interesse pelo ciberespaço. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Mas para explicar o ciberespaço o autor propõe a análise começar pela estudo do espaço físico. E aqui entra o tema 3 onde ele aborda a análise simbólica do mundo três e sua ligação com o ciberespaço a partir das questões sobre arquitetura e da desmaterialização dos meios. Benedikt acredita que estamos num estágio de passagem, onde ainda impera a cultura da prensa, mas vive-se a potencialidade da imaterialização do mundo através do ciberespaço. A “sustentação” do mundo como conhecemos hoje passa pelas tecnologias da informação e da comunicação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Faz uma narrativa da formação do mundo e como os objetos físico tinham grande valor simbólico para a sociedade, mas conforme as sociedades iam se tornando mais complexas, mais sofisticados e imateriais se tornavam os símbolos de representação social. Nesse sentido evolutivo as portas do ciberespaço foram abertas e a arquitetura das mentes, passam novamente por transformação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;No quarto tema ele trata da história da matemática e como o ciberespaço reviveu essas técnicas de análise, a partir das teorias matemáticas, principalmente a matemática espacial. Para finalizar ele diz que existem muitas outras coisas ligadas ao ciberespaço que não puderam ser analisadas, mas que não se esgotam nesta abordagem. Certamente o ciberespaço veio a trazer profundas modificações nas relações humanas e nas relações dos humanos com os objetos, ou tecnologias, nesta era pós industrial.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Crítica &lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O texto de Benedikt por ter sido escrito em 1992, traz idéias iniciais sobre o ciberespaço, época em que havia muita esperança de que fosse um ambiente redentor da sociedade, resolvendo muitos dos problemas que prevaleciam na época. O ciberespaço carregou, a princípio, a esperança da concretização das democracias, a oportunidade de coletividade mundial, um local de encontro de culturas. Certamente algumas das hipóteses do autor, que ele a princípio estrutura como utopia, estão se concretizando, como por exemplo a possibilidade da interação cultural, circulação da informação, as relações “virtuais”. Não como se imagina, mas como se pode ser, pelo menos por enquanto. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"   lang="EN-US"&gt;Questiono o autor, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;entretanto, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;quanto a defesa que faz do ciberespaço como o último estágio da evolução do mundo 3, “…And, cyberspace, we migth now see, is nothing more, or less, than the latest stage in the evolution of world 3, with the ballast of materiality cast way - cast way again, and perhaps finally”(pag 31). &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Primeiro por ser um ambiente novo, na época, muito propenso a mudanças e/ou transformações; segundo, ele não levou em consideração a imprevisibilidade da história humana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_da_ci%C3%AAncia" title="Filosofia da ciência"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;filósofo da ciência&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81ustria" title="Áustria"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;austríaco&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Naturalizado" title="Naturalizado"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;naturalizado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido" title="Reino Unido"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;britânico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;, já falecido. É considerado um filósofo influente do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XX" title="Século XX"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;século XX&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;. Foi também um filósofo social e político. Um grande defensor da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Democracia_liberal&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" title="Democracia liberal (página não existe)"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;democracia liberal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; e um oponente implacável do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Totalitarismo" title="Totalitarismo"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;totalitarismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;AN ARCHAEOLOGY OF CYBERSPACES – Virtuality, community, identity&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Shawn P. Wilbur, 1997.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O artigo de Wilbur tem como objetivo fazer uma análise da construção do ciberespaço se preocupando com as características das relações sociais que se estabelecem, como o caso das comunidades virtuais. Para isso ele descreve o que é comunidade, o que é virtual e o que a combinação desses dois elementos representam para o ciberespaço, a cibercultura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Argumentos centrais &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O argumento principal de seu texto é sobre a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cultura da internet, comunidades virtuais e identidades que se formam a partir dessa relação. Segundo o autor o ponto de referencia para falar de comunidades virtuais é Howard Rheingold* que trata principalmente do pioneirismo dessas comunidades e das fronteiras eletrônicas. Wilbur, segundo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Rheingold , afirma que comunidades virtuais são agregações sociais que surgem a partir da internet quando há um número suficiente de pessoas que desenvolvem interesse por determinado assunto, debates públicos, por um determinado tempo. Mas para&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Rheingold a verdadeira comunidade está em ter a capacidade de deslocar a comunicação mediada por computador para a interação face-a-face ou por aquelas pessoas ou grupos que compartilham algum tipo de interesse na vida real. Além disso, acredita também que a melhor comunidade virtual se origina da verdadeira comunidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A partir de sentimento próprio, Wilbur descreve comunidade como a relação de comunhão entre pessoas e objetos. O importante é a realização em comum de qualidades, propriedades, identidades e idéias, no meio eletrônico ou não. Pode ser também sinônimo de localização embora essa aproximação não demonstre nada em comum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Há também um outro elemento que compõe o ciberespaço e está nas preocupações do autor. O virtual. Este elemento tem forte presença no ciberespaço e passa cada vez mais para o real.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O grande mérito do virtual, informa Wilbur, é sua capacidade de produzir efeitos ou para ser o próprio efeito, mesmo com a ausência do real. Pode-se entender como o reino das aparências. Paul Virilio**, segundo Wilbur, sugere que as tecnologias do virtual são destinadas não só para simular o real, mas também para subtituí-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Com o argumento da identidade individual no ciberespaço, o autor acredita que a internet envolva o usuário de tal maneira que ele pode exercitar/simular os cinco sentidos através do computador e também criar outras identidades que não aquelas que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;apresentamos na sociedade, dessa forma sair de sua limitação física, embora sem nunca poder deixar de ser ela mesma, mas com diversas personalidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Então o que seria comunidade virtual? É tudo que se vive através do ciberespaço, que pode ou não refletir fora dele e vice-versa; é também comunidade virtual tudo o que se experimenta e vive no dia-a-dia e que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;se reflete a partir dos usos das tecnologias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Crítica &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O texto é sem dúvida favorável a existência e crescimento das comunidades virtuais no ciberespaço a partir das novas relações que se estabeleceram com as tecnologias. Concordo com o autor sobre seu conceito de comunidade virtual, sobre o virtual e sobre a possibilidade de se criar identidades a partir do ciberespaço e do virtual. De alguma forma achei que se deteve muito na justificativa territorial de comunidades para explicar o próprio conceito, embora tenha pincelado a questão de que, se existe comunidade é em função do interesse das relações humanas e que a internet potencializou uma nova forma de relação e possibilidade identitária. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Achei fraco o argumento usado, através de dois exemplos sobre formação e fim de comunidade virtual para explicar como se agrega uma comunidade virtual. Talvez pelo momento de sua pesquisa, mas hoje percebe-se que as comunidades se formam em torno de interesses comuns e não tem prazo para acabar, geralmente quando o elemento de liga se desfaz, a comunidade se desfaz. A proximidade física, nesse ponto também concordo com o autor, forma agrupamentos que nem sempre se pode chamar de comunidade. Ela realmente existe quando trabalham por algo em comum no virtual ou no real.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Escritor e crítico. Sua especialidade é na área de cultura, sociedade e implicações políticas da comunicação moderna de internet, telefone móvel e comunidades virtuais.&lt;br /&gt;**Urbanista e teórico cultural nascido na França, estuda e trabalha com tecnologias e desenvolvimento humano.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;"  lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;CYBERSPACE AND THE GLOBALIZATION OF CULTURE&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;JON STRATTON, 1996 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:78%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Este artigo trata da relação entre a globalização e a cibercultura. Como a globalização viabilizou a expansão do ciberespaço, através de sua infraestrutura voltada para o comercio, que por sua vez potencializou os recursos para o fortalecimento das relações globais. Aborda também os problemas da hipervalorização das sociedades em que as superestradas da informação são mais desenvolvidas, em detrimento das mais atrasadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O autor busca também fazer uma ligação entre as características da globalização do mundo moderno e como a internet e o ciberespaço contribuem para a modificação de um sistema que depende de certas leis de mercado e condições específicas, como o capitalismo para continuar a existir. Ao mesmo tempo que o ciberespaço viabiliza relações capitalistas, também coloca em xeque este sistema a medida que abre suas fronteira a informação, a democracia e ao conhecimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Argumentos centrais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Na questão da globalização o autor defende o computador como elemento transformador das comunicações e da viabilização do ciberespaço, assim como o telégrafo influenciou a comunicação a partir da eliminação da necessidade de transporte terrestre para que a comunicação entre as comunidades acontecesse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Outro ponto é sobre a sofisticação dos símbolos e representações humanas que agora se movem independente do espaço geográfico e do tempo através do ciberespaço. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Stratton afirma ainda que o ciberespaço mais se desenvolveu onde o capitalismo também mais se desenvolveu, pois as tecnologias da comunicação não podem ser vistas fora do contexto do capitalismo, já que a internet começou a partir das redes de telecomunicações que são uma premissa para o funcionamento do sistema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Segundo o autor, a abertura do ciberespaço promoveu um movimento acelerado de desterritorialização e a globalização da cultura deixou de ser apenas as relações econômicas entre as nações para se estender aos interesses diversos das comunidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Um outro ponto descrito por Stratton é que a liberdade de acesso a informação oferecido pela internet está diretamente ligada a governos democráticos ou autoritário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Stratton baseou seu artigo em diversas referencias de outros autores como Carl Marx, James Carey (pesquisador e professor de jornalismo), Al Gore, Habermas, entre outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crítica &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Não tenho crítica a fazer sobre o texto de Stratton, pois concordo com os argumentos dele para localizar o ciberespaço na cultura globalizada. De fato, o ciberespaço trouxe a globalização para um outro patamar e que pode colocar em xeque as estruturas desse sistema de relações inter-culturas que antes se restringiam aos interesses econômicos e agora se entrelaçam na língua, costumes, relações pessoais, interesses de grupos minoritários que agora tem a oportunidade de se encontrarem e se verem representados no ciberespaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;CYBERSPACE AND THE WORLD WE LIVE IN&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;KEVIN ROBINS, 1996 &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Este artigo tem o propósito de relacionar o ciberespaço com os produtos simbólicos das relações humanas da pós-modernidade principalmente no que diz respeito a identidades individuais e coletivas, a idéia de realidade virtual como elemento transformador dos elementos internos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e externos aos sujeitos e a importância das comunidades virtuais para a reconstrução do conceito de esfera pública. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Argumentos centrais  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Segundo o autor muitos pensam que o ciberespaço é uma visão utópica da pós-modernidade em torno de um conceito, mas o que se tem de certo é que o ciberespaço é um lugar de todos e um lugar de ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Um outro argumento utilizado pelo autor para desenvolver seu texto é que o ciberespaço dá liberdade para se fazer o que se deseja em contraponto as limitações do mundo real. Um exemplo é a realidade virtual que permite a construção do mundo que se quer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Com a realidade virtual o mundo interno e externo se confunde, perde fronteiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Robins utiliza muitas idéias de Rheingold* e uma delas é de que as ferramentas dispostas a partir do ciberespaço são uma oportunidade para a recontrução da convivência e sociabilidades perdidas, e principalmente da retomada do conceito de esfera pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Um outro argumento é sobre as comunidades virtuais que são para ele agregações sociais em comum que emergem a partir da internet, quando existe interesses em comum mesmo que as pessoas não estejam partilhando o mesmo espaço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A comunidade, afirma ele, é uma rede cujo foco é um grande projeto de revitalização social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O ciberespaço e a identidade é uma das abordagens no texto que fala da oportunidade de se criar uma realidade artificial e de se poder compor a própria aparência. Pela subjetividade do ambiente os limites do eu são definidos menos pela aparência e mais pela integração de circuitos. Frisa que as identidades se são facilmente formadas, são facilmente descartadas como num jogo. São banalizadas. Mas podem ser exploradas em toda a sua complexidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Mas o argumento de Rheingold, descrito por Robins é de que essas identidades no ciberespaço tem raízes mais profundas na natureza humana que surgem quando tem que jogar ou viver outro tipo de história. É uma idéia semelhante a de Benedikt quando diz que o ciberespaço é composto de imaterialidade e maleabilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O autor critica também aos pessimistas que dizem ter o ciberespaço e a realidade virtual tirado a imaginação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=";font-family:Symbol;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Uma argumentação do autor é que sugere trazer a cultura do virtual para o real já que este mundo supostamente virtual tem tomado cada vez mais o espaço físico interferindo no cotidiano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Crítica&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A crítica que tenho sobre as idéias do autor é sobre seu otimismo sobre comunidades virtuais como projeto de revitalização social. Será que para revitalizar o interesse das pessoas em comunidades basta estar no ciberespaço?E o cultivo da cidadania e educação para o sentimento de pertencimento à uma comunidade que entre outras coisas promove a liga social? O que se tem em conta é que as relações sociais das comunidades virtuais, salvo as exceções, não tem profundidade e são extremamente fluídas. Outro ponto de questionamento é relativo a sua definição de mundo externo e interno e que a realidade virtual confunde as fronteiras entre esses dois mundos. Como se dá esse processo? Nas pessoas existe essa definição clara do que seja interno ou externo no qual a realidade virtual possa confundir?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;*Escritor e crítico. Sua especialidade é na área de cultura, sociedade e implicações políticas da comunicação moderna de internet, telefone móvel e comunidades virtuais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"   lang="EN-US"&gt;fONTE:BELL, Keneddy. The Cybercultures Readers. London. Routledge, 2002. (capítulos 1, 2,4 e 47)&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-3538002179506429857?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/3538002179506429857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/cibercultura-contexto-contemporaneo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/3538002179506429857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/3538002179506429857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/cibercultura-contexto-contemporaneo.html' title='Cibercultura - contexto contemporâneo'/><author><name>Luciana Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05042054707722790430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-2587210968438301220</id><published>2009-03-08T23:51:00.010-03:00</published><updated>2009-05-21T11:13:17.687-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronograma'/><title type='text'>Cronograma de Seminários e Apresentadores</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Módulo 1: Contexto contemporâneo (cibercultura)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;13/03 - Luciana&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;20/03 - Mônica&lt;/li&gt;&lt;li&gt;27/03 - Adolfo [1]&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;03/04 - Thaís&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Módulo 2: Referencial teórico-metodológico (Interacionismo simbólico)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;17/04 - Thiago [1]&lt;/li&gt;&lt;li&gt;24/04 - Renata&lt;/li&gt;&lt;li&gt;08/05 - Renata [2]&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Módulo 3: Referencial teórico-metodológico (Teoria dramatúrgica)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;15/05 - Leonardo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;22/05 - Ruan&lt;/li&gt;&lt;li&gt;29/05 - Thiago [2]&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Módulo 4: Referencial teórico-metodológico (Teoria das representações sociais )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;05/06 - (Compós)&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;12/06 - Vítor&lt;/li&gt;&lt;li&gt;19/06 - Louise&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Módulo 5: Dinâmicas sociais contemporâneas (internet / ambientes virtuais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;26/06 - Fabrício&lt;/li&gt;&lt;li&gt;03/07 - Adolfo [2]&lt;/li&gt;&lt;li&gt;10/07 - a definir&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-2587210968438301220?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/2587210968438301220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/cronograma-de-seminarios-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2587210968438301220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2587210968438301220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/cronograma-de-seminarios-e.html' title='Cronograma de Seminários e Apresentadores'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-2647539692762364515</id><published>2009-03-08T23:49:00.000-03:00</published><updated>2009-03-08T23:50:00.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bibliografia'/><title type='text'>Módulo 5: bibliografia</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }   A:link { color: #0000ff }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;26/06 - Dinâmicas sociais contemporâneas (internet / ambientes virtuais)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;Bibliografia &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;inicial:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;URKITT, I. Social Selves: theories of the social formation of personal&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;ity. London: Sage Publications, 1995. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify" lang="en-US"&gt; HOOK, K.; BENYON, D.; MUNRO, A. Designing information spaces: the social navigation approach. London: Springer-Verlag, 2003.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;BOYD, D. Faceted id/entity: managing representation in a digital world. &lt;/span&gt;Online: disponível em &lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;a href="http://smg.media.mit.edu/people/danah/thesis/"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;http://smg.media.mit.edu/people/danah/thesis/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify" lang="en-US"&gt; KRAUT, R.; BRYNIN, M.; KIESLER, S. Computers, phones and the internet. Domesticating information technology. Oxford University Press, 2006.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; PEREIRA, V. Na Lan house, “porque jogar sozinho não tem graça”: estudo das redes sociais juvenis on- e offline. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em Antroplogia Social, UFRJ, 2008.   &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;WOOLGAR, S&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;. Virtual Society?&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;Technology, Cyberbole, Reality. New York: Oxford University Press, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="en-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;03/07 - Dinâmicas sociais contemporâneas (dispositivos móveis)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Bibliografia inicial:&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; CASTELLS, M.; FERNANDEZ-ARDEVOL, Mireia; QIU, Jack Linchuan; SEY, Araba. &lt;span lang="en-US"&gt;Mobile communication and society: a global perspective. Cambridge: The MIT Press, 2007. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-top: 0.42cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;GLOTZ, P.&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;; BERTSCHI, S.; LOCKE, C. Thumb culture: the meaning of mobile phones for society. Bielefeld: Transcript Verlag, 2005. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify" lang="en-US"&gt; HUTCHBY, I. Conversation and technology: from the telephone to the internet. Cambridge: Polity Press, 2001.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; ITO, M.; OKABE, D.; MATSUDA, M. (eds.). &lt;span lang="en-US"&gt;Personal, portable, pedestrian. Mobile phonesin japanese life. Cambridge: The MIT Press, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;KATZ, J. A nation of ghosts? Choreography of mobile communication in public spaces. Online: disponível em &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;a href="http://www.scils.rutgers.edu/ci/cmcs/director/%20scholarship%20/articles"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;http://www.scils.rutgers.edu/ci/cmcs/director/ scholarship /articles&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt; /nation%20of%20ghosts.pdf&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;KATZ, J. Magic in the air: mobile communication and the transformation of social life. &lt;/span&gt;New Brunswick:  Transaction Publishers, 2006.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;KATZ, J. Machine that become us. The social contexto f personal communication technology.&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt; New Brunswick: Transaction Publishers, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;LING, R.; PEDERSEN, P. &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;Mobile communications: re-negotiation of the social sphere. London: Springer-Verlag, 2005. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;10/07 – A definir&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-2647539692762364515?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/2647539692762364515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/modulo-5-bibliografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2647539692762364515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2647539692762364515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/modulo-5-bibliografia.html' title='Módulo 5: bibliografia'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-6293157049394089773</id><published>2009-03-08T23:48:00.002-03:00</published><updated>2009-06-10T08:06:43.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bibliografia'/><title type='text'>Módulo 4: bibliografia</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;&lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;05/06 - Referencial teórico-metodológico: Teoria das representações sociais&lt;/b&gt; &lt;u&gt;- &lt;/u&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;u&gt;02 a 05/06 – Compos – terça a sexta&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Bibliografia inicial:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.27cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;JODELET&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;D. As &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;representações sociais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;. Rio de Janeiro: Ed. &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Uerj&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;i&gt;;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; 2001&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.27cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2007&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.27cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; SPINK, M. J. (Org.). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-left: 1.27cm; line-height: 115%;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12/06 - Referencial teórico-metodológico: Teoria das representações sociais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos guias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JODELET D. As representações sociais. Rio de Janeiro: Ed. Uerj; 2001 (p. 17 a 44, 205 a 216)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SPINK, M. J. (Org.). O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 2004 (p. 19 a 45).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;19/06 - Referencial teórico-metodológico: Teoria das representações sociais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto guia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2007 (p. 29 a 109).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:11;"  lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-6293157049394089773?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/6293157049394089773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/modulo-4-bibliografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/6293157049394089773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/6293157049394089773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/modulo-4-bibliografia.html' title='Módulo 4: bibliografia'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-7158010979037954575</id><published>2009-03-08T23:47:00.002-03:00</published><updated>2009-05-25T23:41:38.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bibliografia'/><title type='text'>Módulo 3: bibliografia</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }   A:link { color: #0000ff }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;b&gt;15/05 - Referencial teórico-metodológico: Teoria dramatúrgica &lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Bibliografia &lt;span lang="en-US"&gt;inicial:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify" lang="en-US"&gt; BRISSELT, D.; EDGLEY, C. (eds.). Life as theater. A dramaturgical sourcebook. New York: Walter de Gruyter, Inc., 1990.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; GASTALDO, E. (org.). Erving Goffman: Desbravador do cotidiano. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2004.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; GOFFMAN, E. A  representação do eu na vida  cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1996.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; JOSEPH, I. Erving Goffman e a microssociologia. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2000.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-indent: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;LEMERT, C.; BRANAMAN, A. (eds.). The Goffman reader. &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;Blackwell, 1997. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; NUNES, J. Interacionismo simbólico e dramaturgia. A sociologia de Goffman. Goiânia: Editora UFG, 2005.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;22/05 - Referencial teórico-metodológico: Teoria dramatúrgica (usos e limites de sua aplicabilidade nos contextos sociais virtuais/digitais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Texto guia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           RIBEIRO, J.C. Gerenciamento de aparências e de informações. Item 3.2.3 da Tese de Doutorado: Um olhar sobre a sociabilidade no ciberespaço: aspectos sócio-comunicativos dos contatos interpessoais efetivados em uma plataforma interacional on-line. Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos complementares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÁXIMO, E. O eu encena, o eu em rede: um estudo etnográfico nos blogs. Online: disponível em &lt;a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas%20/article/viewFile%20/3523/2753"&gt;http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas /article/viewFile /3523/2753&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, C. A.; SEBASTIÃO, P.M. Interacção &amp;amp; cibersexo. Online: disponível em &lt;a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas%20/article/viewFile%20/3523/2753"&gt;http://bocc.ubi.pt/pag/silva-carlos-sebastiao-pedro-interaccao-cibersexo.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;29/05 - Referencial teórico-metodológico: Teoria dramatúrgica (usos e limites de sua aplicabilidade nos contextos sociais virtuais/digitais)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Bibliografia inicial: Idem à sugestão anterior.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-7158010979037954575?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/7158010979037954575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/modulo-3-bibliografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/7158010979037954575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/7158010979037954575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/modulo-3-bibliografia.html' title='Módulo 3: bibliografia'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-2024241348975842282</id><published>2009-03-08T23:29:00.004-03:00</published><updated>2009-04-26T12:26:55.734-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bibliografia'/><title type='text'>Módulo 2: bibliografia</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }   A:link { color: #0000ff }  --&gt;&lt;/style&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17/04 - Referencial teórico-metodológico: Interacionismo simbólico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto guia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BLUMER, H. Symbolic interactionism. Perspective and method. New Jersey: Prentice-Hall, Inc., 1969 (capítulos 1 e 2 – p. 1 a 77).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos complementares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAZILLI, C.; RENTERÍA, E.; DUARTE, J.; FRANCISCATTI, K.; ANDRADE, L.; RALA, L. Interacionismo simbólico e teoria dos papéis. São Paulo: EDUC, 1998 (capítulos 1 e 2 – p. 23 a 105).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOMINGUES, J. Teorias sociológicas no século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001 (capítulo 2 – p. 21 a 33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEDESCO, J. Paradigmas do cotidiano. Introdução à constituição de um campo social. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 1999 (capítulo 3 – p. 69 a 91)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;24/04 - Referencial teórico-metodológico: Interacionismo simbólico (usos e &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos guias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERNBACK, J. Beyond the diluted community concept: a symbolic interactionist perspective on online social relations. Online: disponível em http://nms.sagepub.com/cgi/content/abstract/9/1/49&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROBINSON, L. The cyberself: the self-ing project goes online, symbolic interaction in the digital age. Online: disponível em http://nms.sagepub. com/cgi/content/abstract/9/1/93&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto complementar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULSRUD, T. Bahavioral changes at the mobile workplace: a symbolic interactionist approach. In: LING, R.; PEDERSEN, P. Mobile communications: re-negotiation of the social sphere. London: Springer-Verlag, 2005. (p. 93 a 111)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;08/05 - Referencial teórico-metodológico: Interacionismo simbólico (usos e limites de sua aplicabilidade nos contextos sociais virtuais/digitais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bibliografia inicial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Textos guias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROBINSON, L. The cyberself: the self-ing project goes online, symbolic interaction in the digital age. Online: disponível em http://nms.sagepub.com/cgi/content/abstract/9/1/93&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTOS, H. Interação social e novas mídias: elementos para uma análise da interação mediada. Online: disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3172/2442&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto complementar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULSRUD, T. Bahavioral changes at the mobile workplace: a symbolic interactionist approach. In: LING, R.; PEDERSEN, P. Mobile communications: re-negotiation of the social sphere. London: Springer-Verlag, 2005. (p. 93 a 111)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-2024241348975842282?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/2024241348975842282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/modulo-2-bibliografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2024241348975842282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/2024241348975842282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/modulo-2-bibliografia.html' title='Módulo 2: bibliografia'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-7836380551459873120</id><published>2009-03-08T23:26:00.007-03:00</published><updated>2009-03-27T21:39:24.352-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bibliografia'/><title type='text'>Módulo 1: bibliografia</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;06/03&lt;/b&gt; – Apresentação da disciplina, distribuição de atividades, discussão preliminar&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;13/03&lt;/b&gt; - &lt;b&gt;Contexto contemporâneo (cibercultura)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; Texto(s) guia(s):  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;BELL, D.; KENNEDY, B. &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;The Cybercultures Reader. &lt;/span&gt;London: Routledge, 2002. (capítulos 1, 2, 4 e 47)&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; Textos complementares:  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; HAESBAERT, R. O mito da desterritorialização. Rio de Janeiro: Bertand Brasil, 2004. (capítulos 4 e 6)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;BOLTER, J.; GRUSIN, R. Remediation: understanding new media&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;London, UK: The MIT Press, 2000. (capítulos 1, 2 e 3)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;GRAHAM, S. (ed.). The cybercities reader. London: Routledge, 2004. &lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;(capítulos 7, 8, 9, 12 e 57)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; LEMOS. A. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002 (capítulos 2, 7 e 8 da parte III e conclusão)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-left: 1.25cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; LEMOS, A. Cibercultura como território recombinante. In: MARTINS, C.; SILVA, D.; MOTTA, R. (orgs.). Territórios Recombinantes. &lt;span lang="en-US"&gt;São Paulo: Cadernos Instituto Sérgio Motta, 2006. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;span lang="en-US"&gt;STRATE, L.; JACOBSON, R.; GIBSON, S&lt;/span&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;. Communication and Cyberspace: social interaction in an electronic environment. New Jersey: The Hampton Press, 2003 (capítulos 3, 14, 18 e 22)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 1.25cm; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: auto 0cm 0pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; line-height: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;20/03 - Contexto contemporâneo (novas mídias comunicacionais – internet / ambientes virtuais)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: auto 0cm 0pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; line-height: 18pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: auto 0cm 0pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; line-height: 18pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;" &gt;Bibliografia inicial:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: auto 0cm 0pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; line-height: 18pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt 35.45pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;"  lang="EN-US"&gt;Texto(s) guia(s): &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt 35.45pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;"  lang="EN-US"&gt;MEYROWITZ, J. No sense of place: the impact of electronic media on social behavior. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;" &gt;Oxford: Oxford University Press, 1985 (capítulos 1, 2 e 7)&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt 35.45pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt 35.45pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;" &gt;Textos complementares: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt 35.45pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; line-height: 18pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;"  lang="EN-US"&gt;ALBRECHT, K.; MCINTYRE, L. Spychips. How Majors Corporations and Government Plan to Track Your Every Purchase and Watch Your Every Move. Plume Book, 2006 (capítulos 1, 2 e 3).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt 35.45pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;"  lang="EN-US"&gt;BAUWENS, M. P2P and human evolution: peer to peer as the premise of a new mode of civilation. Online: disponível em &lt;a href="http://noosphere.cc/P2P2bi.htm" target="_blank"&gt;http://noosphere.cc/P2P2bi.htm&lt;/a&gt; (capítulo 2).Versão completa em: &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://www.networkcultures.org/weblog/archives/P2P_essay.pdf" target="_blank"&gt;http://www.networkcultures.&lt;wbr&gt;org/weblog/archives/P2P_essay.&lt;wbr&gt;pdf&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 0cm 0pt 35.4pt; background: rgb(238, 238, 204) none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-indent: 0.05pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:100%;" &gt;SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço. São Paulo: Paulus, 2004 (capítulo 10).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;27/03 - Contexto contemporâneo (novas mídias comunicacionais – dispositivos móveis)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto(s) guia(s):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KAVOORI, A.; ARCENEAUX, N. (eds.) The cell phone reader. Enssays in social transformation. New York: Peter Lang, 2006 (capítulos 1, 2 e 3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos complementares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BURGESS, A. Cellular phones, public fears, and a culture of precaution. Cambridge: University Press, 2004 (capítulo 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEÃO, L. (org.). Derivas: cartografias do ciberespaço. São Paulo: Annablume, 2004 (capítulo 1 – texto de André Lemos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NYÍRI, K. (ed.). Mobile studies. Paradigms and perspectives. Vienna: Passagen Verlag, 2007 (capítulos 7, 8, 10, e 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;03/04 – Dinâmicas sociais: conceitos básicos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto(s) guia(s):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAVER, J.; HUTCHESON, S. (eds.) Communication in face to face interaction. Baltimore: Penguin Books, 1972 (capítulos 1 e 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005 (capítulo 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos complementares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARGYLE, M. A interação social: relações interpessoais e comportamento social. Rio de Janeiro: Zahar, 1976 (capítulo 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KENDON, A. C. Conducting interaction: patterns of behavior in focused encounters. Cambridge: Cambridge University Press, 1990 (capítulo 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEWCOMB, T.; TURNER, R.; CONVERSE, P. Social Psychology. The study of human interaction. New York: Holt, Rinehart and Winston, Inc., 1965 (capítulo 1).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-7836380551459873120?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/7836380551459873120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/0603-apresentacao-da-disciplina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/7836380551459873120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/7836380551459873120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/0603-apresentacao-da-disciplina.html' title='Módulo 1: bibliografia'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6539643015253269797.post-6513647402545722850</id><published>2009-03-08T23:12:00.004-03:00</published><updated>2009-03-09T22:04:47.536-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sobre'/><title type='text'>Informações iniciais: ementa, procedimentos e avaliação</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;EMENTA:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A disciplina tem como objetivo explorar distintos aspectos sociointeracionais associados às novas mídias comunicacionais contemporâneas. Para tanto, serão efetuados exames críticos de algumas propostas teórico-metodológicas (interacionismo simbólico, teoria dramatúrgica, teoria das representações sociais) buscando verificar suas contribuições para o entendimento das dinâmicas sociais efetivadas em um contexto fortemente marcado pelo crescente uso de tecnologias digitais.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"&gt; &lt;b&gt;PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;A disciplina está dividida em 5 módulos, que serão desenvolvidos e explorados através de seminários (com duração de 1 hora e 30 minutos aproximadamente) e debates mediados a partir da leitura da bibliografia sugerida. Cada aula terá um ou dois textos guias que deverão ser lidos e fichados de maneira obrigatória por todos; os demais textos serão apenas lidos e servirão para aprofundamento da discussão em grupo. É recomendável, na apresentação do seminário, que o aluno tenha uma postura crítica dos textos trabalhados, e que articule os conteúdos com os de sua própria pesquisa em andamento (e, de maneira complementar, com as dos colegas).  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;AVALIAÇÃO&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Freqüência, participação em sala de aula, realização de tarefas nos prazos estipulados (10 % da nota final)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Apresentação do seminário temático (20 % da nota final)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Fichamentos dos textos discutidos (20 % da nota final)&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span style=""&gt;Entrega de um trabalho monográfico que verse sobre um dos tópicos discutidos durante as aulas contendo 30 a 35 mil caracteres (incluindo espaços, título, resumo, notas de rodapé, referências bibliográficas); fonte &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Times New Roman&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span style=""&gt;, corpo 12, espaço 1,5; resumo de 4 a 8 linhas, corpo 10, espaço simples. O prazo final para entrega do trabalho será de 30 dias após a última aula da disciplina (50% da nota final).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6539643015253269797-6513647402545722850?l=midiaecibercultura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/feeds/6513647402545722850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/informacoes-iniciais-ementas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/6513647402545722850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6539643015253269797/posts/default/6513647402545722850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://midiaecibercultura.blogspot.com/2009/03/informacoes-iniciais-ementas.html' title='Informações iniciais: ementa, procedimentos e avaliação'/><author><name>Mônica Paz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07523729846931126630</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_FZLdFlNnCNA/TIms-xvhY8I/AAAAAAAAANU/u2hRgQQdBDs/S220/2010-09-05+01.52.30.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
